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Dona de Casa morde Pit Bull

Aconteceu em 1992 na Universidade Federal, juro. Na época eu cursava Jornalismo. A frase foi dita pelo meu professor para exemplificar o que é notícia.

Por: | 26/03/2007

pauta@mundodomarketing.com.br

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Autor: Jonatas Abbott


Aconteceu em 1992 na Universidade Federal, juro. Na época eu cursava Jornalismo. A frase foi dita pelo meu professor para exemplificar o que é notícia. E o que não é mais, como o inverso. Uma dona de casa ser atacada por um Pitbull...
 
Quem lembra da Ana Carolina Reston ? Ninguém ? Pois ela foi capa da Veja de 27 de novembro de 2006 por ser uma modelo morta graças a anorexia. Notícia velha que já alimentou nossa ânsia mórbida por notícias da desgraça alheia.
 
Como um marketing ás avessas o fato só vira capa quando é o primeiro. Só que no caso da violência no Brasil quem estampa as capas de jornais não é o primeiro astronauta a pisar na lua mas mortes que aconteceram de maneira inusitada. João Helio é um bom exemplo. Não há registro de outras crianças mortas arrastadas presas a um cinto de segurança. Uma próxima vítima deste tipo dificilmente vire comoção nacional. Tanto é fato que a segunda modelo a morrer de anorexia já não ganhou tanto destaque. Como já não ganham as dezenas (ou centenas) de crianças mortas por bala perdida em favelas do Rio de Janeiro.
 
O desafio da empresa e sua assessoria de imprensa é transformar seus feitos e produtos em donas de casa com imensos caninos, de forma a chamar a atenção do mercado com fatos fortes dignos de destaque.
 
Vale imaginar alguns títulos inusitados que ganhariam facilmente as capas dos principais veículos de comunicação. Como "Brasil supera a Índia como centro de desenvolvimento e serviços de tecnologia ". Ou quem sabe "Formação de jovens de baixa renda projeta Brasil como referência em mão de obra para tecnologia".
 
Mas infelizmente como um arremedo mal feito da efemeridade da opinião pública o nosso país ainda tem ações instantâneas de curto prazo que não costumam durar mais do que o intervalo entre 2 edições de nossas revistas. Somos ainda um povo mais jornalista do que empreendedor, capaz de gerar fatos mas não o futuro. Ações de longo prazo perdem para ações que levem ao factóide.
 
Não estive na India na delegação brasileira que foi a Indiasoft. Um amigo empreendedor que lá esteve ficou chocado ao saber que a toda o mercado de TI da India gravita em torno de uma única entidade que representa as empresas e fomenta a exportação dos serviços para todo o mundo. Pois é, temos uma vitória a comemorar, nossos Estados sozinhos tem mais entidades de TI que toda a India.
 
Se um jornalista de lá descobre este fato será que ganhamos uma capa?
 
Não sei mas vou já afiar os dentes caninos e procurar meu Pit Bull.
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