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Cooperativa de Varejo

Novas estratégias comerciais frente ao número cada vez maior de fusões e aquisições no mercado brasileiro

Por | 19/04/2011

pauta@mundodomarketing.com.br

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Por Stivi Zanquim*

Em tempos de globalização, a concorrência acirrada obriga as empresas a se adaptarem ao novo cenário mundial. De olho em mercados mais promissores, empresas de grande porte apostam na estratégia das fusões e aquisições como forma de reestruturação ou ingresso em novos mercados, objetivando alcançar maior participação e melhor poder de competitividade.

O ano de 2010, de acordo com dados da empresa de auditoria e consultoria PricewaterhouseCoopers, registrou cerca de 787 transações envolvendo fusões e aquisições no Brasil. Um volume 22% maior em relação ao mesmo período do ano de 2009, sendo um recorde histórico para o período.

Considerando apenas as 273 transações que tiveram seus valores divulgados, o valor total do montante é de US$ 63,6 bilhões. Os setores com maior representatividade são os de Mineração, Químico/Petroquímico, Financeiro, Alimento/Bebidas, Saúde, Construção e Serviços Imobiliários, Tecnologia da Informação - TI, Logística e Educação.

Ainda de acordo com os dados divulgados pela PricewaterhouseCoopers, o grupo Hypermarcas, uma das maiores companhias de bens de consumo com capital de origem brasileira e hoje o maior e mais diversificado portfólio de marcas nos setores de medicamentos, beleza e higiene pessoal, alimentos e higiene e limpeza, realizou nove transações no ano de 2010, totalizando US$ 2,02 bilhões.

No setor de varejo, também podemos citar uma das maiores empresas do Brasil, o Magazine Luiza, adquiriu a rede de varejo nordestina Lojas Maia, pelo valor de R$ 290 milhões. Sediada na Paraíba, a Lojas Maia tem cerca de 150 lojas nos nove Estados do Nordeste e faturou R$ 500 milhões no ano de 2009.

No setor de construção, as varejistas Casa Show, do Rio de Janeiro, e TendTudo, presente em seis estados do país, assinaram uma fusão, dando origem à holding BR Home Centers. As empresas possuem juntas 18 lojas, 1.500 funcionários e um faturamento anual estimado em R$ 500 milhões.

Os processos de Fusões e Aquisições estão a cada ano com maior representatividade no Brasil e no mundo porque são as estratégias mais práticas de alavancagem e crescimento para grandes conglomerados de empresas. Entretanto, do ponto de vista do pequeno varejista, o crescente aparecimento de grandes empresas provenientes dos processos de fusões e aquisições acarreta uma concorrência desleal, pois assumem uma posição dominante ou até mesmo monopolista.

O aumento considerável de fusões e aquisições e o aparecimento de grandes empresas exigem cada vez mais que os pequenos e médios varejistas se unam. Em alguns países, como os Estados Unidos e Inglaterra, uma das formas mais rentáveis encontradas pelas pequenas e médias empresas para combater a alta concorrência e os abusos das grandes corporações varejistas é a criação ou associação a organizações cooperativas de varejo.

De acordo com a teoria de Kotler e Keller (2006), estes são os principais tipos de varejo corporativo:

:: Rede corporativa são dois ou mais pontos-de-venda de propriedade da mesma empresa e sob seu controle, empregando um sistema central de compras e de exposição e vendendo linhas similares de mercadorias. Seu tamanho permite que comprem grandes quantidades de mercadorias a preços mais baixos e ganhem economias em promoções.

:: Rede voluntária são grupos de varejistas independentes patrocinados por um atacadista que se dedicam à compra de grandes volumes e ao merchandising conjunto.

:: Cooperativa de varejo são grupos de varejistas independentes que estabelecem uma organização central de compras e realizam esforços conjuntos de promoção e vendas.

:: Cooperativa de consumidores são empresas de varejo de propriedade de seus clientes. Nas cooperativas de consumidores, os membros contribuem com dinheiro para abrir sua própria loja, votam suas políticas, elegem um grupo para gerenciá-la e recebem dividendos com base em seus níveis de compra.

:: Organizações de franquia são baseadas em um produto ou serviço singular; em um método de fazer negócios; ou em marca registrada, clientela ou reputação que o franqueador desenvolveu.

:: Conglomerado de comercialização são corporações que se formam livremente e que combinam várias linhas diversificadas de varejo, sob uma propriedade central, além de manterem certa integração em termos de administração, comercialização e distribuição.

As organizações corporativas de varejo conseguem preços reduzidos por compra em maior quantidade, maiores prazos, status de maior porte e maior reconhecimento, maior poder de compra e barganha entre os fornecedores. Em geral, o varejo no Brasil é composto por empresas familiares. Nesse sentido, um exemplo prático pode ser citado:

Três lojas do comércio varejista de materiais de construção estão localizadas em pontos diferentes em uma cidade do interior de São Paulo. A cada ano elas observam uma queda considerável de consumidores, aumento de preços dos produtos e o fortalecimento das grandes redes. O cenário deixa claro para os proprietários que os pequenos e médios varejistas não conseguem competir, quando o concorrente pode oferece menor preço, diversidade de produtos, melhor localização e distribuição.

No entanto, as três lojas podem estabelecer uma nova estratégia e ligar-se a uma rede de cooperativa ou aliar-se entre si como alianças ou parcerias. Unidas podem administrar e comercializar seus produtos de forma mais lucrativa. Sozinhas, elas comprariam um número menor de sistemas de encanamento, por exemplo. Unidas, podem obter um maior volume de compras e assim, barganhar um preço melhor. Podem também unir seus esforços para a melhoria de dificuldades apresentadas nos canais de distribuição e promoção. Desta forma, podem tornar-se mais competitivas frente às grandes redes corporativas.

No Brasil existem cooperativas em 13 setores da economia. Todas representadas nacionalmente pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e pelas organizações estaduais (Oces). De acordo com a OCB, além de responsável pela promoção, fomento e defesa do sistema cooperativista, em todas as instâncias políticas e institucionais, a organização também é responsável pela preservação, aprimoramento, incentivo e orientação das sociedades cooperativas.

 A parceria de pequenos e médios varejistas em um sistema de cooperativa pode construir uma nova instituição virtual muito mais forte e competitiva. Entretanto, alguns fatores como o desempenho e diferenciação de sua rede de distribuição, serviço e preços devem ser monitorados continuamente, além do nível de empatia e sinergia entre as empresas parceiras.

* Stivi Zanquim é Pós-graduando no Programa de Especialização em Publicidade e Mercado da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/ USP). Graduado em Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie. É consultor de Marketing, Pesquisa e Mídia. stivizanquim@gmail.com

Por: Stivi Zanquim

Stivi Zanquim é Pós-graduando no Programa de Especialização em Publicidade e Mercado da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/ USP). Graduado em Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie. É consultor de Marketing, Pesquisa e Mídia. stivizanquim@gmail.com


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