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Consumir virou pecado

Enquanto alguns pregam o ?não às compras? para combater o consumo desenfreado, a discussão sobre consumo consciente é deixada de lado.

Por | 10/02/2009

bruno@mundodomarketing.com.br

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Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

Há um certo patrulhamento com relação ao consumo no ar. Em muitas religiões, o consumo é visto como pecado. Não nos cabe julgar, cada um tem a sua crença, mas a transgressão agora está presente em todos os campos sociais. A televisão, ao mesmo tempo em que veicula comerciais, chama a atenção do consumidor para fugir da "tentação do consumo". "Deixar o cartão de crédito em casa" já virou um mantra. Ok. Aqui pode estar o bom papel da isenção.

A questão principal, o consumo consciente, no entanto, só gera discussão isoladamente. Ainda não é tema principal e enfatizado com tanta força quanto o "evite as compras". Eis aqui mais um desafio para o profissional de Marketing. Polarizar esta discussão não é o melhor caminho. Estamos cansados de ver que o extremismo só gera guerras.

Não se trata, porém, de incentivar o consumo desenfreado. A lógica do capitalismo moderno - que tem mais de dois séculos - está sendo posta no paredão diante da crise financeira mundial. Sabe-se que este modelo não faz tão bem assim para a humanidade. Gera pobreza, violência, mas também gera riqueza e bem-estar. O grande problema são os custos a serem pagos.

Mudança de paradigma
As regulamentações e leis restritivas à publicidade estão cada vez mais presentes. Enquanto o governo tenta restringir o consumo de cigarros, por exemplo, as empresas se sofisticam na venda e na comunicação. Todo mundo sabe que a indústria tabagista não perdeu um real com as restrições e que sempre haverá fumantes.

A lei seca não afetou em nada as vendas de bebidas alcoólicas. Algumas ações, entretanto, têm o poder de mudar o comportamento do consumidor, como a própria lei seca. Há muitos casos de pessoas que realmente deixam a bebida de lado porque estão ao volante e outras fazem revezamento com os amigos. "Beba com moderação" já está na cabeça de todos. Mas será que funciona?

O consumidor tem livre arbítrio. Não adianta os apocalípticos e radicais contra "O Marketing" dizerem o contrário. Há cada vez mais estímulos e pressão por consumo? Com certeza. A quebra do capitalismo moderno e o aquecimento global devem servir ao profissional de Marketing como um alerta para que haja uma verdadeira mudança em todo o processo de venda, desde a sua produção, por um consumo consciente, sob a pena do patrulhamento contra o consumo aumentar. Desta vez, com razão.

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