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Conteúdo em vídeo: como atender aos Millennials sem se tornar efêmero

Formato é a grande aposta nas tendências em Marketing Digital para 2018, mas precisa ser mais estudada para ser convertida em vendas. Entrevista com Marcos Facó traz insights

Por | 20/03/2018

priscilla@mundodomarketing.com.br

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Marcos Facó, diretor de Comunicação e Marketing da FGVOs vídeos são materiais que estão dominando o mundo digital. De sites de notícias e entretenimento às redes sociais, eles estão ocupando um espaço cada vez maior e que consequentemente, todos têm assistido e compartilhado mais conteúdo nesse formato. Não é à toa que eles são a maior aposta em Marketing de Conteúdo para 2018. Isso se deve ao fato deles ajudarem a aumentar o engajamento de uma marca e permitir uma publicidade diferenciada às gerações Millennial e Z.

As próprias redes sociais estão dando preferência a vídeos. Uma pesquisa feita pela Sambatech mostrou que o compartilhamento e engajamento das pessoas com as publicações contendo links e fotos diminuiu drasticamente, principalmente depois que redes como Instagram e Facebook cortaram o alcance orgânico de todos os posts, e, em um caminho oposto, os vídeos continuaram fazendo sucesso.

Mais recentemente o LinkedIn começou a apostar também nesse formato, testando ferramentas para lançar aos usuários. Por enquanto a novidade está restrita apenas para alguns usuários, entre os quais Google, Embraer, BRF, IBM, TOTVS, SAS e LENOVO. "Os vídeos trarão mais relevância à rede, porque é o tipo de conteúdo mais acessível. Ele é mais do que audiovisual, porque não necessariamente precisa de som - uma legenda é suficiente. Em outras redes esse tipo de publicação pode se tornar efêmera, mas neste caso teremos o oposto: algo útil e relevante pro dia a dia dos profissionais", conta Marcos Facó, diretor de Comunicação e Marketing da FGV, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Veja abaixo a entrevista completa com o especialista.

Mundo do Marketing - Como será o uso dessa ferramenta de vídeo do LinkedIn?

Marcos Facó - É um projeto que acabou de começar, não temos resultados a informar, porque implantamos agora. É uma versão beta no LinkedIn, no qual ele convidou algumas empresas para iniciarem esse projeto e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi uma das escolhidas para atuar, diante do nosso histórico com propects e alunos. Tudo é vídeo hoje em dia e o LinkedIn estava em desvantagem, porque não oferecia essa solução para os usuários. Agora no primeiro semestre devemos ver as novidades chegarem a todos.

Mundo do Marketing - A maioria dos vídeos no Facebook são usados com teor de entretenimento. Como seria no LikedIn? Para páginas ou usuários comuns?

Marcos Facó - Em princípio qualquer um. A ideia deles é que qualquer usuário poste vídeo à vontade. O LinkedIn é uma rede diferenciada, sem entretenimento, mais voltada ao conhecimento e desenvolvimento profissional. O que acreditamos é que os vídeos abordarão temas com conteúdo relevantes que agregarão valor aos profissionais. O compartilhamento terá opção para dentro da rede, mas não para outras como Facebook e Whatsapp. Ele terá modelos de vídeo tradicional como também vídeos ao vivo.

Mundo do Marketing - Na sua visão as pessoas estão procurando mais por Live ou os previamente editados?

Marcos Facó - Há espaço para os dois. Na prática, a Live é transmitida em um momento, mas não é armazenada. Some da timeline devido a entrada de outros posts. A grande diferença do Facebook para o Youtube é que ambas fazem Live, o problema é que no Facebook esse material some. No Youtube, ele fica armazenado na sua conta. Quem vai ao perfil ou fizer uma busca pode encontra-lo.

Da forma aplicada pelo Facebook, o conteúdo fica efêmero, porque não há a possibilidade de resgatá-lo. O grande diferencial dessas plataformas de vídeo é que o Youtube não possui uma facilidade de impulsão. Já no Facebook, você tem essa abrangência, mas tem efemeridade, porque é um conteúdo perdido. Analisando o longo prazo, o Youtube é mais eficiente.

