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Entrar ou não no universo das compras on-line?

Varejo físico sente o impacto do e-commerce

Por: | 13/01/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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e-commerce,compras,radarA forma como as pessoas compram mudou completamente nos últimos anos por causa da popularização da Internet. À medida em que há uma desmistificação sobre os riscos de comprar on-line e os sistemas de segurança oferecem mais proteção, as pessoas compram mais e mais ns lojas virtuais. Algumas lojas britânicas até então bastante populares nas ruas como Comet, Jessops e HMV estão desaparecendo. É claro que o cenário econômico colabora para a falência de alguns varejos, mas as compras on-line, sem dúvida, afetam cada vez mais o desempenho da maioria deles.

Apenas empresas que perceberam os riscos que a Internet trouxe e usaram as mudanças a seu favor para alcançar objetivos futuros seguem na disputa pelo mercado com sucesso. Varejistas que aderiram ao canal virtual têm conseguido manter um bom relacionamento com seus clientes. Na verdade, eles até perceberam que através desse canal é mais fácil atingir a próxima geração de shopper. Eles também perceberam que se os jovens estão habituados a comprar em sites internacionais, o canal virtual permite que suas marcas, até então restritas ao cenário nacional, expandam sua oferta a uma audiência global.

O ASOS, por exemplo, é um varejista britânico on-line de moda e beleza com abrangência global. Em seu website, é possível encontrar mais de 60.000 produtos de grifes famosas e de marca própria. Possui mais de 20 milhões de visitantes por mês e 13 milhões de usuários registrados, dos quais 7 milhões são efetivamente compradores de 241 países. O crescimento nas vendas permanece forte tanto no Reino Unido quanto no mercado internacional, com aumento de 44% nas vendas no primeiro ano de operações após inserção no cenário mundial, atingindo a marca de vendas de £1 bilhão.

Muitas empresas ainda consideram que suas tradicionais lojas físicas são a principal fonte de clientes. Para muitas, isso pode ser verdade. Dependendo do setor de atuação, essa influência da Internet pode ser menor ou maior. Saúde, beleza e alimentos, por exemplo, apontam participação de menos de 6% das vendas on-line. Outros segmentos foram completamente revertidos para o mercado virtual. A indústria audiovisual foi a que sofreu maior mudança - share reverteu para aproximadamente 80% das vendas. Esse fato já era esperado dado o desenvolvimento das mídias que permitem download de músicas e filmes.

Entretanto, o fato de muitas as pessoas usarem a Internet (e, consequentemente, os sites que encontram) como fonte de informações e preços de um determinado produto antes de efetuar uma compra não pode ser ignorado. Há clientes que pesquisam na Internet e compram nas lojas físicas. E há aqueles que olham o produto na loja e se utiliza da acessibilidade e flexibilidade que a Internet traz para fazer sua compra onde e na hora que desejar. Outro ponto relevante que vem colaborando para essa mudança diz respeito aos preços praticados. No mercado on-line, muitos compradores encontram preços reduzidos e códigos de desconto o que o leva a uma economia que pode chegar a 40% em relação ao canal de compra tradicional.

Mas não são apenas os clientes que se beneficiam pelas compras on-line. Ao manter o negócio sustentável e com estratégias que permitam a expansão internacional, a empresa pode obter redução de despesas gerais e custos com imóveis e com equipe. Haverá aumento de outras despesas como hospedagem e certificação do site, logística, serviço ao consumidor. Por esse motivo, é importante estimar todos os benefícios e complicações destes cenários para definir a abrangência que a empresa pode ter.

O mais importante é perceber que cada marca é diferente e, por isso, requer diferentes esforços para atingir diferentes públicos, independente da indústria em que opera. Cada empresa deveria considerar os méritos e implicações financeiras de loja física e operação online, mas sempre lembrando que caminhamos para um futuro em que a vida real é cada vez mais substituída pela realidade virtual que a Internet nos oferece.

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