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Videolar evolui junto com a tecnologia

A Videolar surgiu há 20 anos fabricando VHS e fita-cassete, maravilhas tecnológicas da época. Hoje, é a terceira maior fabricante de mídias do mundo.Videolar evolui junto com a tecnologia

Por | 30/05/2008

pauta@mundodomarketing.com.br

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Videolar evolui junto com a tecnologia

Por Guilherme Neto*
Guilherme@mundodomarketing.com.br

A constante evolução da tecnologia é capaz de derrubar empresas e levantar outras rapidamente. Nesse meio, a Videolar é uma empresa que, apesar de trabalhar com um mercado tão exigente por atualizações, conseguiu sobreviver com sucesso.

Comemorando 20 anos no dia 30 de junho, a empresa líder no mercado de mídias virgens e gravadas conta com um faturamento na ordem dos R$ 100 milhões por mês, com um ritmo de produção de dois milhões de CD/DVD por dia através de suas cinco unidades.

A busca por uma revitalização da produção acarretou no investimento em resinas plásticas de poliestireno em 2002. Este mês, a empresa anunciou o investimento de US$ 100 milhões em uma nova fábrica no Pólo Industrial de Manaus, para a fabricação de polipropireno biorientado (BOPP).

Nova unidade fabricará 75 mil unidades de resinas plásticas ao ano
Todos esses produtos são utilizados na fabricação de embalagens, inclusive de CDs e DVDs, apesar de mais presente no segmento de produtos alimentícios. A nova unidade deverá abrir em 2009, com duas linhas de produção de BOPP e capacidade de 75 mil toneladas por ano.

Sempre de olho no que há de mais moderno na tecnologia de sua época, a Videolar foi fundada em 1988 e começou fabricando fitas VHS e cassete. Dois anos depois, mudou-se para São Paulo, quando também inaugurou sua primeira unidade de produção em Manaus (foto).

Mas o trabalho com tecnologias que se renovam cada vez mais rapidamente exigiu que a Videolar se adequasse a diversas exigências do mercado. Por conta disso, passou a fabricar em 1994 e 1995 CDs e disquetes e, em 1998, DVDs.

Na carteira estão grandes estúdios de cinema e indústrias fonográficas
Durante todo esse tempo e ainda nos tempos de hoje, a Videolar oferece diversos serviços e produtos a empresas de entretenimento, como a fabricação e gravação de CDs e DVDs, pré-masterização de DVDs e legendagem, além de distribuição e logística.

Entre seus clientes estão grandes estúdios de cinema como Sony, 20th Century Fox, Paramount, Warner e gigantes da indústria fonográfica, como a EMI e a Universal, além de distribuidores independentes de filmes, como Europa e Paris.

Na área de mídias virgens, a Videolar atua no varejo com as marcas Emtec e Nipponic, além de fabricar para outras marcas como Sony, Samsung e Faber Castell. Agora, a empresa estuda fabricar blu-ray em suas unidades. "Por sermos uma empresa que lida com tecnologia, precisamos sempre mudar a cada dois ou três anos. Ainda fabricamos VHS, disquetes e fitas cassetes, mas esses produtos hoje respondem, juntos, por menos de 1% no nosso faturamento", explica o presidente da Videolar em entrevista ao Mundo do Marketing, Philip Wojdylawsk (foto).

Compra dos ativos da SomLivre.com originou entrada no e-commerce
Além de atuar no ramo de petroquímica com a fabricação de resinas plásticas, a empresa também passou a atender o consumidor final ao entrar em 2005 no ramo de e-commerce, segmento em franca expansão já naquele ano, quando as lojas de comércio eletrônico faturaram R$ 2,5 bilhões, segundo dados do e-bit (em 2007, para efeito de comparação, foram R$ 6,3 bilhões).

Em 2005, a empresa adquiriu das Organizações Globo os ativos referentes à Som Livre.com, que originaram a Videolar.com, loja virtual que comercializa DVDs, CDs e eletrônicos. "Essas estratégias de diferenciação trabalham com produtos que agregam a nossa sinergia, não é um investimento ao acaso", ressalta o presidente da companhia.

Diferencial está na eficiência e qualidade
Apesar de trabalhar com produtos e serviços que, de tão semelhantes, podem ser vistos por alguns como commodities, Wojdylawsk acredita que o diferencial esta no trabalho constante de renovação de estoque, na eficiência, investimento substancial em marca e em políticas sócio-ambientais.

"Não somos prejudicados com greves da Receita Federal como os importadores nem dependemos da situação da fronteira Brasil-Paraguai, como os contrabandistas", conta o presidente da Videolar, que lida com uma indústria que fabrica dois milhões de mídias ao dia, em território nacional, dando garantia aos seus clientes de uma renovação constante de mercadoria.

Na área de Responsabilidade Social, a empresa tem em seu histórico dois Prêmios Top Social ADVB (em 2006 e 2007), conferido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil além do Certificado ISO 14001:2004 e do selo Green Partner concedido pela Sony, referentes à política ambiental. "Trabalhamos de forma a não agredir a natureza e todos os nossos produtos não utilizados são 100% reciclados, nada vai para o lixo", garante Wojdylawsk.

"Sem a pirataria, a Videolar seria três vezes maior"
A pirataria ainda causa preocupações à Videolar. Com a queda do dólar, o contrabando cresce e causa prejuízos ao mercado de mídias virgens. "Sem esse problema, a Videolar seria, sem sombra de dúvidas, duas ou três vezes maior", ressalta o presidente da companhia, que comemora a posição de terceira maior do mundo em sua área. "Somos também a maior da América Latina. Poucas empresas brasileiras estão no topo em sua área como a Videolar", comemora Wojdylawsk.

Além da pirataria, a concorrência com conteúdos on-line e a própria evolução tecnológica explica a queda de 14% no faturamento em 2007 (caiu de R$ 1,39 bilhão, em 2006, para R$ 1,205 bilhão no ano passado). "Com o aumento dos custos e o aumento da inflação, a nossa margem de lucro diminuiu", conta o presidente.

Para reverter isso, Philip Wojdylawsk afirma estar empenhado em tornar a empresa mais eficiente internamente. "Estamos focando em melhor planejamento, logística, sistemas, processos, etc", conta o presidente da Videolar.

Meta para esse ano é R$ 1,5 bilhão no faturamento
Philip Wojdylawsk prevê uma queda menor na vendas de mídias virgens nesse ano e está otimista em atingir um faturamento de R$ 1,5 bilhão este ano - um salto de 25%. "O CD e o DVD são produtos tão baratos que acabarão sobrevivendo. Acredito que terão uma vida longa pela frente, já que muitos ainda os utilizam como álbum de fotografias ou para fazer backups de arquivos", crê o presidente da Videolar.

Apesar de cogitar a fabricação de blu-ray no futuro, ainda não há planos de investir em produtos como pen-drive ou cartões de memória. "Não descartamos trabalhar com isso futuramente, mas não é o nosso foco no momento. Quem trabalha com tecnologia tem que sempre estar olhando para o futuro", ressalta Wojdylawsk.

* Com reportagem de Thiago Terra

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