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Encontro com Jack Welch

A Expomanagement, evento anual realizado pelo HSM Group, sempre nos reserva grandes surpresas. Trata-se do maior encontro de executivos do mundo, com média de 17 mil visitações, nos três dias do evento.

Por: | 07/02/2007

pauta@mundodomarketing.com.br

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Autor: Leandro Vieira


A última edição, realizada no mês de novembro no Transamérica Expo Center, brindou o público brasileiro com nomes como Robert Kaplan, Malcom Gladwell, Luiz Felipe Scolari, W. Cham Kim, Stephen Covey, entre outros, além do legendário Jack Welch.

Jack Welch é uma estrela à parte.

Welch registrou seu nome na história realizando na prática aquilo que acadêmicos de administração vêm tentando há anos enquadrar na teoria como "as melhores práticas de gestão". À frente da General Eletric Company, conduziu a organização ao topo das empresas mais valiosas do mundo. Em 1999, foi eleito pela Fortune como "o executivo do século". Posteriormente, o Financial Times o apontou como um dos três mais admirados líderes de negócios do mundo. Ok, já dá para imaginar que tremi nas bases ao encarar Mr. Welch frente a frente durante a coletiva de imprensa realizada momentos antes de sua palestra na Expomanagement.

De minha imensa lista de questões previamente formuladas, teria tempo de fazer apenas uma. Uminha! Tasquei de supetão: Mr. Welch, como pode um executivo assumir a liderança efetiva de uma empresa sem correr o risco de criar uma espécie de culto à sua personalidade? Assumi o risco de que aquilo soasse como um desafio ou uma crítica velada, afinal, durante a gestão de Welch na GE, os holofotes sempre estiveram voltados à sua figura, ajudando a moldar uma aura de "guru corporativo" à prova de falhas. Será que isso ajuda ou atrapalha?

"Excelente questão!", ele respondeu (e só com isso não consegui dormir de noite!). Welch não entrou nos méritos de sua experiência pessoal, entretanto, respondeu que o carisma é um acelerador. Líderes carismáticos têm mais facilidade para conduzir a organização em uma determinada direção. Bons líderes, com grande carisma, uma boa estrutura de idéias e valores éticos, têm chances muito maiores de promover o sucesso da empresa e, inevitavelmente, muitos na companhia irão admirar sua personalidade e espelhar-se em suas ações.

Se o carisma pode ser aprendido? "Sou pequenininho e careca, mas não tenho nenhuma fórmula", respondeu Jack. "Se você consegue empolgar as outras pessoas, é extrovertido, entusiasmado e encantado com o sucesso dos demais, com certeza está no caminho certo", concluiu. Todo gestor deve saber selecionar as pessoas, desafiá-las, reconhecê-las e celebrá-las. O que deve ser evitado a todo custo, frisou Welch, são os líderes carismáticos destituídos de valores e sem senso de gestão - esses elementos são um risco para qualquer organização e para a sociedade como um todo.

Escutar Jack Welch expor suas idéias é uma lição de Administração para a vida toda. Tudo bem que alguns conselhos como "trabalhe com paixão" e "descubra o que você gosta de fazer", soem óbvios, mas ouvi-los de quem realmente soube colocá-los em prática é algo realmente inspirador.
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