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O novo tom da competitividade que elimina a barreira entre quem compra e quem vende.

Por: | 16/05/2006

pauta@mundodomarketing.com.br

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Autor: Ricardo Almeida


Desde que a era da competitividade começou a dar o tom dos mercados modernos, empresas de todos os ramos, em todo o mundo, foram forçadas a mudar de perfil para sobreviver.

 

Em um primeiro momento, atacar nichos entrou na moda: produtos e serviços eram criados a cada instante com o intuito de servir a grupos específicos de consumidores. Quando o modelo demonstrou os seus primeiros sinais de saturação, passou-se a oferecer produtos customizados, feitos de acordo com as necessidades ou demandas de cada consumidor. Para agregar ainda mais valor, serviços gratuitos de suporte, boa parte dos quais focados na oferta de informação, passaram a compor um novo tipo de conceito que ia além dos bens materiais: vendiam-se experiências, sensações nas quais os produtos, quando existiam, eram apenas atores coadjuvantes.

 

Até aqui, pode-se considerar que o mercado como um todo mudou de forma a encarar o consumidor como a peça mais importante de qualquer empresa. Mas o que dizer quando o consumidor passar a ser o produto? Vamos a alguns exemplos:

 

  • O Google é campeão de buscas por mostrar resultados mais alinhados com o que os usuários desejam - e ele faz isso analisando justamente o histórico comportamental dos próprios usuários.

 

  • Boa parte da credibilidade da Amazon baseia-se não no seu acervo de livros, mas sim no de opiniões de leitores sobre os livros. Ao buscar um título qualquer, a decisão de compra acaba sendo motivada pelos tantos comentários - favoráveis ou não - deixados por um incontável número de leitores.

 

  • O eBay, líder inconteste no mercado de leilões online, funciona porque os próprios usuários gerenciam o site, classificando bons ou maus vendedores e mantendo a comunidade sempre ativa.
     

Estes são apenas três casos - mas todos pertencentes à cobiçada lista das maiores empresas do mundo.

 

Independente de se tratarem de empresas digitais, o fato é que o seu grande mérito foi quebrar a barreira que separava oferta de demanda. Quando um consumidor passar a ser o produto, ele imediatamente desenvolve uma relação de forte cunho emocional com a marca que permite tal experiência. É um tipo de relação em que todos ganham - principalmente a empresa e os seus acionistas, naturalmente. Nada mais justo.

 

Até certo ponto, é este tipo de relação colaborativa entre marca e consumidor que define o conceito de Web 2.0, cada vez mais falado em sites, listas de discussão, fóruns, blogs ou podcasts especializados. Mas seria no mínimo uma pretensão acreditar que o conceito tome corpo somente no ambiente online - que nada mais é do que uma extensão natural dos nossos limites físicos.

 

Fala-se então de um novo conceito - de mercado 2.0 ou mundo 2.0. Algo mais amplo, que transcende as barreiras do virtual e que se posiciona como uma nova porém essencial ferramenta de vantagem competitiva: a mistura entre quem vende e quem compra.

 

É impossível prever que tipos de conseqüências terão empresas cujas rédeas sejam mantidas firmes não pelos seus empresários, mas pelos seus clientes.

 

Empresas que, de alguma forma, não se alinharem com este novo conceito, naufragarão na crescente perda de sintonia com os seus consumidores. Esta, aliás, é a única regra que se mantém de pé em tempos de incerteza típicos de uma verdadeira revolução mercadológica.

 

E a sua empresa? Está preparada para enfrentar este novo desafio?

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