Comunidade: o fator de decisão de compra de produtos de beleza Bruno Mello 10 de julho de 2024

Comunidade: o fator de decisão de compra de produtos de beleza

         

Camila Coutinho explica que nova motivação para pessoas adquirirem cosméticos é estar nas conversas atuais e se sentirem parte do universo das influencers

Comunidade: o fator de decisão de compra de produtos de beleza
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O lançamento de um produto de beleza envolve diversas estratégias que vão desde a elaboração do item, qual público-alvo dele até a comunicação que será trabalhada para alavancar as vendas. Um ponto-chave, no entanto, vem mudando a forma com que as pessoas consomem cosméticos: o senso de comunidade. Segundo a influenciadora e empresária Camila Coutinho, mesmo que se fale mal ou bem de um item, ele se torna sucesso de vendas.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Camila analisa o novo comportamento dos consumidores. Ela fala que adquirir um item hoje é como se fosse um “ingresso” para que a pessoa possa participar de uma conversa que está quente na ocasião – seja de maneira positiva ou negativa. “A pessoa está comprando uma possibilidade de virar assunto, a possibilidade de virar influenciadora junto com o produto”, pontuou..

A justificativa dela é a diferença do algoritmo do Instagram e do TikTok. Ela lembra que há cerca de dois anos, para garantir grandes vendas era necessário construir autoridade no mercado. Camila pontua que isso mudou, muito impulsionado pelo TikTok que valoriza o desconhecido, fazendo a capacidade dele viralizar ser grande. Para isso, as pessoas usam o artifício de uma copy atraente (ou apocalíptica como ela cita) e, consequentemente, chamam mais atenção.

“Fenômenos como o da Boca Rosa, que propositalmente gera muita expectativa, o ônus é quase que automaticamente proporcional ao bônus do buzz. Porque é certo que as pessoas vão criar conversas negativas mesmo que a pessoa faça quase tudo perfeito, porque o negativo sempre vai vender mais”, afirmou.

Além da Boca Rosa, incluem como case a We Pink, da influenciadora Virgínia, e a Milk, marca americana que viralizou com seu blush jelly. Camila propõe uma reflexão enquanto marca: será que as críticas são válidas ou elas são apenas pessoas querendo entrar na conversa?

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Há um conceito no Marketing chamado rage-bait, que nada mais é do que uma tática de clickbait usada para gerar público incitando sentimentos que deixem as pessoas nervosas, ansiosas, tristes, intrigadas ou aborrecidas e, assim, provocam elas a fazerem comentários ou réplicas sobre o assunto. Isso ajuda o criador a ganhar público, mas também coloca o assunto em um lugar provável de “cancelamento”.

No caso da marca Boca Rosa, as críticas sobre a qualidade da embalagem fizeram com que Bianca Andrade decidisse suspender o lançamento da linha para entender o que estava acontecendo com os produtos.

“Nessa semana, fomos surpreendidos com uma falha nas embalagens de uma parte dos sticks. Imediatamente, visitamos a nossa fabricante para entender o acontecido e eles se comprometeram a solucionar”, informou em comunicado. O relançamento será marcado e anunciado quando a falha for devidamente ajustada pela fabricante.

Leia também: Boca Rosa fatura R$ 5 milhões durante live de pré venda

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