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Consumo e Inovação

A relação contemporânea com alimentos

Comportamento

Por: | 17/09/2009

bfurtado@aliasite.com.br

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Em todos os aspectos de nossas vidas, mudamos profundamente nos últimos dez anos. Mudaram nossas ferramentas, nossa infra-estrutura de vida, de lazer e de trabalho e, em conseqüência, mudou nosso pensamento e nossa relação com a vida. E nos descobrimos vivendo na era da ruptura, da descontinuidade e das mudanças abruptas. Mudanças que tornaram os hábitos de consumo contemporâneos voláteis e transitórios.

 

Todas estas transformações ocorreram também na área alimentar, já que alimentação tornou-se uma questão de estilo de vida, que envolve atitudes em relação à vida, crenças e valores. O ponto central deste assunto não é mais nutrição. Este é um debate sobre posições perante a vida. Isto inclui as gerações mais velhas, mas os jovens lideram a visão mais radical. Como em tudo, aliás.

 

As novas gerações destacam, como temas importantes nos próximos anos na área alimentar, procedência e sustentabilidade. Estes assuntos inserem perguntas que precisarão ser respondidas pela indústria e pelo varejo. De onde vem o alimento? Do que é feito? Como os insumos são manipulados? Como os animais foram tratados? O que foi ministrado ao animal? Faz mal para a saúde? Como é feito? Estamos destruindo o planeta para nos alimentar? O tratamento dispensado aos animais é ético? Perguntas desafiadoras, por sinal.

 

E este é um fato.  Estas gerações tornaram-se mais curiosas e exigentes em relação ao assunto que as precedentes. Há 20 anos, o tema alimentação não suscitava acirradas reflexões morais e éticas. Muito menos dos jovens. Por isso, a estas perguntas seguirão muitas outras, progressivamente mais incisivas e críticas. E suas respostas definirão o presente e o futuro de marcas e produtos.

 

Com este espírito, falar de alimentação (ou conceber e comunicar novos lançamentos) e enfatizar apenas os features do produto é limitar o poder influenciador e de envolvimento do assunto. A primeira reflexão sobre estes movimentos é que estamos falando de nichos, cuja relevância ainda está muito distante no horizonte. Este tipo de pensamento faria com que o capitão do Titanic, ao ver o iceberg em tempo de reagir, optasse por mudar o curso quando chegasse mais perto. Não podemos esquecer que agora vivemos em tempos de mudanças abruptas e descontínuas...

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