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Festival da Criatividade de Cannes ? Um evento avassalador

Não vivemos mais a época em que estudar à exaustão um negócio é garantia de boas ideias. Elas agora moram lá fora, em outros setores, em outras disciplinas, em outras formas de resolver problemas.

Por: | 27/06/2012

bfurtado@aliasite.com.br

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Adorei a definição de Nizan Guanaes em seu artigo "Cannes, 10 anos depois", publicado na Folha de São Paulo, de que "a comunicação é uma medusa, você tem que ter mais do que uma cabeça aberta, tem que ter várias cabeças". O Festival da Criatividade de Cannes, que aconteceu de 17 a 23 de junho, reflete este conceito já que tem muitas camadas e perspectivas. Uma delas são os prêmios nas disciplinas de comunicação, a camada mais visível. Muitas pessoas conseguem ver apenas esta perspectiva, porque foi onde tudo começou e carrega um certo glamour. Os prêmios são importantes para alimentar o universo criativo, mas, como bem pontuou Regina Augusto na cobertura do Meio&Mensagem, o Brasil não precisa construir projetos fictícios para alimentar sua autoestima.

Além da camada dos prêmios e decorrente dela, vem uma outra que é sensacional: a possibilidade de ver trabalhos do mundo todo, multi categorias, multi plataformas e em cada disciplina de Marketing (Design, Relações Públicas, Marketing Digital, Marketing Direto, Branding, Marketing Promocional, Eficácia Criativa, Mobile, Responsabilidade, Mídia impressa, Mídia Outdoor, Filmes, Rádio, Titanium e Marketing Integrado), apresentados no formato: problema, solução, resultado. Se você for ao Festival e ficar a semana toda analisando estes trabalhos, a inspiração será avassaladora.

Uma outra camada são as palestras. Das 09:30 da manhã às 18:30, sem intervalo diga-se de passagem, acontecem pelo menos 4 a 5 palestras simultâneas sobre temas de Marketing, propaganda, plataformas de comunicação, gestão de marcas, cases, conceitos, técnicas,comportamento do consumidor dentre muitos outros, feitas pelos primeiros nomes de gestão de Marketing e marcas, agências, profissionais inspiradores, pensadores provocativos dos mais diferentes contextos podendo ser músicos, atores, grafiteiros, filósofos, jogadores de futebol ou até um ex-presidente norte-americano.

Este é o princípio da criatividade: ela é plural. Se você tiver preconceito e achar que o mundo do Marketing está circunscrito à visão cerimonial de negócios, estará perdendo uma oportunidade rara de criar "novos dinheiros", como bem pontua Gary Gamel, oriundos de uma nova perspectiva sobre o mercado. Não vivemos mais a época em que estudar à exaustão um negócio é garantia de boas ideias. Elas agora moram lá fora, em outros setores, em outras disciplinas, em outras formas de resolver problemas.

Um evento com tantas camadas não comporta uma visão simplista que sintetize uma tendência, uma visão. Há várias. Algumas menores, iniciantes e nem por isso menos importantes. Vou falar de uma delas que se instalou com relevância no Festival da Criatividade: um chamado à Consciência. Em muitos sentidos. Consciência da responsabilidade que temos em função de que nosso trabalho impacta pessoas e meio ambiente e precisamos inseri-lo seriamente em nosso dia a dia. Esteve presente na premiação da Campanha "Back to the Start" com o Grand Prix de Branded Content e também com o Grand Prix em Filmes para a rede mexicana de Fast Food Chipotle (o filme que ilustra este post) criado pela Creative Artists Agency. Ou então no Grand Prix de Promo e também no Grand Prix em Direct (dentre outros) para o  Case "Small Business Day", criado para Amex pela agência Crispin Porter + Bogusky, para fomentar o pequeno comércio no sábado após a Black Friday, evento que marca o início do período natalino no mercado norte-americano mas do qual o pequeno varejista pouco usufruía. Veja o case:

Mas a questão da consciência esteve presente também em muitas palestras como a do filósofo Alain de Botton, que dentre outras coisas provocou a audiência com a reflexão de que estamos atendendo apenas desejos e não as necessidades reais das pessoas com os produtos e serviços que criamos, com os projetos de comunicação, com as abordagens e com o entendimento que temos da sociedade. Ou então a palestra de Bill Clinton, que também instigou o mundo da comunicação e Marketing a trabalhar com propósitos que melhorem o contexto em que vivemos e que iremos legar.

Esteve também presente nos incontáveis trabalhos não premiados e nem por isso menos criativos ou importantes. A comunicação reflete a sociedade em que vivemos, neste sentido, o Festival é uma panorâmica do mundo contemporâneo. Embora não vejamos, ele está mudando para melhor. Não sei onde ouvi esta expressão ou se ela é verdadeira, mas acho a metáfora maravilhosa: "O momento mais escuro da noite é o que antecede a aurora". No nosso dia a dia vemos uma sociedade obscurecida por várias questões, mas se assumirmos nossa parte neste latifúndio, podemos criar um novo dia.

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