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Show do Material de Construção Europeu - 2ª Parte

Por: | 23/11/2009

simoneterra@sterra.com.br

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Nos últimos dois anos, outro fator de grande importância que tem se observado no segmento é o crescimento das marcas próprias. Mr Bricolage, por exemplo, já trabalhava muito com elas, mas agora é impressionante o número de segmentos com marcas próprias e o espaço que elas ganharam de exposição  - chega, por exemplo, a atingir 60% no segmento de tintas da Mr Bricolage. Outra curiosidade surpreendente que detectei nessa viagem é uma rede suíça chama Coop, que é ao mesmo tempo hipermercado e home Center, ou seja, vende desde alimentos até material de construção, jardinagem, pet, eletroeletrônicos, móveis.

Legumes, jardinagem, scooters, material de construção, tinta. Acredite, tudo isso é na Coop - Suíça

No Brasil, uma dificuldade que as indústrias encontram é a pulverização e a informalidade do mercado varejista. Algumas lojas no Brasil não têm nem nota, nenhum estoque. Por exemplo, quando fazem uma venda, compram diretamente de um home Center, pegam seu carro e entregam no consumidor. Outra dificuldade é a quebra dos paradigmas. É um segmento que sobreviveu e vem sobrevivendo graças ao desenvolvimento nacional da construção. No entanto, muitos são ainda os donos e gestores que não têm uma formação, que não entendem verdadeiramente o merchandising e que não sabem a importância de tirar um produto de trás do balcão e botar em um self.

A informalidade impera no Varejo brasileiro

Um bom exemplo de marca começando a informar o consumidor no Brasil

Muitos comerciantes não entendem que, ao invés de ficar pedindo um desconto de dois reais para o fornecedor em um martelo (que é um produto que o consumidor só vai comprar uma ou duas vezes na vida e certamente não se importará em pagar dois reais a mais), talvez fosse mais interessante começar a perceber se o martelo está exposto ao lado de uma chave de fenda, ou de uma chave Phillips. Pois certamente o consumidor que foi à loja pensando em comprar um martelo não estava pensando em comprar essas outras ferramentas, mas quando ele as vê lembra que tem que ter em casa e leva por impulso.
Esse é um segmento em que, apesar do desenvolvimento que vem tendo graças às grandes redes e aos novos varejistas, existem inúmeras oportunidades para se trabalhar no ponto-de-venda. É preciso trabalhar a inteligência, a estratégia, a impulsão neste canal. Identificar, aproveitar e criar novas oportunidades. Ainda temos muito a aprender com o segmento de material de construção europeu. Informar e desenvolver estratégias que certamente resultarão em benefícios tanto para a indústria como para o consumidor final.

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