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Cuidado com o perigo do ‘eu acho’ no Marketing

Grandes estratégias são embasadas em estudos e experiências, mas ainda existem aqueles que constroem opiniões rasas a respeito das decisões tomadas pelos profissionais da área

Por | 03/10/2018

bruno@mundodomarketing.com.br

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Marketing é uma das poucas ciências que muitas pessoas com outras ou nenhuma formação acreditam deter conhecimento - a despeito de muito estudo e aplicação de inúmeros conceitos, técnicas e ferramentas para se chegar a um resultado positivo. Experimente pedir à estas mesmas pessoas para trocarem a resistência de um chuveiro elétrico e você já sabe que muitas não chegarão nem perto (acredite, é muito fácil. Eu mesmo já troquei duas vezes - sem tomar choque). Agora chegue com uma ideia de um novo produto, serviço ou até mesmo uma marca e comunicação. Nasce ali um novo Kotler e um novo Nizan Guanaes.

O que gostaria de chamar atenção, para além dos especialistas de plantão, é para o nosso próprio comportamento. Quantas opiniões nós, profissionais de Marketing, já emitimos sem qualquer elaboração? Ontem, ao me deparar com o lançamento do Omo Pisos logo torci o nariz. Se você não viu, a Unilever lançou OMO Pisos Ação total. Da categoria de sabão em pó ela foi para a de limpeza do lar. Logo pensei na loucura que foi. "Desvaloriza" a marca mãe.

Ao chegar em casa, comentei com minha esposa e ela gostou do novo produto. "Tem tudo a ver com o posicionamento da marca", disse. Hoje, mais cedo, me peguei pensando novamente sobre a extensão de marca de Omo e lembrei do comentário que fiz quando do lançamento de "Quem disse, Berenice?". Na época, também questionei o nome. Hoje vemos o sucesso que se tornou, afinal, a marca era apenas a ponta de um iceberg que, de longe, nós não vemos a sua profundidade e os seus porquês.

Nenhuma grande empresa como a Unilever coloca na rua um lançamento destes sem muito estudo. O que não quer dizer que eles são infalíveis. A grande questão é que, no dia a dia, somos impelidos a opinar, quando não decidir, sobre muitos assuntos e fazer diversas escolhas que aparentemente parecem simples, mas que são apenas a ponta do iceberg. Essa reflexão nos leva a um ponto importante: os problemas de hoje são muito mais complexos e não tem como resolver no "eu acho". Até mesmo decisões do dia a dia podem ter um grande impacto em algo grande não apenas no médio ou longo prazo, mas logo na esquina.

O volume de tarefas de um profissional de Marketing hoje é infinitamente maior do que 10 anos atrás. Eu disse 10 anos. Numa conta simples, os "dinossauros" da profissão tinham 13 responsabilidades. A elas foram somados pelo menos 41. Destas, pegando apenas uma, do uso da Tecnologia no Marketing derivam, muito por baixo, 21 estratégias as quais nós precisamos nos atentar. O dia, no entanto, continua tendo 24 horas. A única coisa que aumentou foi a cobrança. Neste processo evolutivo cuja velocidade é muito grande, somos impelidos a tomar muitas decisões superficiais. E aqui que mora o perigo do "eu acho".

É bem verdade também que dentro deste "eu acho" está também uma dose de risco que temos que correr. Afinal, grande parte do que fazemos hoje não há histórico. A base, porém, não muda. Para ela, é cada vez mais importante buscar as certezas ou caminhos bem mais claros do que a escuridão que se fixa diante de um novo projeto ou até mesmo a solução de um novo problema. Calibrar a dose do "eu acho" para que o remédio não se transforme em veneno é o grande desafio.

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