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Novo presidente da ABMN quer defender o Marketing e aprovar a Lei dos Ativos Intangíveis

Sucessor de Julio César Casares, Dudu Godoy, Presidente da Quê Comunicação, explica a mudança repentina na presidência e quais são seus planos para fortalecer a Associação há 36 anos no R

Por | 16/08/2007

bruno@mundodomarketing.com.br

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Novo presidente da ABMN quer defender o Marketing e aprovar a Lei dos Ativos Intangíveis

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

 O mercado foi pego de surpresa no último mês com o anúncio da saída de Julio César Casares da presidência da Associação Brasileira de Marketing & Negócios - ABMN. Para o seu lugar, o nome aprovado por unanimidade pela diretoria da entidade foi o do publicitário Dudu Godoy. A mudança, porém, não foi tão repentina assim. Casares tinha mandato até o fim de 2006 e permanecia no cargo porque a agenda atribulada dos diretores não havia permitido uma nova eleição até então. Com isso, Godoy, Presidente da Quê Comunicação, assume o mandato que vai até 2009.

Na entrevista ao Mundo do Marketing, o novo presidente da ABMN explica o processo sucessório e fala de seus planos. O maior deles é dar um tom político à Associação, capaz de lhe conferir o peso necessário para aprovar a Lei dos Ativos Intangíveis, a maior bandeira desta nova gestão. Por hora, Godoy vai aplicar seus esforços em fortalecer a diretoria da entidade, que em dois meses passou de 22 para 38 mantenedores.

Fundada em 1971 no Rio de Janeiro, a ABMN, que vinha apoiando a regulamentação da profissão de marketing, vai repensar onde investir suas energias. Para Dudu Godoy, tão importante quanto regulamentar a profissão é ter um Código de Ética que balize as ações de marketing.

Como surgiu o convite para assumir a presidência da ABMN?
Isso tem um pouco a ver com o meu passado, com a minha história. Sou jornalista, trabalhei muitos anos com assessoria de imprensa, depois montei uma empresa de comunicação, que começou a fazer publicidade em Campinas e depois foi para São Paulo. Neste período sempre tive contas de associações e por trás da promoção de diversas delas, como a Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo). E sempre valorizei e participei de associações. Até hoje faço parte do Sindicato dos Jornalistas, tenho carteirinha atualizada e fui votar na última eleição. Acho que tem que ter representatividade, tanto da parte dos trabalhadores quanto dos empresários.

Com esse pensamento tive algumas conversas (com a antiga diretoria da ABMN) sobre o que acho de uma associação. Uma associação sem atuação política não tem representatividade. E para isso é preciso ter peso. A base de uma associação é reunir pessoas com interesses comuns, não olhando para o umbigo, mas para todo o mercado. Neste sentido, nem imaginava que seria convidado. Fiquei surpreso porque fui numa reunião e me disseram os motivos pelo quais eu deveria ser o Presidente, que eram justamente o que eu pensava sobre uma Associação.

Por que houve essa mudança na presidência de forma tão repentina?
O Julio (César Casares) avançou o mandato, que era para ter acabado no fim de 2006, mas que foi até o meado deste ano porque houve adiamentos em virtude de falta de tempo e muito trabalho por parte do Julio por estar no processo de mudança grande na Record. Mas chegou um momento de ter que fazer a nova seleção. Meu mandato é de 2008 a 2009, mas como houve esses seis meses do Julio, eu pego os seis meses restantes e fecho o mandato, que pode ser renovado por dois anos ou não.

Quais serão os próximos passos no sentido de fortalecer a Associação?
A primeira etapa é fortalecer a ABMN com peso pesado, sem contar com as grandes empresas, agências e de quase todos os grandes veículos de comunicação que já são mantenedores. Tem que ter um representante da Fiesp e da Firjan. E convidei também um representante do Sebrae Nacional, além da Embratur, que leva a imagem do país lá fora por meio da Marca Brasil.

Como vai ser o ritmo de reuniões da ABMN daqui para frente?
A Associação tem coisas super legais que devem continuar e ser ampliadas, como o Café com Marketing e os Ciclos de Debates. Quando falo em ampliar é levar estes eventos para São Paulo. Sou contra a Associação ir para São Paulo ou mesmo para Brasília. Ela precisa estar na origem, onde tem o peso da história. Não vou inventar nada. O objetivo é continuar o processo de valorização do profissional de marketing, fazer parcerias e continuar a premiar os cases com o Destaque de Marketing. O que vejo de diferente é a politização, sem ser partidária. Estou abraçando também a Lei dos Intangíveis, que é uma sacada da Valéria (Luz, Superintendente da ABMN) e de toda turma que estava. Aprovar uma Lei não é fácil.

Pode levar pelo menos três anos.
Às vezes quatro anos de mandato de um Deputado não é suficiente. Mas tem alguns pulos do gato. Fui assessor de imprensa da bancada do PMDB na Constituinte e conheço um pouco deste trâmite. Por isso, estou tentando fazer com que esta Lei seja uma Lei das lideranças. Se tivermos o apoio da liderança teremos as facilidades das Comissões e aprovações no Congresso. Se conseguir mostrar que esta é uma Lei importante e deve ser dos líderes, vou pular uma etapa muito grande e conseguiremos aprovar em três anos.

Outro Projeto de Lei que a ABMN também apoiava é com relação a Regulamentação do Profissional de Marketing. O projeto é polêmico e qual será o posicionamento da Associação?
Esse realmente é um ponto polêmico. Para você ter uma idéia, a regulamentação profissional do médico não existe ainda, está em trâmite no Congresso até hoje. Lá na lei diz que toda a indicação, como para ir a um dentista, é preciso que ele vá ao médico antes. Se com os médicos há esse problema, imagina na profissão de marketing. Há diversos pontos polêmicos porque você mexe com outras profissões. Vai dizer que um cara que tem faculdade de administração de empresas e conhece tudo sobre a companhia, sobre marketing, que ele não pode mais (exercer)? Para o cara de propaganda? A Associação precisa avaliar onde vai atuar porque tudo não dá para fazer, pois há dispêndio de tempo e dinheiro.

Há muita coisa a fazer, principalmente na ética do marketing. A ABMN tinha que ter um Código de Ética, que pode ser muito mais importante que a própria regulamentação porque pode servir de exemplo para a profissão. É preciso defender quando falam que alguma coisa é "jogada de marketing". Jornalista adora dizer isso e posso criticar porque também sou jornalista. Por que ninguém reclama quando dizem isso? Temos que ser defensores da profissão de marketing. Se falam que há uma jogada publicitária, os órgãos como ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) e o Conar (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária), defendem. Já quando falam de marketing não tem ninguém para defender.

Acesse
www.abmn.com.br

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