32% dos consumidores prezam serviço ao escolher local onde comer

Pesquisa da Mintel mostra quais fatores são levados em conta na decisão dos brasileiros ao optarem por algum estabelecimento para fazer uma refeição fora do lar

Publicidade | 10/09/2015

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Quando perguntado para 1500 consumidores, nas dez maiores cidades brasileiras, “Pensando em seus hábitos de comer fora e em pedir comida para viagem/para levar, com qual ou quais das frases abaixo você concorda?”, o serviço apresentado apareceu com destaque nas respostas. A pesquisa, parte do recém-lançado relatório Mintel Tendências em Comer Fora de Casa, mostra que 32% dos consumidores dizem que “se o serviço geral (ex. gentileza dos funcionários, rapidez, etc.) não for bom, não tenho vontade de voltar para comer no mesmo lugar”. A resposta mostra que é importante investir em treinamento de funcionários.

Atualmente, muitos restaurantes fazem isso. Por exemplo, a rede de churrascarias Fogo de Chão investe muito no treinamento da equipe, e a empresa declara que um dos fatores que contribuem para o seu sucesso é o bom serviço prestado aos clientes. De acordo com a Fogo de Chão, por ano são investidas 400 horas apenas em treinamentos formais, além do acompanhamento semanal por meio de orientações (avaliação do serviço dos funcionários, apontando áreas a serem melhoradas).

A pesquisa Mintel também revela que as mulheres são as que mais concordam que “às vezes saio só para comer um doce (ex. tomar um sorvete, comer um pedaço de bolo, etc.)” (20% em comparação com 16% dos homens). Apesar disso, apenas 7% das mulheres que comeram fora declaram escolher um restaurante por causa do cardápio de sobremesas. Os estabelecimentos poderiam divulgar mais o seu cardápio de sobremesas para atrair mais as mulheres, por exemplo, ter vitrines que exibam estes produtos, oferecer degustações para fidelizar suas clientes e fazer promoções.

Por exemplo, em abril de 2014 o restaurante Applebee’s lançou a promoção “Applebee’s Girls Night Out”, que acontecia todas as terças-feiras nos restaurantes de São Paulo, na qual as mulheres tinham desconto na compra de um combo de 5 bebidas mais uma porção de batatas. Esse tipo de promoção poderia ser feita para promover mais o cardápio de sobremesas entre mulheres e aumentar a frequência delas de ir a esse estabelecimento, podendo ser tanto no almoço quanto no jantar.

A pesquisa mostra que 65% da classe DE declara ter comido fora, praticamente o dobro do total de pessoas da mesma classe social que declaram ter pedido comida (33%), e 28% da classe DE concorda que “sair para comer fora é bom para fugir um pouco da rotina”. Assim vemos que, para alguns consumidores da classe DE, comer fora é importante, pois representa uma fuga da rotina, quase como uma atividade de lazer.

De acordo com o relatório Lazer - Brasil - Agosto 2014, entre as atividades de lazer pesquisadas, 28% dos consumidores da classe DE declaram “comi em um restaurante (não em bar/lanchonete)” e 36% dos consumidores acima de 18 anos declaram “fui a um bar”. Considerando-se que comer fora é caracterizado como lazer para muitos consumidores da classe DE, uma forma de atrai-los mais é tornando essa atividade mais divertida.

Por exemplo, em São Paulo, o restaurante Jedi’s Burger & Grill, é especializado em hambúrgueres, mas o local é todo decorado com referências à saga de filmes Star Wars. Também em São Paulo, o bar Ludus Luderia possui mais de 900 jogos, e todos podem ser jogados pagando-se um valor de entrada. O local oferece monitores para explicar os jogos, promove campeonatos, e, claro, também possui um cardápio de pratos e lanches. Em São Paulo também é possível encontrar o restaurante chinês Rong He, no qual se pode ver o cozinheiro fazendo macarrão, com direito a acrobacias. Esses tipos de experiências no local ajudam a envolver mais o consumidor com o restaurante, e poderiam atrair mais a classe DE a comer fora.

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