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Siga o exemplo da Fórmula 1

Sem dinheiro, mas com criatividade, equipe estreante surpreendeu o mundo

Por | 30/03/2009

bruno@mundodomarketing.com.br

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Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

Pode uma empresa que passou quatro meses sem dono, sem destino definitivo, fazer um produto perfeito, deixar seus "consumidores" enlouquecidos e provocar a inveja de seus concorrentes? A equipe de Fórmula 1 Brawn GP fez isso. Em meio a crise, a Honda se retirou da categoria em dezembro passado e agora vê sua antiga escuderia chegar na primeira e segunda posição no Grande Prêmio da Austrália, realizado neste domingo. Foi uma grande surpresa para o circo da velocidade. O que isso tem a ver com Marketing? Tudo. Vejamos.

Uma equipe de Fórmula 1 é uma empresa - e das mais lucrativas. Todo ano, uma escuderia com média de 500 funcionários produz um carro novo e disputa 17 corridas durante oito meses. Vender para eles significa vencer ou marcar mais pontos possíveis no campeonato. Com isso, a equipe campeã conquista mais clientes, os patrocinadores. Mas, em tempos de crise, este mundo virou de cabeça para baixo.

Acostumados com dinheiro farto e levando a inovação ao limite, a Fórmula 1 sempre foi o berço de muitas tecnologias que usamos em nossos carros e até em notebooks. Com a crise fazendo um pit stop na categoria, eles tiveram que repensar o negócio. Há tempos os orçamentos que superam os US$ 300 milhões já eram alvo de preocupação da Federação Internacional de Automobilismo. Antes, podia-se treinar quantas vezes quisesse durante o ano e trocar o motor quando bem entendesse.

Neste ano, no entanto, as mudanças foram drásticas para trazer de volta as ultrapassagens e diminuir os custos. Agora, cada piloto pode usar apenas oitos motores nas 17 corridas do ano. Os testes durante a temporada foram banidos, os pneus antigos voltaram e muitos dos apoios aerodinâmicos retirados. É um outro mundo. É um novo cenário, assim como se encontram as empresas hoje em dia.

Há tempos as empresas vivem cortando seus custos. Ainda mais agora, com a crise. E este é o paralelo com a Fórmula 1. Se nas corridas mudaram as regras, na economia mundial o momento também é outro. O que a equipe de Rubens Barrichello fez mostra que é possível vencer a crise. O que eles fizeram? Mantiveram-se trabalhando mesmo diante da incerteza e criaram um novo produto muito competitivo. O próprio piloto brasileiro foi dado como aposentado, mas nunca desistiu.

A equipe Brawn GP soube ler o novo cenário como nenhuma outra equipe e pôde trabalhar no novo carro 15 meses antes de sua estréia, quando a Honda ainda injetava dinheiro na equipe. Mas o dinheiro ficou curto desde dezembro e eles foram os penúltimos a lançarem seus carros. A Honda saiu de cena, deixou de fazer Marketing com a equipe e surgiu uma nova patrocinadora: a Virgin, que angariou a maior mídia.

Depois de surpreender o mundo da velocidade neste fim de semana, a Brawn GP já é vista por seus concorrentes como campeã do mundo neste ano. Para você, profissional de Marketing, este exemplo mostra que mesmo afundada numa crise, com pouco dinheiro, sem saber o que lhe reservava no futuro, uma empresa fez o melhor dos 20 carros desta temporada e é candidata a vencer o campeonato mundial. Isso, correndo a mais de 300 km/h. E você, ainda vai continuar em marcha lenta?

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