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Quais os perfis que podem consumir seu vídeo na web?

Segundo a Cisco, o Brasil é o segundo país do mundo com maior número de visualizações em plataformas de vídeos, com mais de 11 bilhões de views e cerca de 96% de usuários

Por Simone Cyrineu - 20/02/2020

Segundo a Cisco, o Brasil é o segundo país do mundo com maior número de visualizações em plataformas de vídeos, com mais de 11 bilhões de views e cerca de 96% de usuários na web que consomem vídeo. 

E você, sabe como usar os vídeos a favor do seu negócio?

Falar em presença digital parece que é tema já batido, mas é importante lembrar que os algoritmos favorecem o uso do vídeo, que faz o público permanecer conectado com a sua página ou rede social - contribuindo inclusive para sua presença nos sistemas de buscas.

Em uma pesquisa da Syndacast realizada com profissionais de marketing ao redor do mundo, 52% deles afirmaram que produzir conteúdo em vídeo garante a melhor taxa de ROI. Para estes, que já sabem o poder do vídeo em uma estratégia de comunicação, basta afinar a produção com o que de fato o seu público-alvo está consumido para ser cada vez mais assertivo. 

Mas e os 48% que ainda não produzem conteúdo em vídeo e, portanto, não conseguem avaliar o retorno do investimento em uma produção de qualidade?

Embora já tenhamos soluções de vídeo-produto disponíveis do mercado, com preços e prazos previsíveis, de nada vai adiantar este investimento se você não pensar de verdade no seu público-alvo e por onde você vai escoar e capilarizar este vídeo para chegar aos canais em que seu cliente está conectado. Se já tiver isso em mãos, é uma estratégia certeira.

Atualmente, temos três principais públicos que consomem vídeos online:

O primeiro confirma o uso intenso das redes sociais: cerca de 70% da população mundial tem pelo menos uma conta em alguma das principias ferramentas como Instagram, LinkedIn, Facebook ou TikTok. Ou seja, conectar sua empresa nas redes sociais pode ser essencial para o seu negócio hoje em dia, desde que você saiba em quais dessas redes está seu público. 

Uma vez feito isso, é fundamental adaptar o tipo de produção ao tipo de rede em que o conteúdo será publicado e você pode planejar isso desde o briefing com seu parceiro de conteúdo em vídeo. Um exemplo clássico é o Instagram, que possui nada mais nada menos do que 3 formatos de aplicações diferentes: square (o famoso e tradicional quadrado 1:1), landscape (imagens na horizontal em 16:9) e portrait (os queridinhos verticais no formato 9:16).

Você até pode pegar um vídeo que foi feito em outro formato e publicar de forma adaptada, mas o algoritmo – que é um ser exigente – não gosta e não favorece sua distribuição nesses casos. Então, sua outra opção é planejar e produzir o conteúdo pensando em 3 entregas simultâneas nos formatos que citei acima: square, landscape e portrait. Dá para tudo isso ser derivado de uma mesma produção? Dá, sim. Mas antes você tem que se perguntar: o meu público alvo está no stories? Faz sentido esta produção na vertical em 9:16? Se você não souber estas respostas não é o vídeo que não funciona, é sua estratégia de social que está equivocada.

Outro público é aquele que consome informações diariamente. São aquelas pessoas que querem ler notícias, tirar dúvidas e consultar dados. Por isso, é muito importante ter um canal de comunicação que entregue essas informações ao público, com objetividade e qualidade.

E não necessariamente, este segundo público está nas redes sociais tradicionais. Você pode ter uma página própria onde posta seus vídeos com conteúdos mais densos e atrair o tráfego para lá. Lembre-se de prestar atenção no movimento fortíssimo de transformação das marcas que passam a ser seus próprios publishers. Se vale fazer uma aposta aqui, é de que a comunicação corporativa será uma grande fonte de entretenimento. 

Por último, mas não menos importante, por incrível que pareça, os acessos ao e-mail continuam extremamente populares, ainda que aplicativos e plataformas de mensagens instantâneas tenham surgido para otimizar o serviço. Vídeos curtos veiculados diretamente nos e-mails e principalmente com aplicação de legenda têm resultados muito eficientes nas campanhas de email.

Segundo dados da TrendReport, incluir a palavra “vídeo” no assunto do seu email aumenta sua taxa de clique e abertura em 7% a 13%. Mas não vale ter a palavra vídeo no assunto e não ter um vídeo embedado no email. Para completar o sucesso dos vídeos por email, a Vidyard afirma que emails sem videos possuem uma taxa de cliques média de 6,7%, enquanto que campanhas com vídeo chegam a 10,3% (aumento de 54%).

Mas estamos em 2020 e, claro, temos um perfil bônus que consome um volume muito grande de vídeos. Sabe onde? Nos grupos de WhatsApp. A versão business da ferramenta e os novos features de compra e respostas automáticas estão deixando a interação mobile corporativa muito mais sofisticada. Não podemos subestimar este canal. É a entrega de conteúdo em vídeo direto na palma da mão do seu público, 24x7.

Sendo assim, é preciso pensar com cuidado em cada uma dessas vertentes para descobrir como trabalhar melhor os vídeos na internet, de forma que faça sentido não só para sua marca, mas para o contexto de consumo deste conteúdo pelo seu público alvo.

Faz sentido um vídeo cheio de memes, stickers e emojis para sua marca? Pode ser que sim ou que não. Mas mais do que isso, faz sentido um vídeo nestes mesmos moldes postado no LinkedIn? 

Não existe uma resposta certa: há estratégias bem feitas e pleno conhecimento não só de público-alvo, mas também de canais e janelas de veiculação. Não subestime o poder dos vídeos, use-o a favor do seu negócio e da sua carreira. 

Por: Simone Cyrineu

CEO e fundadora da thanks for sharing