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Marketing do Trump e a derrota do Marketing de Obama

Vitória do empresário republicano põe em xeque a promoção de que tudo ia bem nos EUA. Com discurso de mudança, presidente eleito conseguiu engajar a população americana

Por | 09/11/2016

bruno@mundodomarketing.com.br

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Em momentos históricos como este que o mundo vive com a vitória de Donald Trump nas eleições norte-americana podemos refletir sobre muitos cenários. Um deles é a quantas anda o Marketing no mundo. Falo no mundo porque, sim, os Estados Unidos ainda exportam muito do que vivemos no Marketing por aqui. Desde a primeira vitória de Obama e até os dias de hoje na Casa Branca as estratégias de Marketing Digital e PR de Obama foram celebradas no Brasil como um grande caso de sucesso a ser seguido. E foi muito copiado. O mais interessante é que todas as cópias ficaram pelo caminho e a única justificativa era a de que os países eram diferentes. Bobagem. Não deu certo por aqui porque o modelo não se sustentou. 

Desde sempre defendemos um Marketing autêntico. Que mais do que parecer algo é ser. Fazer. Apoiar-se apenas em comunicação há muito não é sustentável. É preciso, mais do que falar, fazer. Este foi o erro dos Democratas. Se apoiaram na alta popularidade de Obama - autêntica até, mas muito, muito frágil. Porque, como estão avaliando os analistas políticos, um dos motivos dos votos a Trump se deu pela insatisfação de boa parte da classe trabalhadora menos abastada dos EUA. Para ela, ver Obama cantando e dançando na TV e no YouTube é semelhante ao que sentimos ao ver a cara de pau dos políticos brasileiros. 

A estratégia de transformar a vida dos habitantes da Casa Branca quase que num reality show e de se aproximar das pessoas até pela autenticidade de Obama e Michele, além de uma Hilary Clinton sem sal, não foi suficiente para sustentar boas avaliações políticas no geral e que não agradaram a maioria que votou em Trump. Assim como Obama venceu há oito anos lastreado por um sentimento de mudança, o bilionário, show man, empresário de sucesso (e todos os demais adjetivos já encomendados a ele) vai assumir a maior potência do mundo porque promoveu um discurso de mudança. E que mudança. 

A chave para a vitória de Trump foi engajar as pessoas que estavam insatisfeitas. Esta é a maior lição desta eleição nos EUA e que há muito se fala: Engajamento. Perceba que o cenário muda - de satisfação para insatisfação no modelo Democrata - mas o que mobiliza as pessoas a tomarem uma ação é o engajamento. As pessoas se engajam pelos mais diversos motivos. São muitos em jogo nos dias de hoje e o pleito norte-americano foi recheado de temas caros às pessoas. Polêmicos. Enquanto que os representados pela senadora Hilary Clinton já não faziam mais efeito. Engajar os eleitores em suas insatisfações e sentimentos semelhantes a que Trump pregou na corrida presidencial foi determinante. 

Como a estratégia de Obama, dos Democratas e da Hilary ficaram pelo caminho, Trump tem um grande desafio. Enquanto estava no campo do discurso as pessoas se envolveram. Agora, como ensina a cartilha do bom Marketing, Donald Trump terá que entregar tudo que prometeu. O triste é que suas promessas são catastróficas. Dentro da nossa seara, a lição que fica é - tirando todas as caneladas e polêmicas difíceis de aceitar do empresário - a sua campanha conseguiu entender perfeitamente o sentimento de boa parte da população dos Estados Unidos e engajá-la. 

É disso que as marcas precisam. Neste caso, mais do que os sentimentos (porque estes mudam) as empresas precisam entender os propósitos que engajam seus clientes para motiva-los. De preferência que estes propósitos sejam autênticos e que o engajamento não seja feito com caneladas e golpes baixos.

 

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