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Como transformar a cultura e inspirar sua equipe

Todos participam quando acreditam nas melhorias

Por: | 11/10/2016

simoneterra@sterra.com.br

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Existe um código cultural dentro de cada empresa, que são criados por diversos fatores, como as relações de poder, as relações históricas, a missão, visão e os valores desta empresa. A mesma coisa acontece nos grupos, nas tribos urbanas, nas famílias, etc.

Nas empresas, percebemos isso claramente quando identificamos que os funcionários têm comportamentos semelhantes e adotam uma mesma postura para lidar com clientes, fornecedores e entre si.  Para exemplificar, contarei um caso que se deu há bastante tempo, quando trabalhava prestando serviço de pesquisa estratégica para o Grupo Pão de Açúcar, e logo após quando fui inteligência de mercado para o Grupo Sendas. Naquela época, a marca Ariel entrava no mercado nacional.

Uma das estratégias da área comercial dos grandes varejos era estimular o desenvolvimento da marca, pois a mesma era líder mundial, e isso ajudaria a categoria a praticar uma competição saudável, beneficiando a cadeia de vendas e o mercado, não só para o varejo mas para o consumidor também.

O que víamos na época é que a Unilever havia realizado um belo trabalho de blindagem no mercado nacional, no sentido de criar uma relação de parceria muito desenvolvida com o varejo, nos anos anteriores a chegada de Ariel. Apoiando-se em cima da bonificação e estabelecendo uma forte relação com os compradores das redes varejistas, além, logicamente de também ter realizado um excelente trabalho de marketing, de construção de marca, criando as várias linhas de Omo.

Assim, quando sugeríamos, um favorecimento de ações para a nova marca, introduzindo e estimulando a saudável competição nos trabalhos de definição de mix produto da categoria, percebíamos que existia um freio natural por parte dos compradores das redes varejistas em relação a desenvolver Ariel. Isso se dava por conta da imagem comercial da Procter & Gamble que, na época, era de uma empresa muito arrogante em sua abordagem comercial.

Isso que eu falo vai além das redes citadas, pois quando conversávamos a respeito da Marca no mercado varejista, muitos deles diziam "Ah, mas o pessoal da Procter é muito difícil, chegam e querem ser atendidos, acham que temos de fazer o que eles querem e, o pessoal da Unilever está sempre disponível para nos ajudar e fazer as ações que precisamos na hora de vender".

Ouvimos isso algumas vezes, assim como ouvíamos falar da arrogância do pessoal das marcas de luxo, que chegam no PDV e querem ser atendidos em primeiro lugar, que não propõe nada específico para as redes varejistas, impõe suas marcas e chegam com suas fórmulas prontas, se sentido mais importante que os outros. Velhos tempos, onde as marcas se impunham ao varejo e não seu contrário!

Dentro dessa realidade, estamos falando claramente de funcionários que adotam o espírito das empresas. Por isso é comum quando encontramos empresas que não têm um RH visionário, que trabalham somente na lógica top-down, que não estimulam a co-criação, que não desenvolvem políticas de valorização de suas equipes, sem processos justos e transparentes, com práticas não adequadas de pagamento, sem comprometimento e responsabilidade social, carecendo de um tratamento humanizado de funcionários e, ou fornecedores, percebermos comportamentos típicos de mau humor, má vontade, má atendimento, descuido, excesso de disputas internas e, sobretudo, uma infelicidade coletiva.

Não é à toa que os novos estudos demonstram que os jovens, a geração Millennium, querem trabalhar com empresas que defendam causas e lhes tragam orgulho e sensação de pertencimento.

A Procter é um exemplo de mudança positiva de código cultural, pois hoje em dia não percebemos esse freio que existia por parte de compradores e, percebemos que várias de suas marcas entraram no mercado fazendo um excelente trabalho execução e de conquista de share no mercado. Assim como as marcas de luxo que citei anteriormente - inclusive tivemos a honra de trabalhar para algumas delas e as ajudamos a mudar essa lógica arrogante de atendimento, estimulando as parcerias técnicas e incentivadoras das ações de sell out que, são os pilares da parceria por refletirem diretamente em resultados e rentabilidade para o varejo!

Você já parou para pensar como sua empresa trabalha? Qual imagem seus fornecedores e clientes tem de sua forma de atuação? Nas práticas, processos e sua atuação você inspira em sua equipe? A pergunta diária, fundamental para verdadeiros lideres é: como podemos mudar as atitudes, a cultura e o mundo ao nosso redor no dia de hoje?

Boa reflexão e mãos à obra em seu modelo de gestão. Todos gostam de participar, ouvir e serem ouvidos, serem reconhecidos e ajudarem a transformar quando acreditam nos processos de melhoria e em belas causas!

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