Editorial

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Enfrento agora o desafio de um profissional de Marketing na pele

Além de jornalista, desde fevereiro passei a atuar como CMO de duas Startups

Por Bruno Mello - 25/06/2020

Durante 14 anos escrevi aqui neste espaço sobre os desafios do profissional de Marketing e das marcas. Como jornalista, e posteriormente especializado em Marketing (do lado de cá como observador), por mais que tenha perdido a conta de quantas entrevistas e conversas tive com os melhores da área e tenha aprendido tudo que sei neste tempo bebendo destas fontes riquíssimas e vendo muitos casos na prática, nada se compara a viver este desafio na pele. E estou vivendo desde fevereiro deste ano. 

Sim, estou também do outro lado do balcão agora. Antes de falar um pouco sobre este novo desafio de atuar como CMO, deixa eu contar um pouco a minha história. Por sete anos antes de fundar o Mundo do Marketing atuei exclusivamente como jornalista. Comecei criando e escrevendo em um site sobre automobilismo, depois atuei cobrindo sobre o negócio do turismo, economia e fiz assessoria de imprensa até vislumbrar a oportunidade de criar um portal para falar sobre e promover as melhores práticas de Marketing.

Em 2006 virava empreendedor sem nem saber o que significava este termo. Tinha muitas pretensões. Apesar do árduo trabalho para manter um negócio digital focado em conteúdo, mídia e uma série de inovações ao longo dos anos, o retorno foi além do que eu poderia imaginar apesar de ter planejado que o Mundo do Marketing se transformasse em referência para o mercado. 

Fui reconhecido pelo Anuário Brasileiro de Live Marketing como um dos profissionais mais influentes do mercado. Indicado por três anos consecutivos ao Oscar do jornalismo brasileiro, o Prêmio Comunique-se. O portal passou a ser provedor de conteúdo para a Factiva Dow Jones e também já forneceu conteúdo para os portais da revista Exame e HSM. 

Em paralelo, fiz diversas palestras nacionais e internacionais até dar aula de Gestão e Criação de Conteúdo para Marcas no Ambiente Digital na Impacta antes do Inbound Marketing virar febre. Até que passei a dar aula também na pós-graduação da faculdade em que me formei e que hoje coordeno os cursos de Pós e MBA de Marketing e Comunicação da FACHA, além de ser professor convidado da FGV.

Tudo isso para dizer que já me desdobrava entre o Mundo do Marketing e o MBA e que uma coisa é você ser dono do seu negócio, ser responsável por boa parte do que se faz nele, observador e especialista do mercado e outra bem diferente é ser um Head de Marketing como assumi a posição no Atos6 e E-Inscrição em fevereiro deste ano. 

O mais curioso é que todas essas posições foram convites surgidos ao longo do tempo e que em algum momento da minha jornada no portal até passou pela minha cabeça algo como “ah, quem sabe um dia eu não assumo o Marketing de uma empresa”, mas sem muita pretensão. Até que veio um convite irrecusável. 

Ambas as empresas pertencem ao mesmo grupo de startup. O E-Inscrição é voltado para o mercado de cursos e eventos como o próprio nome sugere, mas boa parte dos clientes é de instituições cristãs. Já o Atos6 é uma church tech que oferece uma série de soluções na nuvem para a gestão e comunicação de igrejas. Ambas as iniciativas nasceram com a missão de ser uma mola propulsora do evangelho por meio da gestão e da tecnologia. E isso fala demais ao meu coração. 

Contribuir para um mercado evoluir é um grande motivador. Evolução, aliás, é até pouco do que ainda se tem para fazer. É mesmo uma revolução que eu quero participar especialmente pelo propósito de transformação da vida das pessoas. Ah, e o Marketing? Bom, até demorei para falar sobre este novo desafio que concilio junto com o Mundo do Marketing e a FACHA por pura estratégia. 

Mesmo sendo uma startup e tendo multiplicado o seu crescimento nos últimos anos, todas as empresas têm desafios. No meio do planejamento e de parte da execução para uma nova fase de crescimento acelerado, veio a pandemia do coronavírus. O mercado de eventos foi drasticamente abalado da noite para o dia (mas já está começando a dar sinais de melhora) e as igrejas tiveram que fechar. 

Este foi apenas um dos desafios que enfrentei igual a todos os profissionais de Marketing. Tive que deixar de lado algumas coisas, acelerar outras e se reinventar em muitas. A vista de quem está deste lado do balcão tem diferenças sim, mas se fosse completamente oposta eu estaria míope em tudo que me trouxe até aqui. 

Uma coisa é você ver, ouvir, falar. Outra é viver. Sempre chamei atenção para os desafios da área, das marcas e do profissional e fiquei gratamente impactado pelo que vi quando assumi. São inúmeros aprendizados. O que já senti na pele foi a responsabilidade e a cobrança. E essa afirmação tem uma série de desdobramentos. Logo logo vamos falar sobre eles: teremos muito assunto para os próximos editoriais.