Brasileiros querem ver mais diversidade na publicidade, aponta estudo da Croma Priscilla Oliveira 26 de junho de 2024

Brasileiros querem ver mais diversidade na publicidade, aponta estudo da Croma

         

Para 21% dos entrevistados pela Croma Consultoria, a publicidade nacional é preconceituosa e 78% que a diversidade deve ser parte da rotina das marcas

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No mês de junho celebra-se o mês do Orgulho LGBTQIAP+. Muitas marcas usam a data para criar campanhas, mas depois que o período passa, as ativações diminuem consideravelmente. Mas um dado mostra que trabalhar a pauta por todo o ano é necessário: 49% dos brasileiros entrevistados para o estudo Oldiversity, conduzido pela Croma Consultoria, apreciam as propagandas que mostram cenas de diversidade. Desde 2020, a parcela que acredita que a diversidade deve fazer parte da rotina de marcas e empresas aumentou de 70% para 78%.

Para 21% dos respondentes, a publicidade nacional é preconceituosa. Essa percepção para 27% entre o público LGBTQIAPN+. 35% dos respondentes consideram que as marcas enfrentam riscos ao falar sobre diversidade, e 34% acham que elas correm riscos ao associarem suas imagens ao público LGBTQIAPN+.

O estudo revelou que 56% dos entrevistados não se recordam de ter visto propagandas que abordam a diversidade. Entre os 44% dos que se lembram de propagandas de alguma marca que aborda o tema, 38% mencionaram Natura, 30% lembraram de O Boticário e 19% de Avon. 

Para Edmar Bulla, fundador do Grupo Croma, os dados levantados pela pesquisa são um indicativo claro de que a população deseja – e precisa – ver mais diversidade no cotidiano das marcas. Na avaliação do executivo, as empresas têm a preciosa e grande oportunidade de abraçar a diversidade como fonte inesgotável e inestimável de inovação.

O movimento, no entanto, deve ser feito de forma autêntica, e as marcas devem alinhar o discurso às ações cotidianas. Bulla reforça que as organizações desempenham um papel importante na desconstrução de estereótipos, preconceitos e discriminações para o brasileiro. 

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Essa demanda é ainda mais latente para o grupo LGBTQIAPN+, que trouxe o maior índice de associação das publicidades consumidas ao atributo ‘machismo’ na propaganda. A sugestão, segundo o executivo, é incluir elementos diversos e representar efetivamente a diversidade nas propagandas, estampando a pluralidade natural do cotidiano, que deve ser valorizada.

Leia também: Como as marcas podem transformar o Brasil em uma referência em diversidade e inclusão?

 


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