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Me digo inovador, mas faço tudo errado

Ficamos querendo reinventar a roda diariamente e buscando o novo totalmente fora de nosso posicionamento quando o propósito da marca está dentro das próprias empresas

Por | 25/03/2015

bruno@mundodomarketing.com.br

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O tema inovação caiu no lugar comum, assim como tantas outras atividades de Marketing. Tal qual CRM, Digital e agora o "mais novo" Big Data, todos reconhecem sua importância, buscam aplicá-la perifericamente em suas empresas, mas poucos são os que a praticam de forma genuína. Fala-se mais do que se executa. Faz-se mais errado do que minimamente correto e investe-se menos ainda do que se propaga em comerciais de 30 segundos ou em promessas de produtos. 

Como muito bem diz Jaime Troiano no estudo "Inovação: olhando para trás", que publicamos nesta quarta-feira, todos os profissionais de Marketing carregam consigo este desafio. Uma grande questão, segundo o especialista em branding, é que "ser inovador hoje acaba sendo mainstream". Entre os principais erros cometidos está o de confundir inovação com tecnologia ou acreditar que o ato de criar é um olhar fixo para o futuro: "Uma visão ingênua de inovação como algo que acontece apenas daqui para frente".

No branding, o caminho para a inovar é descobrir o Propósito da marca e precisa "ser iluminado e semeado com insights de consumidores". O estudo é imprescindível se você realmente busca inovação genuína. Outro dado relevante vem de uma pesquisa que o Mundo do Marketing realizou em conjunto com a Opinion Box e que está sendo apresenta com exclusividade para os participantes do Circuito Mundo do Marketing de Tendências e Oportunidades para Inovar.

De acordo com o levantamento, essa miopia de que inovação tem relação direta com tecnologia vem também da cabeça dos consumidores. Mas quando vamos mais a fundo nas questões, vemos que, na verdade, para conquistar o bolso do cliente, é preciso facilitar o dia a dia dele. No fundo, o que as pessoas querem é uma solução para os problemas do cotidiano. E é por isso que as marcas não inovam. Por que estão olhando para o lugar errado. Não enxergam os insights de seus próprios consumidores, pois estão preocupadas apenas com o resultado a ser entregue trimestralmente para os investidores ou seus chefes.

Além de entender as pessoas que compram nossos produtos, precisamos olhar para as macrotendências. São movimentos que não mudam ao sabor da moda e fazem parte de transformações mais profundas que terão impacto direto na vida das pessoas, especialmente nas grandes cidades. Não se trata de olhar para frente. Mas perceber as transformações que teremos num futuro próximo, trazer para o presente e oferecer uma solução. Que pode ser simples.

Ficamos querendo reinventar a roda diariamente e buscando o novo totalmente fora de nosso posicionamento quando o propósito da marca está dentro das próprias empresas. Às vezes, o simples fato de atender bem a um cliente em um mercado acostumado a maltratar seus consumidores pode ser uma inovação. Basta ter atitude. Atitude inovadora é muito mais do que um discurso. É muito mais do que buscar apenas o novo. É conhecer, de fato, seus compradores e sua história para poder fazer a diferença nas vidas das pessoas.

Leia o estudo completo do Jaime Troiano: Inovação: Olhando para trás.

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