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HOME I, entrevista com YANN Arthus-Bertrand

Por: | 28/09/2009

stella@slegnani.com.br

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 Fonte termal  quente do Grande  Prismatic, parque nacional de Yellowstone, Wyoming, États-Unis

Como disse WIM WENDERS : « Podemos melhorar as imagens do mundo e assim melhorar o mundo »

Depois da última edição da Première Vision, tão ecológica, bem como da minha implicação pessoal em consumo consciente, resolvi postar a entrevista realizada com os três principais realizadores do projeto HOME: o diretor YANN Arthus-Bertrand, o produtor, Luc Besson e o patrocinador, o presidente do grupo PPR , Francois-Henri Pinault.
Uma conserva com o produtor me esclareceu porque o filme é tocante, feito apenas com imagens aéreas: "Visto do céu, não precisamos muito de explicação". E é exatamente isso. Com um pouco de distância, as percepções podem ser bem reveladoras. Isso serve para a nossa vida, a nossa empresa, a nossa estratégia... Precisamos ter uma visão mais global das coisas. E agora.
Enrevista com YANN Arthus-Bertrand, diretor do filme

Como surgiu a idéia de um longa-metragem?
A idéia surgiu quando eu trouxe Al Gore para a Assembléia Nacional à Paris, para mostrar seu filme - "Uma Verdade Inconveniente ", percebi a que ponto o cinema poderia ser uma grande caixa de ressonância, superior a um programa de televisão. Eu vi a que ponto os espectadores ficaram emocionados, alguns mesmo chegaram às lágrimas. E disse a mim mesmo que um longa metragem seria uma excelente maneira de tocar as pessoas. Isso me parecia também uma progressão natural após a fotografia com o meus livro "A terra vista do céu" e as emissões de TV que faço. Eu notei que ao fotografar a Terra, eu estava falando sobre o homem e essa é mesma lógica que a gente encontra no cinema.
Qual é a mensagem central do filme? 
Este filme é um verdadeiro manifesto. Nosso impacto na Terra é mais forte do que ela pode suportar: nós consumimos demais, e estamos na rota de esgotar todos os seus recursos. Do alto, podemos ver bem onde a Terra esta mais ferida: HOME simplesmente explica os problemas atuais, ao dizer que existe uma solução.
 
O subtítulo do filme poderia ser "É tarde demais para ser pessimista": estamos em uma encruzilhada, decisões importantes devem ser tomadas para mudar o mundo. O que nós dizemos no filme, todo mundo sabe, mas ninguém quer verdadeiramente acreditar. Home é apenas um tijolo na construção deste edifício construído por grupos ambientalistas para dar mais sentido vida e nos fazer concretamente mudar nossa forma de consumir e viver. Isto serve também para a difusão excepcional do filme...
(em 50 países simultaneamente e gratuita, bem como via internet).
 
A idéia de distribuir o filme em um máximo de suportes da mídia, bem como o mais gratuitamente possível veio graças a Patrick de Carolis, que queria investir no filme para a televisão francesa "France Télévision".  
Mas ele me disse que ele só poderia divulgar dois anos após seu lançamento no cinema. Então eu fui ver Luc Besson, e lhe disse que HOME tinha que ser distribuído gratuitamente... Ele disse que era impossível, mas logo foi seduzido pela idéia de um filme que seria lançado em todo o mundo ao mesmo tempo, e acessível a todos.  
Isso nunca foi feito e só foi possível graças à Francois-Henri Pinault, presidente da PPR, que imediatamente aceitou ser parceiro do nosso filme. Para mim, o objetivo principal é que HOME fosse visto, sobretudo pelas pessoas que consomem aqueles que têm um impacto sobre a Terra, com intuito que estes mudassem sua maneira de agir depois de ver o filme.
 
Este é seu primeiro longa-metragem, que é um projeto da magnitude rara. Da produção à montagem, bem como para as filmagens, o Sr se deparou com muitas dificuldades?
Denis Carot, o produtor do « Va, vis et deviens », me foi apresentado por Armand
Amar, um grande amigo e compositor. Ele disse que sim imediatamente, junto com Luc Besson. É então é que as dificuldades apareceram! Quando você recebe tanto dinheiro para fazer um filme inédito como Home - Totalmente rodado em um helicóptero e em alta definição, a responsabilidade é enorme e o stress constante.

Eu gerei tudo por instinto, como sempre, isto é, aprendendo in loco: logo descobrimos que a equipe deveria ser reduzida e o grupo ficou entre o helicóptero, um piloto, um câmera man e um engenheiro.Depois vieram as dificuldades para gerar os aspectos técnicos, relacionadas com a nova câmera que utilizamos, e as condições de rodagem, o clima, as diferentes regras em cada país para sobrevoar, entre outras coisas. Eu também fiz este filme sem um roteiro, apenas com uma única intenção. Eu sabia o que eu queria dizer, mas a narração foi realmente construída gradualmente à medida que as filmagens se desenrolavam. Incluindo a idéia central da Energia: primeiro a energia produzida pelos braços do homem, depois a revolução que chamamos de "bolsas de Sol", o petróleo. É finalmente é um verdadeiro filme de fotógrafo acostumado às dificuldades!
 Como foi a desenvolvida a trilha sonora e os comentários do filme?
O texto era, obviamente, primordial: eu me inspirei muito no trabalho de Lester Brown, o famoso ambientalista americano e seu livro "Etat du Monde". Também colaborou Isabelle Delannoy, com quem eu trabalho há muito tempo. Quanto à música, eu obviamente confiei a Armand Amar, o melhor amigo do mundo e um dos melhores músicos franceses. Ele é também especialista em voz e músicas do mundo, e eu queria essa mistura cultural para o filme.  
Como foi o ritmo de trabalho do filme?
Eu gosto da lentidão e de admirar, então eu queria um filme que toma seu tempo, com doçura, dentro de uma normalidade. E as limitações técnicas relacionadas com o peso do helicóptero e a câmera que usamos nos levou a filmar muitas cenas em câmera lenta, e é isso que eu gosto neste filme: ele é contemplativo. É também um filme que você pode ouvir e meditar: há coisas difíceis de ouvir, neste filme, mas decidi de não fazer concessões.
Por que o nome Home?
A idéia foi de Luc Besson, e logo ela se impôs. É uma forma muito simbólica, já que a ecologia é a ciência da casa...

Home foi realizado com compensação de carbono: o que isso implica?

Todas as emissões de carbono geradas pelo filme foram calculadas e compensados em dinheiro usados para fornecer energia própria e ecológica para aqueles que não a possuem. Faz dez anos, que todo o trabalho que realizo é compensado dessa maneira.

O que você gostaria que o filme despertasse no público?
Além de mudar a sua vida, eu quero que as pessoas comecem a querer a ajudar, a compartilhar com aqueles que não têm. Theodore Monod disse esta frase maravilhosa: "Nós tentamos tudo, exceto o amor." Espero que este filme signifique muito amor.
Amanhã, as duas outras entrevistas, com Luc Besson e Francois-Henri Pinault

 

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Biografia

Stella Pelissari é formada em Moda e Jornalismo, tem pós-graduação em Moda e Comunicação e Mestrado em Management Fashion em Business.

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