Marketing como principal vilão da sustentabilidade 23 de março de 2010

Marketing como principal vilão da sustentabilidade

         

Pesquisa da Recherche mostra a decadência do hiper-consumismo

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<p><img height="229" width="200" align="right" alt="Marketing como principal vilão da sustentabilidade" src="/images/materias/diva.jpg" />O consumo sustentável não é novidade hoje e nem ontem. Em 1972, a revista Veja já publicava em sua capa imagem ilustrada da poluição do planeta. Além de pautar a publicação na época, o tema hoje foi aprofundado em pesquisa da Recherche, que aponta para a decadência do hiper-consumismo. Este é o lado bom da sustentabilidade que ainda não havia sido mostrado no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa, da Abep. Assim como, há mais de 40 anos, o consumo é o grande vilão das práticas sustentáveis, hoje, o consumidor é o aspecto central da discussão.</p> <p>A boa notícia é que o Dia do Consumidor, comemorado no último dia 15, que até então falava sobre os direitos do consumidor, este ano abordou temas como consumir menos. Porém, o cenário é paradoxal, segundo Diva de Oliveira (foto), sócia da Recherche. “Muito se fala em sustentabilidade, mas nunca se consumiu tanto como agora. O consumidor está sem saber o que fazer a respeito disso” alerta.</p> <p>As evidências de que o consumidor está mais preocupado com as questões ambientais é que a simplicidade, a reciclagem, a busca do ecológico e o conceito de que menos é mais, estão se refletindo em seus hábitos, como a preferência por artesanatos comerciais, ao invés de lojas e alimentação consciente. A pesquisa mostra o tom da nova década e o reflexo no futuro. “É crescente a preocupação com o meio ambiente e com as questões políticas. Ainda há muitas dúvidas e o consumidor culpa o Marketing pelo consumo desenfreado. Sem falar da crise de credibilidade em relação aos discursos ecológicos das empresas”, diz Diva.</p> <p><img height="225" width="180" align="left" alt="Marketing como principal vilão da sustentabilidade" src="/images/materias/raquel.jpg" />Apesar de o consumo significar prazer, identificação e inclusão social, as pessoas estão enxergando o seu lado ruim, ou seja, a perda de controle dos gastos, dívidas e frustração. “Hoje, o consumo é quase o oitavo pecado capital”, compara Raquel de Oliveira Siqueira (foto), sócia da Recherche. Trata-se da demonização do consumo e da reverência à sustentabilidade. Para o consumidor, a solução está ligada principalmente às ações individuais e o “Ser” começa a ser mais importante do que “Ter”.</p> <p>Deve-se lembrar de empresas como Walmart e Pão de Açúcar, que possuem atividades e práticas sustentáveis. Mas, apesar disso, os consumidores não as percebem. Para reverter este quadro, Raquel aconselha. “Nada de dar bronca ou fazer com que o consumidor se sinta culpado. Basta criar soluções amigáveis e que facilitem a vida deles e do planeta”, completa Raquel.</p>


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