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Incentive House comemora o início do marco regulatório no Marketing de Incentivo

A primeira aprovação do projeto de lei no Congresso foi suficiente para Cyrille Verdier, Diretor-geral da Incentive House, comemorar o que pode ser o início do fim de uma crise

Por | 17/09/2007

bruno@mundodomarketing.com.br

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Incentive House comemora o início do marco regulatório no Marketing de Incentivo

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

 A vida não anda tão fácil para as agências de marketing de incentivo. Há quase dois anos alguns de seus clientes estão na mira da Receita Federal e da Previdência porque poderiam estar usando as premiações com cartão como alternativa para pagamentos de salários sem arcar com as despesas tributárias. Houve, até, quem fosse multado em R$ 10 milhões, segundo fonte do Mundo do Marketing. Porém, o cenário pode mudar no curto prazo com a aprovação da lei do incentivo, em tramitação na Câmara dos Deputados.

E é pensando neste futuro próximo que as agências comemoraram como nunca a primeira aprovação no Congresso do projeto de lei no último mês por unanimidade na Comissão de Trabalho, conforme o site informou em primeira mão. Cyrille Verdier, Diretor-geral da Incentive House, maior agência de incentivo do mercado brasileiro, aplaudiu a primeira vitória deste campeonato em que o objetivo é chegar ao título, neste caso, com a aprovação da lei por todas as esferas do Executivo.

Até lá, o mercado se recupera ao poucos da recessão. A Incentive, que tem metade de seu faturamento vindo da premiação, aposta na crise como caminho para semear as melhores práticas. Em entrevista ao Mundo do Marketing, Verdier disse estar confiante de que muitos passos já foram dados neste sentido, entre eles o Fórum de Incentivo realizado pela Ampro - Associação Brasileira de Marketing Promocional - e o lançamento do livro com os pareceres de juristas e economistas sobre o assunto.

Qual avaliação você faz da primeira vitória do mercado de Incentivo em Brasília?
É uma primeira etapa (vencida), pois ainda resta muito caminho para ter uma regulamentação adequada para esta atividade poder se desenvolver como merece num país como o Brasil. De qualquer forma, é um marco muito importante porque é a primeira vez que se tem uma proposta bem estruturada de regulamentação do setor. Foi uma primeira vitória extremamente importante, fruto de um ano e meio de trabalho, pesquisas e sugestões de juristas que contribuíram para criar a sustentação para a regulamentação do Incentive.

Em março deste ano a Ampro realizou o Fórum para servir de marco legal. O que mudou desde então?
Mudou principalmente a percepção de muitos dos envolvidos neste mercado, como as empresas, o Governo e os juristas, que vêem uma separação clara de eventuais abusos e desvios que possam haver do valor agregado que a atividade pode trazer para a economia de um país. Há também um reconhecimento de que o Incentivo é um instrumento de modernização, de geração de produtividade e de competitividade. Isso foi fruto do evento, do livro e deste primeiro passo na Câmara. O que precisa vir primeiro é a consolidação de um conceito, seguido deste marco regulatório.

O mercado está menos retraído?
O mercado ainda está muito retraído, mas hoje existe uma segurança maior no uso das ferramentas de marketing de incentivo graças a estes fundamentos que temos. Vemos a crise por um lado muito positivo porque clarifica quais são os parâmetros a serem seguidos. Ainda é cedo para falar o que vai acontecer, mas apostamos numa retomada do mercado para 2008.

Como a Incentive trata esta questão do marketing de incentivo?
Trabalhamos a questão do relacionamento com os funcionários e o mundo que se relaciona com as empresas, como canais de distribuição, na mesma linha que se trabalha o relacionamento com consumidores, com uma obrigação cada vez maior de medir o retorno sobre o investimento. Isso envolve o uso cada vez maior de tecnologia para comprovar as informações que geramos, no sentido de medir os resultados, além dos lados de criação para envolver os funcionários. A nossa aposta é que o mundo do incentivo está mudando: do uso pontual de campanha, de curto prazo, para uma ferramenta de gestão, com campanhas de longo prazo.

Como maior agência de marketing de incentivo do Brasil, a Incentive House deve ter sido a que mais sofreu com a retração do mercado. A empresa chegou a perder clientes e faturamento?
Este assunto vem se desenvolvendo há mais de um ano. Então, desde a origem, houve esta retração do mercado ou mudança de hábitos na forma de operar, o que não é uniforme para todos os serviços. Nós, como um player deste mercado, sofremos com isso. Não divulgamos números, mas consideramos que é um momento de saneamento do mercado. Atuamos em muitos países e a nossa visão é de longo prazo.

A Incentive vinha crescendo bastante.
Nos últimos anos vínhamos crescendo a uma base de 15 a 20% por ano, mas no ano passado o mercado como um todo decresceu significativamente. Não sei exatamente quanto foi, até porque isso varia de empresa para empresa porque nós, por exemplo, temos um portfólio diversificado de serviços, enquanto há empresas somente de cartões de premiação.

Qual é a participação do incentivo na empresa?
Ao redor de metade do faturamento, pois tem premiação e as ferramentas de geração de campanhas. Temos clientes que fazem campanhas conosco e compram desenhos de mecânicas, formulação de programas (de incentivo) até a gestão, mas não fazem premiação.

Sobre a Lei do Incentivo, o mercado sofreu uma grande perda com a morte do Deputado Federal Julio Redecker, vítima no acidente com o avião da Tam em julho.
Ele foi um dos idealizadores do projeto e isso realmente foi um abalo. Nesta hora, o projeto vira um detalhe porque ele era uma pessoa extremamente respeitada, competente e uma liderança nova no Congresso. Mas o projeto segue e estaremos acompanhando. O nosso objetivo é ter um diálogo construtivo com a esfera do Executivo.

Acesse
www.incentivehouse.com.br

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