Marcas de Luxo devem se democratizar 26 de maio de 2011

Marcas de Luxo devem se democratizar

         

O dinheiro mudou de mãoes e as empresas precisam entender essa dinâmica

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Renato Meirelles - Marcas de Luxo devem se democratizarAs marcas de Luxo precisam absorver novos conhecimentos. Pelo menos aquelas que quiserem aproveitar o potencial de consumo da classe emergente brasileira para aumentar sua lucratividade. Ainda que estes consumidores não acessem produtos e serviços de alto valor agregado, eles estão dispostos a adquirir perfumes e bebidas importadas, carros zero e viagens para o exterior.

A chamada nova classe média tem um poder de compra de R$ 923,5 bilhões, 13 vezes maior do que o da elite brasileira, que deve movimentar R$ 71,3 bilhões em 2011. A cesta de produtos das classes também é semelhante, o que muda é a frequência de compra. “Temos que acabar com essa ideia de que emergente gosta de produto barato. Eles querem qualidade”, destacou Renato Meirelles, Sócio-Diretor do Data Popular, durante sua apresentação no Atualuxo 2011.

Para se aproximar destes consumidores, as marcas precisam se democratizar, como fez a Havaianas, talvez o case brasileiro que melhor ilustre esta questão. As empresas também devem ser influentes, próximas e amigáveis, mas, principalmente, entender os consumidores como seres humanos.

Além do fenômeno dos consumidores emergentes com um comportamento de compra aspiracional, o próprio dinheiro mudou de mãos. Quase metade da elite financeira do Brasil pertence à primeira geração de endinheirados. Isso significa que os chamados “novos ricos”, na maioria das vezes, desconhecem os códigos culturais característicos da aristocracia. Para chegar até estes consumidores em potencial, as marcas precisam entender e promover seus valores.


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