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Videolog dá a mão ao cliente para desenvolver o negócio

Internautas se tornam produtores de vídeo, compartilham imagens e estratégias de Marketing com o site brasileiro

Por | 20/06/2008

pauta@mundodomarketing.com.br

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Videolog dá a mão ao cliente para desenvolver o negócio

Por Thiago Terra
thiago@mundodomarketing.com.br

Com luz ou não, câmera e ação ditam as regras deste negócio. De filmes amadores a produções que decidem campanhas de Marketing, o vídeo não só grava os momentos da vida como também gera um tipo de orgulho em seu "produtor". Amador ou não, o fato é que os vídeos caseiros hoje ganharam uma importância enorme para seus autores com a chegada do Videolog e são alvo direto de ações de Marketing na chamada web 2.0.

O portal de compartilhamento de vídeos desenvolvido em 2004 cresce a cada "post" e hoje já possui mais de 200 mil usuários cadastrados e média de nove milhões de vídeos assistidos a cada mês. O portal 100% brasileiro já passou pelo provedor da Embratel, Oi e hoje está inserido no guarda-chuva do portal Uol.

Crescimento baseado no diferencial
Com 400% de crescimento em média desde 2006, o Videolog hoje possui números que impressionam pelo pouco tempo de vida da empresa. Segundo o CEO do Videolog, Edson Mackeenzy, este crescimento se baseia não só na estrutura da empresa, mas também em base de dados, usuários, faturamento e equipe. "Este crescimento é a prova de que deveríamos focar em uma estrutura maior e fazer um investimento mínimo que fosse em publicidade e parcerias", diz Ariel Alexandre, um dos sócios do Videolog.

Em um ambiente virtual de compartilhamento de informações visuais, é preciso haver um diferencial que faça com que o internauta conecte seu pen-drive ou a câmera digital para postar seu vídeo e compartilhar suas experiências como produtor com os amigos e familiares.

Ávidos por cada vez mais qualidade e tecnologia de ponta, os usuários de Internet ou "produtores amadores de vídeos" sabem que o Videolog fica bem em qualquer foco. "O diferencial do nosso produto é a qualidade percebida. É a percepção do usuário e do colaborador na qualidade do que a gente desenvolve", afirma Mackeenzy (foto) em entrevista ao Mundo do Marketing.

À espera pelo investimento
Diferente de outras empresas brasileiras de Internet que já receberam investimentos reais, virtuais e do próprio concorrente direto, YouTube, o Videolog até agora não clicou no link "investimento" de nenhuma empresa que quis fazer um "Upload" no site brasileiro de compartilhamento de vídeos. "Até hoje nós não aceitamos nenhum investimento. Alguns não fizeram sentido e outros chegamos a pensar, mas até agora nada", lembra Mackeenzy, que ainda está analisando diversas propostas.

Mesmo sabendo da dificuldade de criar e manter uma "empresa virtual" no Brasil, o Videolog se mantém muito bem com sua receita atual, mas nem sempre foi assim. "Tínhamos grande dificuldade em manter o site funcionando", conta o CEO do Videolog.

De 2004 a 2006 o Videolog passou por um período de adaptação ao mercado e cada vídeo "postado" no site era comemorado. Na web o conhecimento de um site quase sempre depende da divulgação dos usuários e para ganhar espaço na rede não é fácil. Apesar do processo digitalizado de passar da câmera digital para o computador e chegar a Internet, o Videolog ficou conhecido pelo público virtual principalmente através do jornal.

Papel faz "link" para a web
Há dois anos um grande jornal do Rio de Janeiro publicou uma reportagem de três páginas sobre o Videolog. O jornal ressaltava a importância do site e sua iniciativa inovadora e Mackeenzy relembra a reação da equipe. "Ficamos felizes e tensos ao mesmo tempo por causa da repercussão que causaria a matéria. Nesta época alguns provedores de Internet começaram a procurar a gente para fazer parcerias", diz.

A partir daí o Videolog começou a ganhar o cenário digital e apresentava cada vez mais conteúdo colaborativo. Em dezembro de 2006 outra reportagem - só que na TV desta vez - abordava o futuro da web, destacava o crescimento do Videolog em curto prazo e alertava os telespectadores sobre a convergência digital.

