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Natal: cenário e oportunidades em um ano desafiador

Data mais importante para o varejo chega em 2016 com uma baixa expectativa de vendas. Indústria continua a apostar em lançamentos para conquistar consumidores

  • Natal: cenário e oportunidades
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Por ser a principal data comemorativa do varejo, o Natal carrega a responsabilidade de salvar as vendas de um ano e antecipar como será o próximo. No caso de 2016, a expectativa do mercado é de que não haja uma queda em relação a 2015, quando o comércio teve seu pior desempenho desde 2003, segundo a Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings. Com a situação política mais controlada que no ano anterior, os lojistas esperam que os consumidores voltem a se sentir seguros para realizar compras.

Para conquistar cada cliente as empresas estão apostando em diferentes ações que vão desde uma decoração mais atraente a brindes e ações sociais. Promoções de compre um e leve dois são alguma das estratégias para garantir que o estoque fique mais vazio que o ano anterior. A preocupação com os resultados de 2016 possui fundamento. Em todas as demais datas comemorativas as vendas não foram suficientes para garantir a satisfação dos empresários - ainda que diversos esforços tenham sido feitos.

Algumas marcas optaram por não se desgastarem nessa época do ano e já estão pensando em 2017 como um ano mais esperançoso e que deve começar a dar mais resultados. O fato de não darem tanta atenção ao Natal dessa vez não significa que estarão de fora, mas que estão poupando energia para agirem agressivamente nos próximos meses. O orçamento mais reduzido em 2016 colaborou para que essa mudança ocorresse, assim como os dados de períodos importantes como Dia das Mães e Dia das Crianças.

Se no varejo o momento é de ansiedade, na indústria ele é de investimentos, principalmente o setor de alimentos que aposta em lançamentos dos sabores mais variados para se fazer presente na mesa do consumidor. Itens sazonais como Panetones e Aves ganham variações para convencer o brasileiro de que nenhum Natal é sempre igual. Até mesmo itens comuns da compra do mês ganham embalagens em temas natalinos, como forma de ser item colecionável ou mesmo fazer parte desse momento da vida.

Apesar do Brasil viver um período de recessão econômica, com alta taxa de desemprego e número de endividados, o Natal continua a ter sua importância e não deve ser deixado de lado no momento de se pensar as ações. Por menor que sejam os resultados, essa época do ano tende a movimentar a economia por incluir diferentes shoppers - que ao longo dos 12 meses ganham recortes como Mães, Pais, Namorados e Crianças. Ainda que o ticket médio caia e as compras sejam de lembrancinhas, é preciso fidelizar esse cliente para que ele retorne em outras datas. Condições facilitadas, brindes ou uma ligação de pós venda são algumas formas de melhorar o relacionamento e se fazer presente para garantir um ano com mais segurança nas vendas.

Veja no estudo:

  • Cenário econômico

  • Presentes

  • E-commerce

  • Crianças

  • Shoppings

  • Alimentação

  • Decoração

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