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Segmentar por gênero é sexista?

Varejistas mudam organização dos brinquedos

Por: | 09/01/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Ao entrar na seção de brinquedos de uma loja, ainda é comum observar produtos agrupados por gênero: meninas de um lado, meninos do outro. Além da separação física, a embalagem dos produtos e a comunicação visual da área tendem a usar rosa e azul, respectivamente. Alguns especialistas em Marketing alegam que essa associação imediata do gênero orienta o shopper na hora da compra e o ajuda a encontrar um brinquedo adequado à criança para quem o produto se destina. Porém, uma tendência mais atual caracteriza essa diferenciação como discriminatória e sexista.

Brinquedos de menino, normalmente, são focados em ação, construção e tecnologia, o que ajuda no desenvolvimento de habilidades relacionadas à noção espacial, solução de problemas e iniciativa. Já brincadeiras relacionadas à arte, desenho e pintura desenvolvem habilidades de coordenação motora e perseverança, mas elas são classificadas como brincadeiras de meninas. Todas estas aptidões, porém, são importantes para as crianças, independente do sexo. E, segundo educadores e psicólogos, elas precisam de uma variedade ampla de brincadeiras para desenvolverem estas diferentes habilidades.

Além disso, o mundo está mudando e esses estereótipos de menina e menino estão cada vez mais ultrapassados. Os brinquedos deveriam ser inclusivos. Esses padrões acabam por influenciar em como meninos e meninas devem ser de acordo com as regras sociais. Com limites rígidos, a atenção das crianças é desviada de suas preferências pessoais e cria base para o assédio moral a outras crianças.

Ao direcionar o shopper, a loja acaba por restringir as brincadeiras, uma vez que a compra é feita pelo adulto e não pela criança, que é o consumidor do produto. Se um brinquedo tem uma embalagem rosa e é definido como "para meninas", por exemplo, uma pessoa pode se sentir desconfortável em comprá-lo para um menino, ainda que acredite que a criança teria interesse por ele. Outro comprador pode simplesmente nem ter consciência das opções na parte de meninas e sua compra ficará restrita a uma parte do sortimento. E, se o adulto não compra, a criança nunca saberá se há uma identificação com aquela brincadeira ou não.

Com base nessas justificativas, o movimento Let Toys be Toys (deixem brinquedos serem brinquedos), que começou em 2012, vem sensibilizando varejistas do Reino Unido e Irlanda para que acabem com a estereotipagem entre gêneros feminino e masculino no departamento infantil. A proposta do grupo não é que as lojas ou indústrias troquem os produtos que vendem, mas que organizem os brinquedos por tema ou atividade ao invés de gênero.

Seja por observar o shopper ou pela pressão desse movimento, várias lojas já estão revendo sua arrumação. Cerca de 60% das lojas no Reino Unido já modificaram a organização de seus departamentos comparando ao ano passado. A Hamley´s, uma das conhecidas e mais antiga loja de brinquedos do mundo, aderiu à mudança. As placas que sinalizam os andarem já estão numa nova categorização. O catálogo de Natal de 2013 da Toys R Us também foi diferente; apresentou um formato mais inclusivo, mostrando meninos e meninas participando das mesmas brincadeiras. Marks & Spencer anunciou que mudará a embalagem das linhas "The Boy's Stuff" e "Little Miss Arty". Os produtos dessas linhas, até então desenhados para meninos e meninas, respectivamente, passarão a ter embalagens consideradas neutras com foco nas funcionalidades dos brinquedos a partir do segundo trimestre de 2014.

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