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Um Neymar não faz a transformação digital que as empresas precisam

Assim como os brasileiros acreditam que o jogador pode resolver a Copa do Mundo sozinho, muitas empresas acreditam que o Head conseguirá resolver tudo de inovação em uma companhia

Por | 25/06/2018

bruno@mundodomarketing.com.br

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Uma das posições mais desafiadoras em uma grande ou média empresa nos dias de hoje é o head de transformação digital. Algumas companhias estão depositando suas maiores expectativas neste profissional exatamente como muitos brasileiros acreditam que Neymar Jr. deve ser "O Cara" a decidir os jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo, na Rússia. Esse paralelo já mostra como estão errados. Assim como no futebol, onde um só jogador não vence um campeonato sozinho, o mundo corporativo não pode depender de um gênio para mudar uma corporação inteira.

A transformação digital depende mais de pessoas do que de tecnologia. Infelizmente muitos altos executivos ainda não perceberam isso. Querem a todo custo implementar as palavrinhas da moda sem passar pelo processo, que é longo e pode ser também árduo, sobretudo para grandes companhias. E, para isso, colocam muita responsabilidade no Head. É função dele promover a mudança, assim como de todos os stakeholders. O Head pode ser o atacante, mas precisa de um meio de campo, de um goleiro e de um técnico (que seria o board da empresa) que vai apoiar a todos. Envolver toda a organização é o seu maior desafio.

A Oracle, por exemplo, passou por este processo nos últimos seis anos, tendo maior intensidade nos últimos dois. Passou muito menos por tecnologia e muito mais por processos e pessoas. A multinacional alterou a forma de oferecer seus produtos. Ao invés de empurrar uma solução pronta, passou a sentar junto com eles buscando resolver o problema do cliente. Este modus operandi começou dentro de casa, porém. Este foi um dos principais pilares de transformação.

O principal foi internamente. Na última semana, durante o Oracle Open World 2018, Luiz Meisler, VP da empresa na América Latina, fez questão de enfatizar que a principal mudança foi o foco nas pessoas. Entrou em cena o propósito de mudar o mundo por meio da tecnologia. "As pessoas não trabalham mais apenas pelo dinheiro, mas por uma causa", enfatizou. A Oracle sabe que pode se apropriar deste propósito, porque de fato está na vida de centenas de milhões de pessoas no planeta todo. Na Argentina, por exemplo, sua tecnologia ajuda a evitar enchentes em Buenos Aires. No Brasil, a urna eletrônica possui tecnologia Oracle também.

É um olhar de dentro para fora que vem dando resultado. Inteligência Artificial, Realidade Virtual, Bots, Machine Learning, Internet das coisas, Blockchein e robôs já estão incorporados nas aplicações da empresa, mas eles não as vendem essas soluções por elas mesmas. Sempre por meio de resolver um problema do cliente. Ou do cliente do cliente. Tudo na nuvem. Até os seus produtos mais complexos que todos apostaram que seriam grandes âncoras, o ERP e o banco de dados. Tudo na nuvem. O banco de dados agora é autônomo e o foco nas pequenas e médias empresas. Algo impensável até pouco tempo atrás hoje representa 20% do faturamento da organização na região. Em pedidos já são metade.

Será que um Neymar Jr. seria capaz de fazer tudo isso sozinho? Pelo contrário. Nem precisa de muitos Neymares, mas de todos jogando na mesma direção. Promover a transformação digital pode ser comparada com uma Copa do Mundo na medida em que para ganhar é necessário ter um time bem entrosado e com um foco muito grande na vitória. A transformação digital é importante. Mas ela não é uma estrela que resolverá tudo sozinha. O elenco e o professor são fundamentais.

Transformação digital, Copa do Mundo, Inovação

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