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Encontrei o marketing no Rio de Janeiro

E voltei com duas certezas.

Por: | 22/05/2007

pauta@mundodomarketing.com.br

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Autor: Jonatas Abbott


Na direção do táxi seu Adilson, me dando uma aula de marketing. A aula fazia parte da explicação de como ele chegara a presidente do ponto de taxi do hotel Glória (com crachá e tudo) e como os taxis amarelos conquistaram uma posição oficial juntos aos donos do hotel que até então só recomendavam aos hóspedes os caros e arrogantes táxis azuis. Daí para a frente foi uma aula de como o presidente Adilson havia selecionado seus motoristas a dedo, identificado as necessidades de seus clientes do Gloria, adaptado os motoristas e os carros a estas necessidades e embalado tudo isso num produto que, habilmente, vendeu ao dono do ponto, o Gloria.
 
Três dias antes eu havia participado de um dos melhores eventos de marketing que tive oportunidade de presenciar. No Rio, do portal Mundo do Marketing (http://www.mundodomarketing.com.br) . Palestras espetaculares que só confirmaram minhas colunas recentes (4 p´s, agencias digitais X analógicas e etc), em todos os sentidos. Gênios do marketing e da comunicação, Cristopher Montenegro, Jaime Troiano, Karina Milaré e Christiano Ranoya ensinaram muito sobre pesquisa de mercado, branding, comunicação, necessidades, early adopter´s e future shapes. Descontando os desnecessários termos em inglês pude perceber como é clara a linha divisória que separa hoje o mercado do marketing e da comunicação.
 
Os especialistas em marketing e comunicação detém um conhecimento sobre negócios e produtos impressionante. Mas continuam à margem da internet. A usam quase como obrigação. Sabem pouco, muito pouco sobre internet. Ou simplesmente a desprezam. Mas sabem como ninguém sobre o negócio do cliente, sobre marca, sobre comunicação. Sabem tocar com as pontas dos dedos no coração do cliente, porque estudam ele, vivem com ele e usam técnicas consagradas de marketing para entender do mercado.
 
A soma deste conhecimento e talento com as técnicas de internet que os imberbes empresários das agências digitais detém é uma bomba atômica no resultado do cliente. Mas quantas vezes em 1000 este casamento acontece de forma humilde, eficaz e focada no resultado e não na vaidade ? Duvido que mais de 1.
 
Numa das palestras o superintendente de marketing da Unimed Rio. Marcelo Giannubilo,  mostrou o case campeão que os levou de terceiro lugar a líder em 3 anos. Quase toda a apresentação foi baseada no conceito de comunicação que foi criado, mudando o enfoque da doença para a saúde, do tratamento para a prevenção. A apresentação foi 70% baseada nos filmes que ditaram a linha de comunicação como um todo. Os filmes passavam uma mensagem tão, mas tão autêntica, contagiante, positiva e humana que por si só nos conquista. Gênios, gênios. A linha de comunicação impressa e de ponto de venda seguiam o mesmo conceito. E não havia como ser diferente, conquistou o coração e o bolso dos cariocas. Até eu quero estar com esta empresa e compraria seus planos de olhos fechados. Internet ? Hein ?
 
O importante é isto, o conceito, a idéia. Execução ? Não faltarão nunca bons fornecedores de qualquer tecnologia...  Do video a web...
 
Em outra palestra o  especialista Christiano Ranoya da MarketData reforçou o que escrevi na minha última coluna. O quanto os 4 tradiconais P´s do marketing são definitivos e eternos. Debulhou comportamento do consumidor, marca e resultado. A parte mais profunda sobre internet que ouvi foi de um destes gênios de marketing ao mostrar seu deslumbramento com o filtro das lojas de e-commerce que cruzam o seu pedido com as compras de terceiros. Isso existe e na prática faz alguns anos. Mas nosso gênio conheceu há pouco e passou 15 minutos explicando sua experiência na web. Nossa, como se a internet e o e-commerce fossem tecnologias novas. Me senti em 1999...Isso o descredencia ? De jeito nenhum!
 
Voltei do Rio com duas certezas. Uma que agências digitais e analógicas (gostaram ?) se complementam e carecem muito umas das outras e outra que as empresas deveriam ter mais presidentes como o seu Adilson. Que ao invés de focar seu trabalho no controle (gestor de crises ?) foca no marketing, identificando necessidades de clientes e garantindo que sua equipe entregue produtos que atendam estas necessidades. Uma empresa é apenas isso, talvez até mais simples que um ponto de táxi de hotel do Rio de Janeiro.
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