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Analise do cliente em Marketing Educacional

Analise do cliente em Marketing Educacional

Por: | 30/04/2015

rafa_villas_boas@hotmail.com

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"Quem é o Universitário Brasileiro?". Essa pergunta, aparentemente simples, fica sem resposta quando buscamos por dados oficiais e precisos sobre o perfil dessa população. Parcialmente conseguimos responder pontuando universitários de determinadas regiões, por meio de pesquisas quantitativas locais. Mas nenhum esforço foi direcionado no sentido de mapear o perfil dos universitários brasileiros, senão aqueles oficiais por meio do questionário socioeconômico do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

O objetivo do Enade, segundo o INEP, "é avaliar o desempenho dos estudantes com relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos de graduação, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, e o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial, integrando o Sinaes, juntamente com a avaliação institucional e a avaliação dos cursos de graduação".

Para tanto o Enade segmenta os cursos superiores em áreas que mudam anualmente com o ingresso de mais cursos. A periodicidade máxima de aplicação do Enade em cada área é trienal.

Para projetar, portanto, o Perfil do Universitário Brasileiro, analisamos os dados do triênio 2006, 2007 e 2008, nos quais foram avaliados os cursos a seguir:

a) Em 2006: Administração, Arquivologia, Biblioteconomia, Biomedicina, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Design, Direito, Formação de Professores (Normal Superior), Música, Psicologia, Secretariado Executivo, Teatro e Turismo.

b) Em 2007: Agronomia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Tecnologia em Agroindústria, Tecnologia em Radiologia, Terapia Ocupacional e Zootecnia.

c) Em 2008: Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química; além dos Cursos Superiores de Tecnologia em Construção de Edifícios, Alimentos, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental.

Os alunos são selecionados em uma amostragem estatisticamente válida e divididos em dois grupos:

a) Os estudantes em final de primeiro ano (ingressantes);
b) Os estudantes de último ano (concluintes);

São considerados estudantes ingressantes aqueles que iniciaram o curso, oriundos do principal processo seletivo da IES, com matrícula inicial nos anos letivos acima; e concluintes aqueles que concluíram pelo menos 80% (oitenta por cento) da carga horária mínima do currículo do curso da IES.

Os grupos avaliados não são homogêneos. Responderam ao Enade:

a) 2006: 327.565 alunos
b) 2007 : 162.029 alunos
c) 2008: 279.055 alunos

Dessa forma, utilizando o número de respondentes como fator de nivelamento e correção, chegamos ao Perfil do Estudante Universitário Brasileiro, contemplando todas as áreas do conhecimento.

Perfil Socioeconômico do Universitário Brasileiro
Em 2011 estavam matriculados nas IES brasileiras quase 6 milhões de estudantes. Desses, 5,1 milhões em cursos presenciais e 838 mil em cursos de graduação a distância.

 

De forma geral o número de alunos com mais de 65 anos, matriculados nas instituições de ensino superior não reflete o envelhecimento da população, captado pelo Censo do IBGE em 2011, que apontou o alargamento do topo da pirâmide etária.

Nesta pesquisa a população brasileira, com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passou a 5,9% em 2000 e chegou a 7,4% em 2010. Nas IES, apenas 3.811 estudantes têm mais de 65 anos.

Faixa etária dos estudantes universitários brasileiros

O Perfil do Universitário Brasileiro aponta uma enorme diferença na faixa etária de estudantes de graduação presencial e a distância.

Enquanto apenas 22% dos estudantes de graduação presencial tem mais de 30 anos, a grande maioria (61%) dos alunos do EaD estão nesse corte demográfico.

Na outra extremidade, enquanto apenas 19% dos estudantes de EaD tem menos de 24 anos, a grande maioria (57%) dos alunos do ensino presencial estão nesse corte demográfico.

Esses dados demográficos dos alunos do ensino superior contrastam com a idade dos professores que, ainda que estejam tornando-se mais "jovens", concentram-se na faixa de "Mais de 30 anos", segundo dados do Censo do Ensino Superior 2008.

