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Dafra acirra disputa em mercado de motos populares

Com apenas um ano de existência, marca já briga pelo terceiro lugar

Por | 26/03/2009

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Dafra acirra disputa em mercado de motos popularesPor Guilherme Neto
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A Dafra entrou em seu segundo ano pronta para deslanchar. Depois de um primeiro ano, completado em fevereiro, de bastante sucesso, a montadora de motocicletas do Grupo Itavema lançou-se no mercado brasileiro em um investimento de R$ 100 milhões para comercializar veículos de apelo popular, posicionados para classes C e D e também para jovens que buscam independência para locomoção.

Nos primeiros doze meses, a Dafra conseguiu vender 74 mil motos, ultrapassando em 23,3% a meta aplicada para o ano. Foram 250 concessionárias abertas nesse período em todos os estados brasileiros e um esforço em publicidade para tornar a marca conhecida pelos brasileiros. Isso inclui peças constantes na mídia impressa e televisiva, com ações de merchandising em programas da Rede Globo, como novelas, Big Brother Brasil, Domingão do Faustão e Caldeirão do Huck.

Dafra acirra disputa em mercado de motos popularesNas últimas semanas, as concessionárias da Dafra no país começaram a receber o mais novo modelo, a Kansas 250 (foto), o primeiro com 250 cilindradas da marca. A edição é limitada e faz parte de uma estratégia inédita em seus 13 meses de existência. A moto é uma versão mais robusta do Kansas 150, em comemoração ao sucesso de vendas, que em poucos meses assumiu a liderança entre as motos de sua categoria (custom), com mais de 50% de participação de mercado.

Em 11 meses, Dafra conquistou o quarto lugar em participação
Tudo isso resultou na conquista do quarto lugar em participação de mercado, em janeiro, quando a Dafra foi responsável por 4,66% das motos vendidas no varejo. A Honda lidera, com impressionante marca de 71,37%, seguida por Yamaha, com 11,98%, segundo dados da Federação Nacional de Fabricantes de Veículos. Com esse resultado, a marca passou pela primeira vez à frente da concorrente Sundown Motos, há mais de três anos no mercado, e pouco atrás da Suzuki Motos, com 5,37% de participação e 17 anos de estrada.

Para atingir esse resultados satisfatórios em tão pouco tempo, a marca seguiu uma tendência do mercado de fazer parcerias com montadoras chinesas, com a importação em grandes lotes de peças para montar as motocicletas em fábricas na fábrica de Manaus. Essa é a forma que a Dafra e concorrentes como Traxx, Sundown Motos e MotorZ encontraram para baratear o preço final do produto, uma vez que o custo de mão-de-obra no território chinês é menor.

"Foi um ano de muito trabalho, com a abertura de concessionárias e ações de divulgação, mas muito satisfatório. Conseguimos tornar a marca muito conhecida dentro do target que queremos atingir", comemora Carolina Menescal, Gerente de Marketing da Dafra. Segundo a executiva, o principal público são homens de 25 a 40, apesar do público jovem de 18 a 25 ainda ser importante para a empresa.

Dafra acirra disputa em mercado de motos popularesBusca por qualidade é prioridade
Para uma empresa com produtos de apelo popular vindos da China, entre outros países, a Dafra enfrenta a descrença de consumidores quanto a qualidade do produto com testes em sua fábrica, que regulam inclusive a emissão de poluentes, além do reforço na assistência técnica em todo o Brasil e em ações de test-drive. Apesar disso, a empresa precisou passar por um recall logo no seu terceiro mês, devido ao modelo Laser 150 (foto) apresentar parafusos posicionados incorretamente nos primeiros lotes fabricados, o que poderia causar acidentes.

Para a Gerente de Marketing, no entanto, a qualidade sempre foi uma preocupação muito grande na empresa. "Temos um laboratório de testes em nossa fábrica e buscamos sempre fornecedores que tenham produtos de qualidade aliado a um bom preço. Não trabalhamos apenas com empresas da China, mas também de outros países e inclusive do Brasil. A nossa moto é brasileira, você não encontra um modelo igual em qualquer lugar do mundo", explica Carolina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Em meio ao cenário de crise econômica, por mais que o consumidor venha a optar por produtos mais baratos, o que privilegiaria a Dafra, o problema da restrição de crédito no financiamento de motos acaba afetando a montadora. A própria marca tem uma financiadora própria, a Dafra Financiamentos, em parceria com o Itaú, presente em todas as concessionárias da rede.

Marca desistiu de patrocínio ao Corínthians
Para agregar maior valor ao produto, há um destaque na fabricação de motos completas de fábricas, sem que o proprietário precise gastar um montante adicional para a compra de assessórios, e também no design dos veículos de duas rodas.

Para 2009, a marca mantém a presença massiva Dafra acirra disputa em mercado de motos popularesem ações de merchandising e publicidade e chegou até a anunciar o patrocínio ao Corinthians no jogo contra o Santo André, no dia 14 de março, mas voltou atrás, alegando falta de tempo hábil para realizar a ação. O motivo seria a confirmação do jogador Ronaldo no banco de reserva, o que a Gerente de Marketing nega.

"Foi só uma questão de falta de tempo. Era uma ação pontual que acabou não rolando, e por enquanto não temos plano de realizá-la, já que acabamos nos comprometendo com outras ações", conta Carolina. Segundo ela, a empresa não tem planos em investir em motos mais robustas e deve se limitar a motos de até 250 cilindradas. Com cilindrada alta ou baixa, o fato é que a Dafra está a mais de 100km/h em busca de mais mercado.

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