Mundo do Marketing - Há pelo menos quatro anos falamos que essa tendência dos vídeos. Como você avalia o uso dessa ferramenta? Houve uma maturidade?

Marcos Facó - Ele veio para ficar no sentido da facilidade de se transmitir a comunicação visual. Nem sempre precisa de áudio - já que muitas pessoas assistem pelo smartphone em público e evita atrapalhar o outro -, ou transmite com legenda ou transmite com imagem. O que essas plataformas estão passando de transformação no físico, hardware, mostra como há uma revolução. Computador era algo imenso e hoje além do smartphone temos os relógios inteligentes.

Há uma pesquisa que mostra que o smartphone irá virar um implante, na pele, carregaremos esse wearable e ele será projetado. A questão do áudio é que ainda está sendo estudada. O Google Glass é um exemplo de como as transformações estão em andamento. Haverá cada vez mais mudanças no consumo de vídeo e elas estão ocorrendo muito rapidamente, de modo que não temos nenhuma estratégia. É testar enquanto ela está em desenvolvimento.

Mundo do Marketing - Na prática, a transformação ocorre de maneira lenta para a maioria das empresas. Como acompanhar esse processo?

Marcos Facó - O problema de tudo isso é que causa uma angústia em conseguir acompanhar todo esse processo, ser atualizado e realizar as transformações que as ferramentas oferecem. Realmente a distância é maior entre as empresas, existem umas que ainda fazem manufatura, não tem rede social e site, mas ainda assim vende seus produtos. E ao mesmo tempo existem companhias, como Amazon, que estão em outro extremo tecnológico, tirando o máximo de uso disso. A realidade é mais elástica no sentido do tradicional e o inovador. Não existe uma regra. A percepção das empresas em termos de estratégia muda muito, até mesmo para um Facebook. Quando outra menor dá certo, ele compra. Microsoft comprou LinkedIn. Não dá para inovar sempre, então quando alguém inova, eles adquirem.

Mundo do Marketing - Esse tipo de conteúdo é mais atrativo para os Millennials e mais novos, ao mesmo tempo eles rejeitam qualquer conteúdo em publicidade vindo dessas plataformas. Como rentabilizar com a ferramenta e agradar esse público?

Marcos Facó - Cria uma dificuldade para as empresas anunciarem no formato tradicional. O que as empresas devem fazer é utilizar o conteúdo como propaganda. Um tema relevante associado a uma marca. A FGV fala, por exemplo, de Bitcoim e esse tema nos mostra capacitado para abordar essa temática. A Nike tem um case de desafio: preparar os atletas para quebrar a marca de duas horas em uma maratona. Conseguiram fazer com que um atleta fizesse em uma hora e dois minutos, não quebraram a marca, mas geraram buzz e anunciaram o novo tênis - que no caso foi utilizado pelo atleta.

Mundo do Marketing - Quais são os desafios atuais para 2018 em vídeo? Onde as empresas podem melhorar?

Marcos Facó - O vídeo hoje é o carro-chefe. É preciso se atentar a algumas questões que são os três "S" e um "V". O primeiro é Short - o Millennial não quer coisas longas, o conteúdp precisa ser curto e dinâmico. O segundo é Simple - uma apresentação simples, sem complexidades. É preciso fazer a leitura para as pessoas, como é o caso do Bitcoim. Não é contar o que é e sim como funciona. O terceiro é Social - o seu conteúdo precisa ser social e compartilhável. Precisa ter um pingo de viralização. O outro ponto é Visual - um apelo visual para que a pessoa se interesse por ele. O SSSV é a tendência e recomendação para quem quer trabalhar com estratégia em vídeo.

Leia também: Insights de Marketing Digital para 2018 - conteúdo exclusivo para assinantes do Mundo do Marketing Inteligência.

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