O Censo Demográfico 2010 apresenta uma relação de 96 homens para cada 100 mulheres, no ensino superior são 75 homens para 100 mulheres. De forma geral existe um excedente de 854 mil mulheres nesse sistema, 21% das 3.941 milhões de mulheres apontadas na população Brasileira.

Ainda, 51% dos estudantes universitários são solteiros, 41% são ou já foram casados (8% encontram-se separados ou divorciados e 6% são viúvos).

Estado civil dos estudantes universitários brasileiros

O Perfil do Universitário Brasileiro aponta que 59% são filhos únicos e 41% possuem ao menos um irmão, sendo que 12% residem em casas com mais de 3 filhos.

Apenas 2% dos universitários moram sozinhos, só 2% em alojamento oferecido pela universidade e 21% residem com amigos. A grande maioria dos estudantes, 3 em cada 4, moram com a família, sendo que 8% em famílias por eles constituídas.

Com quem o estudante universitário brasileiro mora


Três em cada 4 universitários não possuem filhos, 10% possuem tem um filho e 16% possuem mais que um filho. Ainda, apenas 3 em cada 4 universitários moram com mais de um membro de sua família.

Quantos membros de sua família moram com você?


 


Muitas vezes os estudantes são os primeiros de sua família a cursarem o ensino superior. Muitos vêm de famílias sem nenhuma escolaridade, deve-se ressaltar.
a) 15% vem de famílias em que o "pai" não possui nenhuma escolaridade;
a) 20% vem de famílias em que a "mãe" não possui nenhuma escolaridade;

Na outra ponta dessa estatística:
a) 16% vem de famílias em que o "pai" possui o ensino superior;
a) 17% vem de famílias em que a "mãe" possui o ensino superior;

Qual o grau de escolaridade do pai do estudante universitário brasileiro

Qual o grau de escolaridade de mãe do estudante universitário brasileiro

Três em cada 10 estudantes universitários vivem em casas com renda mensal entre R$ 415,00 (um salário mínimo, segundo dados do período) e R$ 1.245,00 (três salários mínimos).

Vivem em casas com renda mensal entre R$ 1.245,00 (três salários mínimos) e R$ 4.151,00 (10 salários mínimos), quatro em cada 10 estudantes.

Qual a faixa de renda mensal da família do estudante universitário brasileiro

Apenas 7% dos estudantes vivem em casas com renda superior a R$ 8.301,00 (20 salários mínimos).
Se tomarmos como base o piso de cada faixa econômica, para efeito de exercício, podemos afirmar que o impacto da população universitária no consumo brasileiro é acima de R$ 155,1 bilhões ao ano.

Os dados do Censo 2011 ainda são preliminares. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, em 2005, quando a população brasileira foi estimada em 184,4 milhões de habitantes, 91 milhões de pessoas se declararam de cor/raça parda ou preta, aproximando esse contingente da população branca, estimada naquele ano em 92 milhões. Praticamente metade do país considerava-se pardo ou negro.

No ensino superior, novamente, esse número difere-se e apenas 29% da população universitária considera-se negra ou parda. A maioria dos estudantes (66%) é Branca.

Qual a cor da pele do estudante universitário brasileiro

Mais da metade dos estudantes universitários brasileiros precisam de ajuda da família para estudar (54%) e um em cada 3 não trabalha e é completamente subsidiado pela família. Dos 46% remanescentes, mais da metade "se sustenta" e uma parte (13% do total) é o principal responsável pelo sustento da família.

Os estudantes universitários brasileiros trabalham?

Dos 46% que trabalham, 54% atuam em período integral (40 horas por semana ou mais) e 15% trabalham mais de meio período.

Dados sobre o perfil Educacional do Universitário Brasileiro

Ainda que 54% dos estudantes precisem da ajuda da família para estudar, muitas vezes essa composição de rendas não é suficiente para custear a graduação dos estudantes.

Dessa forma, dos alunos que recebem ou receberam algum tipo de "bolsa de estudos ou financiamento" para reduzir as despesas do curso, 27% utilizaram o crédito educativo da própria instituição e 6% o FIES.

