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A estratégia de patrocínio esportivo da Petrobras está correta?

Estatal do petróleo anunciou programa de apoio à Formula 1 e modalidades olímpicas e paraolímpicas. Artigo faz análise sobre direcionamento de recursos

Por | 14/05/2018

pauta@mundodomarketing.com.be

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Amigos do esporte olímpico, finalmente a nossa estatal do petróleo anunciou seu programa de apoio a este segmento esportivo.

Já havia retomado o seu apoio a fórmula 1, como um laboratório de alta tecnologia. E isto é muito bom, pois independente de termos ou não um piloto brasileiro, nossa empresa, como uma das grandes do mundo, precisa se desenvolver. E agora chegou a vez do esporte olímpico, onde a estatal era um dos mais importantes patrocinadores.

Li com bastante atenção as matérias veiculadas na imprensa e confesso que fiquei atormentado com minha falta de compreensão.

Pelo mundo afora as empresas do estado tem papel importante neste segmento esportivo, como fomentadora e patrocinadora. Exceto os EUA, que possuem um modelo um pouco diferente, estas empresas apoiam o esporte olímpico em seus países. É claro que a iniciativa privada também o faz. Mas voltemos pro nosso quintal.

O projeto apresentado vai consumir cerca de 10 milhões de reais e estará focado em uma equipe que a empresa vai formar. Serão atletas de vários esportes diferentes, incluindo-se os nossos campeões paralímpicos.

A estratégia está focada em visibilidade de marca. Ou seja mídia tradicional com campanhas desenvolvidas com estes atletas como protagonistas e mídia espontânea.

Muito bom.

Mas fico a me perguntar se, como estatal, este é o melhor caminho para investir.

Afinal, assim como a distribuição de renda em nosso país é muito ruim, este modelo vai ser aplicado neste planejamento estratégico. Aqueles atletas que já tem uma bela renda, vão poder ganhar ainda mais. E aqueles que são potenciais campeões vão ter que esperar um pouco mais.

Além disso, sabemos que patrocínios pontuais a atletas pouco aparecem espontaneamente. Afinal alguns times brasileiros têm patrocinador. Desta feita o nosso patrocinador estatal terá que colocar mais grana para poder aparecer no peito de seus patrocinados.

Ficamos então sem um pensamento de desenvolvimento do esporte, que aliás deveria ser o foco dos investimentos de uma estatal, e não dar mais dinheiro a quem já tem. Esse dinheiro dividido em duas confederações, ou aplicados no esporte paralímpico, fariam uma enorme diferença para todos.

E, como sempre defendi, as entidades patrocinadas deveriam sofrer auditoria dos patrocinadores para saber para onde foi o recurso destinado.

Sei bem que nossos melhores atletas merecem ganhar mais. Mas está mais do que na hora de pensarmos criteriosamente como aplicar os recursos que dispomos.
 

Por: Luiz Coelho

consultor de marketing tendo desenvolvido importantes projetos nas Olimpíadas de Pequim/2008, Londres/2012 e Rio/2016 com a Casa do Vôlei para a Federação Internacional de Voleibol. Atua hoje em outros esportes olímpicos






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