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O que muda no Marketing com a regulamentação da terceirização?

Área já possui esse modelo de contratação em diversos campos, como varejo e eventos. Empresas devem estar atentos para que terceirizados possuam as mesmas qualificações em CLTs

Por | 30/03/2017

priscilla@mundodomarketing.com.br

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Ádila Ribeiro Berretella, Diretora da Top PeopleA Câmara dos Deputados aprovou no dia 22 de março o Projeto de Lei (PL) 4.302/1998 que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. Para quem atua na área de Marketing, essa aprovação surge sem grandes novidades, já que é comum a contratação de pessoal via redes especializadas. O que muda agora é a atenção e a cobrança do setor por capacitação e locais que atendam as companhias nas mesmas qualificações que possuem em CLTs.

Atualmente, não existe uma legislação específica sobre a terceirização, mas decisões da Justiça do Trabalho determinavam que a terceirização é permitida apenas para as chamadas atividades-meio, ou seja, funções secundárias que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa. Agora será possível contratar trabalhadores terceirizados para exercerem cargos na atividade-fim, que são as principais atividades da empresa. 

Com a terceirização das operações do Marketing, profissionais mais experientes e orientados a resultados ficam à disposição da companhia, podendo configurar os processos, estratégias e objetivos de negócio para o sucesso da ação. "A realidade da área é que muitos cargos e funções já são terceirizados. Merchandising, promoções, eventos e até uso de ferramentas é feito por outras empresas contratadas. Apesar das críticas que outros setores fazem, para nós, o impacto será positivo tanto para contratados quanto contratante", comenta Ádila Ribeiro Berretella, Diretora da Top People, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Pontos de atenção
A questão do cenário atual de desemprego e recessão econômica são alguns dos pontos que, na área, poderão ser revertidos com a medida. Isso porque os empresários terão um custo menor na contratação e poderão investir em profissionais direcionados para as funções que desejam atuar em determinada ação. Para os funcionários será uma porta para a conquista de novos empregos, já que a indústria vem recuando no volume de contratação efetiva.

A atenção, no entanto, deve estar em procurar uma agência especializada que cumpra os deveres trabalhistas. "É preciso que haja uma responsabilidade de pagar os impostos, cumprir carga horária e, se oferecer benefícios, cumpri-los com exatidão para que não venha a ter problemas judiciais. Do mesmo modo é importante que seja segmentada por áreas de conhecimento. Somos especializados em atuação com Marketing, existem as que são focadas em limpeza e manutenção. Ou seja, quanto mais aprimorada, melhor será para o funcionário, que se sentirá seguro em lidar com colegas, e para a contratante, que terá alguém que realmente conhece o que faz", reforça Ádila.

Além disso, com a terceirização as companhias podem se empenhar em focar no pensamento estratégico. "O empresário fica mais liberado para pensar no crescimento e manutenção do negócio, deixando de se preocupar com recrutamento, seleção, treinamento e acompanhamento dos profissionais envolvidos. A agilidade é hoje um ponto fundamental na gestão das organizações que desejam atingir os resultados propostos", afirma a Diretora da Top People.

Legislação
Apesar de alguns pontos positivos, todos os setores deverão estar atentos ao andamento dessa legislação. Cada sindicato deverá reagir de uma maneira para que sua categoria não sofra perdas. No Marketing, que já utiliza dessa mão de obra comumente, as transformações devem vir apenas entre aqueles que estão lotados em áreas mais centradas na indústria. O medo de ser demitido para ser recontratado como terceirizado é uma das questões que permeiam as conversas, mas que a curto prazo não deve existir.

Para quem trabalha no setor o momento é de cautela e observação, aliada a uma dose de expectativa de crescimento. "Uma das grandes preocupações das empresas é a questão do vínculo empregatício e isso está claro na nova lei que vai ser totalmente responsabilidade daquela que terceiriza. Com a extensão do prazo de mão de obra não existe custo de demissão. Isso incentiva o volume de terceirização já nesse mercado que estamos, independente de outros mercados que possamos atuar", pontua Vladimir Lima, CEO da Compart, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Como a regulamentação ainda não está totalmente clara e como funcionará para os setores da economia, há muito burburinho que pode assustar mais do que ajudar. "É preciso entender as duas situações, os dois lados da moeda, tanto da empresa que pode terceirizar quanto do colaborador. Para quem atua com terceirizados em merchandising, vendas e promoções, o impacto será grande pois certamente aumentarão os postos de trabalho", finaliza Lima.





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