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A geração ?One Page?

O One Page é um formato de relatório que consolida em uma única página o panorama macro, de forma compacta, direcionando como um sumário executivo, simplificando a visão dos resultados de uma operaçã

Por | 01/09/2011

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Por Tatiana Pieper*

Desde a década de 90 revolucionamos o olhar sobre as métricas de gestão dos negócios, anteriormente muito mais voltadas para métricas puramente financeiras. De lá para cá vivenciamos uma era de "virada de chave" no panorama de evolução dos relatórios gerenciais. A área de inteligência da informação vem sendo influenciada por novas funcionalidades, com modernos e detalhados formatos de relatório, múltiplas visões sobre os indicadores, e principalmente novas tecnologias viabilizadoras de processos de coleta, extração e análise de dados em tempo real, a exemplo dos famosos data warehouse e das visões em cubo como diferencial dos sistemas de Business Intelligence (BI).

Líderes de organizações, de unidades de negócios, e em especial aqueles diretamente envolvidos com as áreas de inteligência de informação nas empresas, vem sofrendo com a alavancagem do volume de fontes de dados, pesquisas e estudos sendo gerados. Isso requer não apenas um impulso de investimento em hardware e software, novas ferramentas de análise, capacitação dos profissionais, mas principalmente um olhar crítico sobre a transformação da informação de forma objetiva e assertiva. Nesse contexto surge a geração do ONE PAGE, ou relatório de uma página.

Não há questionamento sobre a dependência dos relatórios gerenciais em projetos de qualquer natureza, duração e segmento de atuação. Seu papel cada vez mais vai além do monitoramento de indicadores de performance de uma operação, mas também vem assumindo importância na visibilidade de negócios, controle de gestão e aproximação da realidade da ponta (PDV, cliente) à organização e líderes da empresa.

O One Page é um formato de relatório que consolida em uma única página o panorama macro, de forma compacta, direcionando como um sumário executivo, simplificando a visão dos resultados de uma operação, programa ou projeto. Tem sido diferencial explorar o design (layout criativo, roteiro, linha mestra) para ativar o canal da percepção visual, chamar e reter a atenção do usuário, além de destacar somente os fatos e insights chave, potencializando o uso da memória de "curto prazo".

A "bola da vez", em se tratando de estado da arte de One Page hoje, vem sendo explorada sobretudo pelos criativos, seja nas agências ou veículos de comunicação, através dos INFOGRÁFICOS. Os infográficos são uma maneira interessante de mostrar uma grande quantidade de dados, como sistemas funcionam ou de explicar idéias de modo divertido. Infográficos são, na verdade, uma maneira de pensar que se torna cada vez mais reconhecida em várias áreas.  Wayne Eckerson compila de forma exemplar em seu livro Performance Dashboards: Measuring, Monitoring and Managing your Business, a existência de três tipos de função dos dashboards de performance:

1. MONITORAMENTO: alertas de resultado abaixo ou acima das metas
2. ANÁLISE: diagnóstico da causa dos problemas, sob múltiplas perspectivas e níveis de detalhe
3. GESTÃO: pessoas e processos para melhorar decisões, otimizar performance e liderar a organização na direção correta

E ainda destaca que as estruturas dos dashboards se apresentam em 3 camadas:
:: visão gráfica das métricas
:: visão multidimensional
:: visão operacional ou detalhada

Os relatórios One Page se posicionam no primeiro nível, cujo foco é a conversão de informações críticas, num olhar rápido, utilizando dados relevantes e atuais, normalmente com recursos gráficos. O importante é viabilizar ações sendo tomadas, auxiliando os gestores no ganho de agilidade, otimizando seu tempo e performance e alcançando os objetivos estratégicos ou táticos.

Algumas questões são essenciais endereçar no processo de estruturação dos dados para garantir efetividade e eficiência do One Page, dentre elas estão: manter os dados em uma única página (interpretação rápida); garantir a acuracidade dos dados apresentados; fixar foco nos indicadores-chave (relevância); organizar a informação de forma lógica, da visão macro (consolidada) para a micro (detalhada); ativar a leitura desejada, usando o gráfico apropriado de acordo com o tipo de análise; explorar funcionalidades-chave para melhor navegação (filtros para quebrar tópicos ou visões); prever tendências como termômetro de evolução; estimular os desafios (ex: simulação em rankings, que normalmente gera "competição" interna), e promover uma experiência de percepção visual convidativa e específica para o objetivo do relatório.

Muito além da busca por garantir a adequada anatomia das informações, visibilidade de resultados que sejam relevantes, apresentados de forma concisa e consistente para tomada de decisão, no entanto, se encontra o maior desafio dos líderes em disseminar e ativar o uso real e consistente dos One Pages, que sem dúvida tem muito a contribuir no modelo de gestão dos negócios e chegaram para ficar.

* Tatiana Pieper é Diretora de Planejamento Estratégico da iTrade MKT Intelligence.

Por: Tatiana Pieper




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