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Meu Amigo Pet cresce no online e no offline

CEO da marca, Daniel Nepomuceno fala das oportunidades no varejo virtual e do projeto de expansão por franquias: até o final de 2014, rede contará com 20 unidades

Por | 16/09/2013

bruno.garcia@mundodomarketing.com.br

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e-commerce,mercado pet,meu amigo pet,daniel nepomucenoA participação ainda pequena do e-commerce no faturamento do mercado pet mostra o quanto o varejo virtual pode ganhar espaço nos produtos destinados aos animais de estimação. Embora ainda não exista uma cultura forte da compra deste tipo de item pela web, este cenário vem mudando rapidamente. Hoje as lojas virtuais representam apenas 0,4% do faturamento total do universo pet, mas a previsão é que se chegue a 2% de participação nos próximos anos, média semelhante a de mercados mais maduros, como o norte americano.

O cenário pulverizado e com poucos concorrentes abre espaço para que empreendedores tenham um rápido crescimento e garantam a sua participação neste promissor mercado. É o caso do Meu Amigo Pet, e-commerce fundado em 2008 e que hoje já é responsável por operar inclusive petshops virtuais em grandes varejos como Extra e Saraiva. Com previsão de dobrar o seu faturamento no próximo ano, a empresa também iniciou com sucesso uma operação física a partir do sistema de franquias.

A Meu Amigo Pet chegará a 10 lojas no final deste ano e deve abrir outras 10 em 2014. Com investimentos na ordem de R$ 300 a R$ 500 mil, algumas unidades começam a ter um fluxo de caixa positivo no primeiro ou segundo mês. "Tínhamos apenas uma loja no ano passado: estamos ampliando 10 vezes em apenas um ano. É um crescimento agressivo. Embora o número de unidades não seja ainda muito expressivo, é um crescimento muito rápido. Se considerarmos que a nossa maior concorrente tem 22 unidades, em pouco tempo devemos ultrapassá-la", avisa Daniel Nepomuceno, CEO da Meu Amigo Pet. Veja a entrevista:

Mundo do Marketing: Quais são as principais mudanças no comportamento do consumidor no que se refere ao mercado pet?
Daniel Nepomuceno:
A primeira coisa que vejo como promissora é a baixa rejeição que o pet tem. Mesmo entre quem não tem a intenção de ter um pet, a rejeição de um cão, por exemplo, praticamente inexiste. Apenas 3% dos entrevistados não gostariam de ter um cachorro. Além disso, os meios de comunicação e as marcas de maneira geral têm fomentado conteúdo relacionado ao bem estar do animal, o que gera maior investimento na saúde dos pets, e consequentemente mais venda para os varejistas.

Mundo do Marketing: Pelo estudo da Gouvêa de Souza, o e-commerce ainda tem uma participação bem pequena neste mercado. Quais são as expectativas para os próximos anos no mercado pet digital?
Daniel Nepomuceno:
No comércio eletrônico, não temos muita concorrência ainda. Mas vemos que há necessidade de construir uma cultura de compra no digital. Hoje aproximadamente 0,4% do faturamento do setor é gerado pelo e-commerce, sendo que o Meu Amigo Pet é responsável pela maior parte disso. Em outros mercados, o comércio eletrônico chega a representar até 2%. Só isso significa que podemos quintuplicar o faturamento. É uma projeção absurda, pois a previsão é que o mercado pet praticamente dobre até 2020, chegando até R$ 20 bilhões, sem falar no crescimento do próprio e-commerce que deve crescer 22% até 2020. E como aconteceu em outros mercados, as grandes redes não colocam o seu foco no digital. Logo, isso significa uma grande oportunidade.

Mundo do Marketing: Quais são as categorias de produtos mais vendidas?
Daniel Nepomuceno:
O que mais vendemos são as rações, mas há uma procura grande na web por itens importados e novidades. Pessoalmente visito feiras pelo mundo em busca de produtos inovadores e trago muita coisa com exclusividade. Temos uma linha com o Romero Britto, por exemplo, e estamos lançando agora uma linha com a Karina Bacchi. Muitos destes contratos preveem que os produtos podem ser produzidos aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo onde a relação custo benefício seja melhor, o que também é uma grande vantagem.

Mundo do Marketing: Por que a participação do comércio eletrônico ainda é tão baixa neste mercado?
Daniel Nepomuceno:
Muitas pessoas ainda têm receio de comprar pela internet. Falava-se muito nisso, mas o cenário vem mudando muito rápido, principalmente com o aumento do acesso das classes mais baixas. Os números indicam que mais de 50% dos e-consumidores são da classe C, e olhando para o nosso mercado especificamente, eles também têm uma participação considerável. Na nossa loja, a maior participação ainda é dos grupos A e B, mas já temos uma participação de quase 50% da classe C. E com as pessoas cuidando melhor dos seus pets, eles aumentam sua expectativa de vida, o que é bom para todos.

Mundo do Marketing: Com números tão otimistas, quais são os planos do Meu Amigo Pet?
Daniel Nepomuceno:
Nosso e-commerce deve dobrar de tamanho em relação a 2012. Temos uma estratégia muito forte em redes sociais e estamos um pouco atrás da PetCo, marca norte americana que possui o maior número de fãs no mundo. Vamos trabalhar para tornar a Meu Amigo Pet na maior fanpage de pet do planeta até o final de 2014. Outro ponto interessante é que temos uma estratégia forte com market places. Operamos a loja web do Extra, Saraiva e Mercado Livre. Isso ajuda a reforçar a cultura da compra de produtos pet pela internet. O consumidor que visita estas grandes marcas e vê estes produtos online, passa a vislumbrar a compra pelo digital.

Além disso, ficamos um pouco marcados pela questão do e-commerce, mas somos também a primeira rede de franquias de petshops. Estamos indo muito bem com elas. Temos franqueados cujas unidades começaram a se pagar já no primeiro mês de operação. Por conta dos números do e-commerce, acabamos colocando um pouco de sombra nas franquias.

Mundo do Marketing: Quantas unidades franqueadas a Meu Amigo Pet possui?
Daniel Nepomuceno:
Temos cinco operando e abriremos mais cinco até o final deste ano. Mas a expectativa é de triplicar isso em 2014, inaugurando mais 20 lojas. O investimento fica entre R$ 300 mil e R$ 500 mil e algumas unidades começam a se pagar em um ou dois meses, o que em muitos setores do varejo leva 12 meses ou mais. Isso prova que o nosso modelo é muito saudável e sólido. Tínhamos apenas uma loja no ano passado: estamos ampliando 10 vezes em apenas um ano. É um crescimento agressivo. Embora o número de unidades não seja ainda muito expressivo, é um crescimento muito rápido. Se considerarmos que a nossa maior concorrente tem 22 unidades, em pouco tempo devemos ultrapassá-la.

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