Tipo de financiamento utilizado por estudantes universitários brasileiros



O estudante universitário brasileiro que passou todo o ensino médio em escola pública representa 49% do total. Por outro lado, mais de 50% passou pelo ensino privado, sendo que 30% não estudou nenhum período em uma escola pública.

Onde o estudante universitário fez ensino médio

Um em cada quatro estudantes universitários cursou o supletivo e apenas 20% fez seu curso no ensino regular. Um número inferior ao de estudantes que buscaram formação superior (por meio do ensino profissionalizante): 38%.

Um estudo recente desenvolvido pela escola e agência de intercâmbios Education First (EF) e amplamente divulgado na mídia em nosso país apontou que os brasileiros receberam nota média de 47,27 no índice English Proficiency Index (EPI). Com isso, o Brasil conquistou a 31ª posição em ranking de 44 países que não têm o inglês como língua oficial. Entre os BRICs, o país ficou apenas na frente da Rússia.

Para chegar a esses resultados, a instituição avaliou o desempenho de 2 milhões de pessoas em quatro testes online, de proficiência em inglês, elaborados pela agência. A América Latina, de forma geral, foi a região que teve o pior desempenho entre os países analisados.

Parte desse resultado deve-se a formação em Inglês dos universitários brasileiros. Os números são muito baixos. Nas questões do ENADE sobre "como é seu conhecimento de língua inglesa e espanhola", apenas 11% dos estudantes afirmaram que "leem, escrevem e falam bem" inglês e 15% "leem, escrevem e falam bem" espanhol. Respectivamente possuem conhecimento da língua "praticamente nulo", 32% em Inglês e 40% em Espanhol.

Com exceção de livros didáticos, com 76% dos universitários lendo até cinco livros (40% leram "no máximo dois") e 22% lendo mais que 6 livros por ano, é possível afirmar que a média de leitura dos estudantes universitários brasileiros não se encontra muito acima da média de leitura dos brasileiros de forma geral.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência, os brasileiros leem, em média, 4,7 livros por ano. O estudo comprovou que esse índice sobe entre os profissionais com maior escolaridade. Entre aqueles que possuem formação superior, a média passa para 8,3 livros/ano. O número é de 4,5 livros para quem tem ensino médio completo, 5 para quem cursou entre 5ª e 8ª série do ensino fundamental e 3,7 para quem tem até a 4ª série.

Os jovens, segundo a pesquisa, são os que mais leem no Brasil. Dos 95,6 milhões de leitores no país, 39% estão na faixa etária de 5 a 17 anos e outros 14% possuem entre 18 e 24 anos. Nos Estados Unidos e na França a média é de 10 livros por habitante/ano.

Excetuando-se os livros escolares quantos livros o estudante universitário leu no último ano

Depois dos livros técnicos (23%), os estudantes universitários apreciam livros de autoajuda (18%), romances (17%) e não-ficção (10%).

Os estudantes universitários brasileiros são usuários assíduos de Internet (como veremos abaixo). Essa mídia aparece como a mais relevante na resposta (42%) a pergunta "que meio você mais utiliza para se manter atualizado(a) sobre os acontecimentos do mundo contemporâneo". Mantêm-se atualizados por meio da Televisão, 35%, e de jornais, 10%.

Como o estudante universitário se mantém atualizado

Sobre a leitura de jornais, 27% afirmam que o leem diariamente, 30% algumas vezes por semana e 7% somente aos domingos. Afirmam nunca ler jornais, ou raramente, 36% dos estudantes (respectivamente 3% e 33%). Ainda do grupo que leem jornais, 50% preferem "todos os assuntos".

Os estudantes universitários brasileiros estudam pouco ou nada (21%) fora das salas de aula. 33% dos universitários afirmam estudar entre uma e duas horas por semana (no máximo 17 minutos por dia). Apenas 20% dos estudantes afirmam estudar mais que 42 minutos por semana.

Quantas horas por semana aproximadamente o estudante universitário dedica / dedicou aos estudos excetuando as horas de aula

Outro dado relevante sobre os hábitos de estudo dos universitários é que 42% deles não desenvolveu nenhum "tipo de atividade acadêmica predominantemente durante o curso além das obrigatórias".

