Artigos

Publicidade
Publicidade
Promoção e Eventos

Coronavírus: quais mudanças podem mudar o Trade para sempre?

Foram tantas mudanças em tão pouco tempo, que ainda é difícil prever como será o “novo normal” que tanto ouvimos por aí

Por Stenio Souza - 28/05/2020

A pandemia do novo Covid-19 chegou de maneira tão avassaladora e rápida, que não houve brecha para adaptações prévias, apenas para a reinvenção. Em um piscar de olhos milhões de pessoas no mundo todo estavam trancadas em casa, com comércios fechados e milhares de desempregados. Foram tantas mudanças em tão pouco tempo, que ainda é difícil prever como será o “novo normal” que tanto ouvimos por aí.

Com a mesma velocidade começamos a encarar uma realidade que até então não era nossa: ficar praticamente o tempo todo dentro de casa, muitos trabalhos viraram home office, estabelecimentos essenciais fazendo o controle de pessoas no seu interior, uso de máscara e higienização constante das mãos agora são parte da nova rotina de milhões de indivíduos globalmente.

Quando olhamos para o varejo, vemos que toda a cadeia de distribuição e consumo foram muito impactadas pela pandemia, o que fez com que o mercado de trade sofresse as consequências diretas deste momento. As restrições físicas e de contato nos forçaram a buscar alternativas que permitam a continuidade dos serviços e do suporte as marcas e parceiros.

Nesse contexto, a digitalização foi um dos caminhos que algumas empresas estão adotando como, por exemplo, trabalho remoto de promotores e investimento em influenciadores e embaixadores para continuar ganhando a atenção do público. Essa intensificação das redes sociais como o principal canal de contato entre marcas e consumidores está ganhando ainda mais relevância do que antes da pandemia.

De uma forma geral, o canal online vem se destacando e instaurando quase que forçadamente um omnichannel em todos os mercados que, obrigatoriamente, precisam aumentar os pontos de contato com os consumidores e buscar a diminuição da fricção no processo de consumo. Com isso, o shopper também é obrigado a passar por um processo de adequação às práticas que antes não eram preferidas, como a compra online ou drive thru nos estabelecimentos.

Como sempre, momentos de crise representam grandes desafios para parte dos players, como a indústria, empresas de lazer/turismo e automotivos, por exemplo, mas também oportunidades para outra gama de atuações que seguem conseguindo alcançar as metas de vendas e até aumentar as projeções. Um bom exemplo aqui são as empresas fabricantes de notebooks, que foram muito mais procurados por conta da grande adesão ao home office e também as que atuam com entrega, como iFood e Rappi, que estão “salvando a pele” de muitas pessoas que não podem sair de casa.

Ainda é muito prematuro apontar ou definir com certeza como será o mundo pós-pandêmico. Olhando para todo o contexto, na minha opinião, algumas das modificações nos padrões que conhecíamos irão perdurar por bastante tempo como as precauções com higiene e saúde e os novos hábitos de consumo.

Mesmo quando todos os comércios físicos voltarem a funcionar normalmente, o consumidor já estará acostumado com a praticidade e comodidade da compra online.

O digital rompeu uma grande barreira com a chegada da pandemia. Quem imaginava antes disso tudo fazer a compra de um carro remotamente, sem ir até uma concessionária para vê-lo? Ou ainda realizar uma festa infantil online, inclusive com entretenimento virtual?

A grande questão para a atuação de trade marketing é que precisamos entender que se não nos ressignificarmos para atuarmos com cada vez mais inteligência em qualquer que seja o ponto de contato com o consumidor nosso mercado será forçadamente ressignificado. E a diferença entre essas duas situações está em quem define o nosso valor.

Nesse momento de profundos aprendizados precisamos desconstruir padrões e reconstruí-los usando a criatividade e a responsabilidade social como base para encontrar soluções rápidas e eficientes para o mercado de trade e também para a sociedade como um todo, que está se reinventando junto com todos nós.

Por: Stenio Souza

CEO da iTrade Smollan