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Desafios da carreira

Ser demitido não é o pior que pode acontecer

Por: | 10/06/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Este post é parte de uma série em que os influenciadores do LinkedIn compartilham como transformaram contratempos em sucessos. Leia todas as histórias em inglês aqui.

Ao fazer uma retrospectiva, ser demitido foi uma das melhores coisas que já aconteceram comigo.

Durante o feriado de Natal, eu tirei uma semana extra de folga para trabalhar no meu primeiro livro. Depois de dois anos elaborando e revisando propostas com o nosso agente, minha coautora, Martha Rogers, e eu finalmente conseguimos o acordo da Doubleday de adiantamento sobre o que viria a ser "O Futuro One to One: Como aplicar a teoria de CRM em sua empresa?". O livro apresentaria a nossa visão sobre como a interatividade transformaria completamente a concorrência dos negócios, levando a um novo tipo de marketing baseado em comunicações personalizadas e relacionamentos individuais com clientes.

Eu sei, soa meio óbvio né? Mas, no início dos anos 90, essa era uma ideia bastante revolucionária. As pessoas pensavam em "Marketing interativo" como algo que, quando finalmente chegasse, tornaria possível pressionar um botão do controle remoto para ter um cupom impresso de um produto anunciado na TV. Sério.

De qualquer forma, eu passei quase todo o feriado de Natal debruçado sobre o teclado, digitando um parágrafo aqui, um capítulo quase inteiro lá. Foi emocionante.

Em janeiro, no entanto, chegou o dia em que eu tive que voltar a trabalhar como Presidente da Perkins-Butler Direct Marketing, uma divisão da Chiat/Day/Mojo. Eu temia isso. A Chiat/Day tinha sofrido uma grande reversão financeira durante os últimos meses do ano. Enquanto o nosso próprio pedacinho do negócio estava gerando lucro, eu tinha sido questionado, antes das férias, sobre um plano de corte de funcionários a fim de reduzir custos.

Conforme entrei na sala de conferência para discutir essa terrível tarefa com Bob Wolf, CEO da Chiat/Day, ele me entregou um pedaço de papel e disse que eu deveria ler antes que nossa reunião começasse. Era um press release da assessoria de imprensa da Chiat/Day anunciando a notícia de que Don Peppers, presidente e CEO da Perkins-Butler, havia renunciado ao cargo para perseguir outros interesses, que incluíam escrever um livro.

Lembro-me de perguntar por que isso foi entregue a mim se eu não tinha renunciado. Foi pelo menos um minuto antes de eu realmente perceber que estava sendo demitido. E então meu rosto ficou corado, meu coração disparou, e meu estômago revirou. Eu? EU? Fiquei surpreso. Bob disse que se eu concordasse em assinar a liberação, eu receberia uma indenização de quatro meses, em vez do padrão de seis semanas, e nós teríamos uma reportagem de capa para os nossos clientes. A empresa não queria que soubessem que eu estava sendo convidado a sair. Meu cargo foi eliminado porque tínhamos muitos executivos bem pagos, e ele não seria preenchido depois da minha saída. Em vez disso, a agência de Marketing direto seria consolidada na agência geral.

Demitido. Eu nunca tinha sido demitido. Eu sempre fui promovido. Ser demitido era algo que nem de longe parecia possível para mim. Eu estava tão anestesiado que nem vi o trem passar do ponto no caminho de casa.

No dia seguinte, no entanto, acordei absolutamente extasiado, inexplicavelmente exultante. Agora eu poderia trabalhar no livro o quanto eu quisesse. Tudo o que eu tinha que fazer (e isso era muito) era alimentar a família. Tínhamos dois filhos em casa, e seria muito difícil para minha esposa recomeçar a carreira de produtora de televisão após um intervalo de quatro anos como mãe em tempo integral, mesmo que nós tivéssemos decidido que isto precisava ser feito. Porém, alguns anos antes eu havia tocado a minha própria consultoria freelance de marketing empresarial, antes de ser contratado em tempo integral por um cliente. Eu não tinha medo de visitar clientes, e eu tinha um pacote de indenização de quatro meses para amortecer minha queda (embora já estivéssemos em dívida por cerca de dois meses sem salário, o que estreitou um pouco a pista).

De qualquer forma, eu percebi que, se eu pudesse juntar o suficiente como consultor freelance para sobreviver nos próximos 18 meses ou mais, então o livro sairia e tudo ficaria bem. No final conseguimos, por pouco.

Enquanto isso, Martha e eu tivemos muita sorte também. Mosaic, o primeiro navegador popular, abriu a Web Worldwide para o mercado alguns meses após nosso livro ser publicado e de repente estávamos em alta demanda no mundo todo, por causa de nossos pontos de vista sobre o Marketing interativo. Várias empresas de software, incluindo Broadvision, Pivotal, Chordiant e E.piphany, especificaram suas aplicações baseadas em nossas ideias, e a Inc. Magazine nos colocou em sua capa.

Alguns anos depois, eu fui palestrar na conferência TED, que na época era um evento apenas para convidados, realizado uma vez por ano na Costa Oeste, e definitivamente não televisionado. Minha palestra despertou um debate robusto, e no intervalo fui cercado por uma multidão de pessoas com mais perguntas e comentários. Foi quando vi que meu velho amigo e herói Jay Chiat veio do outro lado da sala para falar comigo. Um homem realmente fantástico e de mente aberta, Jay foi acompanhado de duas ou três pessoas da Chiat/Day (que haviam se recuperado financeiramente). Ele me parabenizou pelo meu sucesso e nós conversamos um pouco sobre os velhos tempos.

Quando ele foi embora, ouvi um de seus assistentes inclinar-se para ele e dizer "Nossa Jay, você conhece todo mundo!".

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