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Identidade regional na estratégia de marcas e varejo

Por: | 19/09/2011

simoneterra@sterra.com.br

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Temos discutido e estudado afirmação de identidade e seus reflexos no consumo há algum tempo. Esse é um movimento crescente, que, provavelmente, é reflexo opositor do movimento de globalização. Sendo assim, quanto mais globalizado, regionalizado, customizado, individualizado.

Temos visto o varejo e as marcas usando esse argumento há algum tempo, desde o Bompreço trabalhando o orgulho de ser nordestino, até o Zona Sul afirmando sua "carioquice", e os supermercados no Rio grande do Sul dizendo, na gôndola, quais produtos são regionais.

Entretanto, ainda consigo me surpreender com alguns movimentos nesse sentido. Uma das surpresas dessa viagem foi ver a rede de supermercados alemã Lidl (que também está presente em outros 25 países europeus, como por exemplo, Inglaterra e França, onde andei fotografando mês passado), e perceber que, além da tradicional comunicação da procedência das carnes, pois esse é um movimento que começou muito forte na época da "vaca-louca", agora esse movimento permeia quase todos os produtos perecíveis. E, mais que isso, dão destaque a essa comunicação. Podemos perceber isso, por exemplo, na comunicação da seção de carnes do Lidl, que é muito bem desenvolvida para assegurar a procedência desses produtos, mesmo quando eles são britânicos (e cá entre nós, lá que surgiu a "vaca-louca", fato interessante que demonstra que os ingleses acreditam na recuperação de sua carne, no controle do Estado, e na qualidade de seus produtos).

O que percebemos agora, é que essa comunicação ganha bastante força com toda a linha de produtos perecíveis. Por exemplo, quando vemos um simples cartaz promocional, trocado quase diariamente no supermercado, que tem um carimbo dizendo "British and In Season" (britânico e dentro da estação).


O movimento não atinge somente esses produtos, e ele vai afirmar identidade nacional de produtos cuja imagem de qualidade é do produto importado. Todo mundo sabe que a melhor mostarda do mundo é de Dijon. E o Lidl está vendendo uma mostarda e mostrado que é um produto britânico.


Isso tudo para mostrar que este movimento continua ganhando força e amplitude. Os europeus, cada vez mais, querem consumir o que é fabricado e produzido em seus países. Um outro exemplo é uma marca de batatas, que utiliza a bandeira britânica em sua embalagem, e comunica que as qualidades da batata inglesa, como o fato dela ser ideal tanto para fritar, assar, fazer purês etc, e vende esse conceito que ela é melhor.

Podemos perceber que o mesmo fabricante, quando a batata não é inglesa, não comunica a procedência dela, e coloca em outra embalagem, evidenciando suas qualidades, mas sem toda a estratégia de marketing que é vender o conceito da melhora qualitativa do produto por ele ser nacional.


Essa semana iremos discutir um pouco estas questões de apropriação nas estratégias de marketing das tendências de consumo regional, e perceber que uma rede internacional de varejo faz na Inglaterra diferente da França, países vizinhos, que, no entanto possuem valores diferentes que se refletem no consumo. Hoje estamos falando da importância do produto regional para o britânico, e em breve falaremos da importância do orgânico e do bio natural, por exemplo, na França.

É gritante a diferença dessa tendência entre os dois países. Não que o francês não valorize os produtos de seu país, muito pelo contrário, mas o movimento do consumo natural é tão maior na França que na Inglaterra, que veremos todas as redes de varejo na França trabalhando com esse conceito muito mais fortemente. E também perceberemos que o mesmo Lidl francês, dá muito mais importância na França a esse tipo de valor, do que o valor nacionalista, sem, no entanto, ignorá-lo. O brasileiro não chega a esse tanto, mas é uma boa reflexão para as empresas desse crescente movimento nacionalista, do orgulho de encontrar nossos produtos fora do Brasil, assim como detectar qualidade nos produtos nacionais.

Sendo assim, o "made in Brazil" certamente ganha força com nossos consumidores. Vamos valorizar o que é nosso, nós merecemos!

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