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Com a Copa do Mundo, 2014 será o ano da televisão de tela fina

Presente em 83% dos domicílios nacionais, produto continua sendo o item com maior intenção de compra nos próximos seis meses, chegando a 32%. Pesquisa é do Instituto GfK

Por | 14/11/2013

lilian@mundodomarketing.com.br

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pesquisa ,tela fina,Alex Ivanov,Oliver Roemerscheidt,linha marrom,linha branca,bens duráveis,televisão,2014,gfk,brasil,Copa do MundoCom a Copa do Mundo da Fifa no Brasil, 2014 será o ano da televisão de tela fina. Embora já esteja presente em 83% dos domicílios nacionais, o produto lidera a intenção de compra nos próximos seis meses com 32%. O aumento da demanda com o evento esportivo injetará R$ 818 milhões adicionais entre 2010 e 2014 nas indústrias de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. No mesmo período, o comércio gerará R$ 3,8 bilhões.

As TVs também lideram quando se fala em intenção de compra de algum item específico relacionado à Copa: 44% dos entrevistados responderam que desejam comprar uma televisão de tela fina. Os eletroeletrônicos que aparecem na sequência são home theater, com 15%, e câmera digital e filmadora empatadas com 11%. O maior foco nestes produtos pode deixar outras categorias com destaque menor no período.

O consumidor provavelmente escolherá comprar uma televisão em um primeiro momento, deixando a aquisição de outros produtos para o segundo semestre. "Se o investimento for de R$ 1.500,00 ou R$ 2.000,00, ele pode postergar a compra do refrigerador, mas não deixará de fazê-la", comenta Oliver Roemerscheidt, Gerente de Digital da GfK. Veja a entrevista completa com o executivo e com Alex Ivanov, Gerente de Home & Life Style da GfK.

Mundo do Marketing: Como tem sido a venda de produtos da linha branca nos últimos anos?
Oliver Roemerscheidt:
A linha branca teve anos de muito crescimento por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até final de 2012. Agora em 2013, já vemos uma desaceleração e o mercado começa a esfriar um pouco. Tinha todo um Marketing envolta da redução do IPI e falou-se muito nisso, o que atrai os consumidores para as lojas, mais do que o preço de fato.

Mundo do Marketing: O crescimento começou quando?
Oliver Roemerscheidt:
Houve um crescimento muito grande em 2009, quando tivemos a primeira redução de IPI. Depois o mercado acabou tendo uma retração em 2010, quando deixou de vigorar o incentivo. O ritmo foi retomado em 2011 e 2012 com a redução de IPI novamente. E, a partir de 2013, retornou gradativamente aos patamares normais. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, foram vendidas 30 milhões de geladeiras, uma para cada dois domicílios no país. O parque instalado de linha branca está relativamente novo nos lares, o que também é uma explicação para o mercado pender um pouco para baixo. A exceção fica por conta das lavadoras de roupa, que continuam crescendo por conta de uma penetração mais baixa, que é de 55%. Temos aí um mercado que não é de substituição, mas de crescimento orgânico e de penetração nos lares.

Mundo do Marketing: Você poderia falar mais sobre como o varejo usou a redução do IPI em suas ações?
Oliver Roemerscheidt:
A redução do IPI foi um instrumento de Marketing. O varejo usou muito o mote "Aproveite a redução com IPI". As lojas diziam que ia acabar e não acabava. Então, ficou "desacabando" por um tempo e elas se aproveitavam disso. Mas também terminou cansando um pouco e ninguém mais lembra da redução, pois já não tem mais esse efeito de comunicação.

Mundo do Marketing: As manifestações de junho tiveram efeito na venda de produtos da linha branca?
Oliver Roemerscheidt:
Os protestos influenciaram pouco. Se alguém precisa de uma geladeira porque a que tem em casa quebrou, terá que comprar uma nova havendo ou não manifestações na rua. Todos os lares, mesmo os mais modestos, têm uma geladeira e um fogão. Esses mercados são de substituição. Uma geladeira não é um sonho de consumo como smartphone, tablet ou notebook. É um produto de necessidade básica, que precisa ser suprida. Ninguém deixará de comprar um refrigerador por causa dos protestos.

Mundo do Marketing: E em relação à linha marrom? As manifestações tiveram algum impacto nisso?
Alex Ivanov:
O impacto foi tímido no mercado de eletrônicos, principalmente em junho, chegando a R$ 8,4 milhões de perdas. Se, por um lado, 14% dos entrevistados declararam terem deixado de fazer comprar durante as manifestações, isso foi só naquele período. Até o final do ano, o setor deve fechar com mais de R$ 83,5 bilhões. É um mercado que está muito positivo, crescendo 12% em relação ao ano anterior. Então, as manifestações não chegaram a impactá-lo como um todo.

Mundo do Marketing: Qual é a previsão para o ano que vem?
Oliver Roemerscheidt:
Na Copa do Mundo, a geladeira vai competir com a televisão quando o investimento for de R$ 1.500,00 ou R$ 2.000,00. Aí, o consumidor que tem esse dinheiro no bolso, talvez venha a escolher comprar antes a televisão, deixando a geladeira para a segunda metade do ano. Ele pode postergar, mas não deixará de fazer a aquisição do refrigerador.

Alex Ivanov: O primeiro semestre de 2014 será muito forte. Este será o ano da Copa do Mundo e das televisões. Tendo em mente o evento esportivo, a pesquisa perguntou aos entrevistados que produto eles comprariam e em que época do ano. Televisão de tela fina foi a resposta de 44% deles e 50% disseram entre janeiro e março. Mas uma coisa é o que os consumidores declaram e a outra é o que eles fazem, porque acabam deixando para a última hora. Em 2010, tanto na África do Sul quanto no Brasil, o segundo semestre foi até mais forte.

Mundo do Marketing: A compra de linha branca vem caindo e os eletroportáteis crescendo, correto?
Oliver Roemerscheidt:
Sim, é quase inversamente proporcional. O que vimos é que com todo esse crescimento que a linha branca teve nos últimos anos, os consumidores estão procurando agora os produtos considerados "satélites", que giram em torno da cozinha. A pessoa comprou o fogão novo, a geladeira nova, a cozinha está equipada com produtos de necessidade básica. Agora, começa a procura por um multiprocessador, um liquidificador, uma fritadeira sem óleo, que é uma grande tendência do mercado. Este consumidor começa a equipar não só sua cozinha, mas também sua área de serviço. Um exemplo é o mercado de lava-louças. Por mais que seja um produto caro, ele é "satélite", porque não é uma necessidade básica, já que conseguimos lavar louça só com as mãos. Se formos comparar, muito mais importante é ter a lavadora de roupa. Como o essencial já começa a estar presente, muito do consumo está indo agora para outros itens.

Mundo do Marketing: Na linha marrom, algum produto se destacou nas vendas em 2013?
Alex Ivanov:
Em termos globais, os smartphones e tablets foram as principais categorias que se destacaram. Na América Latina, as televisões e os notebooks têm muita importância, o que não se repete em nenhuma outra região do planeta. De fato, o consumo desses dois eletrônicos está muito acima da média e quem puxa isso é o Brasil.

 

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