O que a reportagem esqueceu de citar foi que o Videolog já estava alguns roteiros na frente do que o jornal noticiava naquela época. "Já falávamos desta convergência em 2004", afirma Ariel Alexandre (foto). Com o olhar dentro do visor da câmera, o Videolog capturou e acompanhou em close a evolução da Internet e do mercado virtual.

Antecipação sim. Prepotência não
Antes da chegada da web 2.0 a empresa de compartilhamento de vídeos de Mackeenzy e Alexandre já trabalhava com o conceito colaborativo. De acordo com os sócios, soaria como prepotência uma suposta teoria de antecipação a web 2.0. O mais correto seria os usuários receberem os créditos já que foram eles que se uniram e começaram a se relacionar. "Nós mudamos a plataforma para facilitar o relacionamento deles. Quando a gente já dominava a ferramenta, surgiu a Web 2.0", conta Ariel Alexandre ao site.

Ironicamente e bem pertinente ao momento, na mesma época da chegada da web 2.0, o Videolog desenvolveu uma nova versão do site denominada Videolog V3. De acordo com Mackeenzy, em nenhum momento a idéia foi associar o nome da empresa ao modelo 3G. "Lançamos o Videolog V3 não por ser 3.0, mas sim por ser a terceira versão do site", ressalta o executivo.

Prova de que a nova versão não tinha nada de prepotência é que tudo surgiu após um encontro entre os usuários e os sócios do site. Segundo o CEO, 90% das ferramentas criadas pelo Videolog - ou mais - foram sugeridas pelos usuários. "O Videlolog V3 surgiu a partir de um evento que nós participamos. Lá os usuários conversaram e pediram outras ferramentas", conta. O que era para ser um encontro de relacionamento passou a ser uma espécie de reunião ao ar livre.

Colaboradores de fato
Os usuários do Videolog não são apenas pessoas que gostam de filmar momentos da vida para depois mostrar para amigos e familiares. Muitos deles fazem ou já fizeram parte da equipe da empresa. Alguns ainda estão entre os 13 funcionários que o site tem hoje e outros já passaram temporariamente pelo Videolog - que chegou a ter 22 profissionais em seu time.

Alguns colaboradores tiveram participação decisiva em campanhas de Marketing. Recentemente a montadora Renault desenvolveu uma ação promocional em Belo Horizonte, MG, onde os participantes tinham que ficar beijando um carro. Quem agüentasse mais tempo levaria o automóvel para casa. O Videolog mandou uma equipe para filmar mais uma ação promocional com o objetivo de adquirir conteúdo para o site.

Os usuários-colaboradores do Videolog filmaram, editaram e colocaram na hora no site. Ao todo, foram 72 horas de material filmado e a participação deles foi decisiva no resultado da promoção. Com dois participantes disputando o prêmio no final da prova, um usuário capturou a imagem de um finalista burlando a regra da ação que apontava como vencedor o último participante que retirasse a boca do veículo. "O cara tirou a boca do carro e um usuário da gente viu, filmou e mostrou para a auditoria da promoção. O que decidiu a prova foi o vídeo dele", informa Mackeenzy.

You ou você?
O principal concorrente do Videolog é o Youtube, mas não para os sócios do site brasileiro. A chegada do portal americano assustou os executivos do Videolog no início devido ao alto investimento da companhia. "Ficamos assustados com a chegada do Youtube, que produzia a mesma coisa que a gente só que acenava com U$ 6 milhões em investimento", compara Ariel Alexandre.

"Hoje nós não olhamos o Youtube como um concorrente até porque quem usa o Videolog percebe a diferença e sabe que nós temos mais qualidade", emenda Mackeenzy.

Com qualidade superior e mais ferramentas que os outros sites que oferecem o mesmo serviço, os sócios do Videolog ressaltam o maior diferencial da empresa. "Somos brasileiros e a audiência é brasileira e os nossos usuários têm grande potencial e criatividade", completa Edson Mackeenzy.

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