Lançamentos de embalagens continuam registrando queda em 2011 12 de julho de 2011

Lançamentos de embalagens continuam registrando queda em 2011

         

Globalmente, número de novos produtos foi 5,4% menor no primeiro semestre deste ano comparado ao mesmo período de 2010

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<p>O Brasil reduziu o número de lançamentos de produtos e redesign de embalagens em 7,08% no primeiro semestre de 2011, colocando 5.916 unidades no mercado. O índice é resultado da comparação com o mesmo período de 2010, quando foram lançadas 6.367 embalagens. Os dados são de um levantamento feito no início deste mês pelo Laboratório de Monitoramento Global de Embalagem do Núcleo de Estudos da Embalagem ESPM, utilizando a ferramenta GNPD – Mintel.</p> <p>Globalmente, também houve baixa, de 5,4%, no mesmo período. Nos seis primeiros meses de 2010 foram colocadas 134.918 novas embalagens no mercado mundial, enquanto entre janeiro e julho deste ano houve um decréscimo de 7.288 unidades. Os Estados Unidos continuam liderando o ranking, com 11,9% dos lançamentos globais. Já o Brasil garantiu a oitava posição, com 4,6%. Aparecem ainda Reino Unido (8,1%), Alemanha (6%), Japão (5,4%), China (5,1%), França (4,8%), Canadá (4,7%), Índia (4,3%) e Itália (3,2%).</p> <p>“A crise que afetou os mercados em 2008 ainda vem deixando seus reflexos nos lançamentos de 2011, que continuam abaixo do mesmo período do ano anterior. No Brasil, que já havia registrado uma queda de 15,41% nos lançamentos de 2010, a queda continuou em 2011, mas num ritmo menor, pois foi de 11,96% no primeiro trimestre e agora fechou o semestre com queda de 7,08%. O Brasil, que foi o segundo país que mais lançou embalagens em 2009, caiu para o oitavo lugar em 2011”, diz Fábio Mestriner, Professor Coordenador do Núcleo de Embalagens ESPM.</p> <p><strong>Maquiagem para Lábios lidera o ranking mundial</strong><br /> O panorama traçado no primeiro semestre deste não é muito diferente do observado de <a href="https://www.mundodomarketing.com.br/5,18278,lancamentos-de-embalagens-registram-queda-no-comeco-de-2011.htm" target="_blank">janeiro a março</a>, quando também houve queda. Em relação às subcategorias, Maquiagem para Lábios foi a que mais colocou novos produtos no mercado, com 3,8%, seguida por Cuidado Facial/Pescoço (3,2%), Biscoitos Doces (2,8%), Esmalte para Unhas (2,5%), Produtos para o Corpo (2,3%), Produtos para Banho (1,9%), Maquiagem para os Olhos (1,9%), Bolos e Pastelaria (1,7%), Shampoo (1,5%) e Produtos de Carne (1,4%). </p> <p>Cosméticos e Saúde & Beleza também continuam liderando o ranking quando o assunto são as empresas. No período, a Procter & Gamble foi responsável por 1,5% dos lançamentos, acompanhada de perto pela Unilever (1,4%) e pela Avon (1,3%), enquanto a Nestlé garantiu o quarto lugar, com 0,9%. A L’Oréal e a Make-Up Art Cosmetics ficaram empatadas com 0,8%. Entre as 10 primeiras, aparecem ainda a Tesco (0,7%), a Beiersdorf (0,6%), a Lidl (0,6%) e a Cosnova (0,5%). </p> <p>“O destaque do período vai para o Esmalte de unha, que continuou subindo, alcançando o quarto lugar entre as categorias com maior número de lançamentos”, ressalta Mestriner, lembrando que, no Brasil, Esmalte para Unhas ocupa o topo do ranking, com 4,8%. A lista nacional conta ainda com Produtos para o Corpo (4,4%), Maquiagem para os Lábios (4,3%), Shampoo (3,7%), Tratamento para Cabelo (3,5%), Condicionador (3%), Biscoitos Doces (2,6%), Sabonete em barra (2,4%), Desodorantes (2,2%) e Produtos para Banho (1,7%).</p> <p><strong>O Boticário em primeiro lugar no Brasil</strong><br /> No Brasil, os cosméticos também dominam praticamente todo o ranking, que é liderado pelo Grupo Boticário, (2,6%), Avon (2%) e Jequiti (1,7%). Aparecem ainda Natura (1,5%), Nestlé (1,3%), 5Cinco Produtos Químicos e Farmacêuticos (1,2%), Unilever (1,2%), Nasha Cosméticos (1,1%), Procter & Gamble (1,1%) e Coop – Cooperativa de Consumo (1,1%).</p> <p>Já as marcas próprias permanecem em expansão no mercado nacional. “Os lançamentos de marca própria recuaram no mundo, mas continuam crescendo no Brasil, que respondeu por 19,2%. As embalagens rígidas voltaram à liderança entre o tipo de embalagem mais adotado nos lançamentos, ultrapassando novamente as embalagens flexíveis”, destaca Mestriner.</p>


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