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The Walking Dead, Tinder e a Neurociência

O que tudo isso tem em comum?

Por: | 22/06/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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Ontem, na abertura dos seminários da 62a edição do Cannes Lions Festival, os produtores da série The Walking Dead, acompanhados por um dos atores da série, o sul coreano Steven Yuen, que dá vida ao personagem Glenn Rhee, falaram sobre o show, que é um dos campeões de audiência da TV em todo o mundo. Curiosamente, estabeleceram uma conexão entre os medos reais da população global e o aumento da audiência da série. Ou seja, o programa funciona como uma válvula de escape para as pessoas, que preferem morrer de medo dos zumbis do que encarar as ameaças da vida real.

Logo na sequência, Sean Rad, fundador do Tinder, foi entrevistado pela jornalista Caroline Daniel, do Financial Times. Entre outras coisas, Rad disse que o aplicativo, que já reuniu mais de 50 milhões de pessoas em 169 países e promove cerca de 300 encontros por segundo, não é na verdade um instrumento de 'pegação', mas uma plataforma de conexão humana, impulsionado pela vaidade e pelo desejo de pertencimento. Pode ser. Mas, pelo sim, pelo não, Rad deu uma dica de como ser mais eficaz no Tinder - evite fotos apenas do rosto e mostre-se em imagens capazes de contar um pouco sobre você, seja fazendo esportes, em um cinema, museu ou durante alguma viagem. Suas chances aumentarão bastante, segundo ele.

Um pouco mais tarde, o Dr. Itiel Dror, neurocientista da Universidade de Londres, explicou que as decisões das pessoas são quase sempre baseadas em emoções e não racionais. Sentimentos como o medo, que explica em parte a audiência de The Walking Dead, e o desejo de pertencimento, chave para o sucesso do Tinder, são fundamentais para conectar consumidores e marcas. Em um inglês com forte sotaque alemão, Dror deu 3 conselhos importantes: 1) transforme mensagens em lembranças; 2) Ative a parte correta do cérebro e 3) Conte histórias relevantes - e boas.

A soma das três apresentações mostrou, na teoria e na prática, que sucesso mesmo faz hoje quem consegue vender emoções embaladas na forma de produtos e serviços.   

A China dominará as Mídias sociais no futuro, prevê a Cheíl. Você concorda?

Nos últimos 10 anos as mídias sociais evoluíram um bocado. Para se ter ideia, basta dizer que em 2006 o Facebook tinha 'apenas' 7 milhões de usuários, a maior parte deles jovens de 18 a 24 anos. Hoje, esse número subiu para 936 milhões de usuários ativos diários, 83% deles moradores de fora dos Estados Unidos e Canadá. Durante este período, a tecnologia avançou, trazendo novos e poderosos equipamentos e altas velocidade de conexão. A sociedade acompanhou, abraçando o estilo de vida digital. E a economia deslanchou, gerando novas fontes de receita para empresas de tecnologia, que hoje dominam a lista das marcas mais poderosas do mundo. Para o cenário ficar completo, falta apenas que o profissional de marketing acelere a transição das verbas publicitárias para mais mídias digitais. Esse foi o raciocínio apresentado ontem em Cannes por Peter Kim, Chief Digital Officer da Cheíl Worldwide.

Falando sobre a próxima década, Kim arriscou-se em algumas previsões. Disse que em 2025 as mídias sociais estarão integradas às demais plataformas de comunicação, que possibilitarão transações de compra automáticas, demandarão um conteúdo mais sintético, permitirão aos usuários acessar apenas o que for de seu interesse, serão instrumentos de melhoria da vida das pessoas e, veja você, serão dominadas pelas marcas chinesas. Quem viver, verá. ;-)

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