Ainda, 61% não estava envolvido(a) em algum projeto de pesquisa (iniciação científica), porque "não me interesso/interessei ou não tive oportunidade".

A pesquisa do Enade não fornece as diversas opções de entretenimento online. Talvez em função da ausência desses critérios, 42% dos estudantes afirmaram que nenhuma das variáveis listadas faz parte de seu lazer. Afirmaram a preferência por "Shows e Concertos", 20% dos universitários. Ainda 16%, apontaram a dança e 15% o cinema.

Os estudantes universitários são ainda críticos em relação as suas aulas. Apenas 37% deles afirmaram que "seus professores têm demonstrado domínio atualizado das disciplinas ministradas". Os demais (62%) possuem alguma ressalva e, desses, 7% acham que nenhum professor atingiu sua expectativa.

Os professores têm demonstrado domínio atualizado das disciplinas ministradas

Uso do Computador
Na contramão do senso comum, 18% dos estudantes universitários brasileiros afirmaram "nunca" fazer uso de computadores. Ainda, configurando o grupo de usuários "leves" de tecnologia, 7% afirmaram utilizar esse meio "raramente" e 7% às "vezes".
Mais alinhados com a contemporaneidade, 68% dos estudantes afirmam fazer uso de tecnologias mais que "frequentemente".

Com que frequência o estudante universitário utiliza microcomputador

Os dados do Enade e sua metodologia de pesquisa são certamente ultrapassados, uma vez que 85% dos universitários apontam ter acesso à internet.
Parte desses estudantes, certamente faz uso da rede de outros pontos de acesso, que não "microcomputadores".

O estudante universitário tem acesso à Internet

Os universitários utilizam o computador "em casa" (77%), "no trabalho" (67%), "na faculdade" (72%) e em "outros lugares" (85%). Uma ampla parcela dessa população é composta de usuários assíduos dessas ferramentas, fazendo uso de computadores em mais de um lugar e em vários locais no mesmo dia.

Os estudantes usam o computador por diversos objetivos. Cabe ressaltar que 67% apontam esse meio como um canal de entretenimento, 64% para trabalhos profissionais e oito em cada dez para trabalhos escolares.

Novamente uma ampla parcela de "multiusuários" utiliza a tecnologia para mais de uma finalidade.

Oito em cada 10 universitários faz uso do e-mail para se comunicar. Em média 40% deles usam a internet para operações bancárias e compras eletrônicas. Um número certamente mais elevado que a média dos usuários da rede no Brasil.
Ainda, 88% afirmam que seu "conhecimento de informática" é acima de "bom".

Conclusões Gerais
- 22% dos estudantes de graduação presencial tem mais de 30 anos, a grande maioria (61%) dos alunos do EaD estão nesse corte demográfico;
- 19% dos estudantes de EaD tem menos de 24 anos, a grande maioria (57%) dos alunos do ensino presencial estão nesse corte demográfico;
- Existe um excedente de 854 mil mulheres no ensino superior;
- 51% dos estudantes universitários são solteiros e 41% são ou já foram casados;
- 41% possuem ao menos um irmão;
- 3 em cada 4 estudantes universitários moram com a família;
- 3 em cada 4 estudantes universitários não possuem filhos;
- 3 em cada 10 estudantes universitários vivem em casas com renda mensal entre R$ 415,00 (um salário mínimo, segundo dados do período) e R$ 1.245,00 (três salários mínimos);
- Vivem em casas com renda mensal entre R$ 1.245,00 (três salários mínimos) e R$ 4.151,00 (10 salários mínimos), quatro em cada 10 estudantes;
- O impacto da população universitária no consumo brasileiro é acima de R$ 155,1 bilhões ao ano;
- A maioria dos estudantes (66%) é branca;
- Mais da metade dos estudantes universitários brasileiros precisam de ajuda da família para estudar (54%);
- Um em cada 3 não trabalha e é completamente subsidiado pela família;
- Dos 46% que trabalham 54% atuam em período integral (40 horas por semana ou mais)..

Fontes
Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência.
 

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