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Design de embalagem: guia de como NÃO contratar

Envolver a área de Marketing não é suficiente. A equipe comercial, a engenharia, qualidade e o industrial devem estar diretamente ligados ou representados no projeto

Por | 03/08/2010

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Por Roger Rieger*

O sucesso na contratação de serviços de design de embalagem depende de muitos fatores para que o trabalho seja desenvolvido com qualidade, rapidez e eficiência. O primeiro passo é saber o que se quer. Se isto não está claro, e muitas incertezas pairam sobre esta definição, parta para outra estratégia que pode ajudar no direcionamento do desenvolvimento. Repita o mantra: se não sabe o que quer, tenha certeza do que não quer. A incerteza só conduz os projetos por caminhos penosos, longos e CAROS. Ao diminuirmos o número de variáveis, aumentamos a chance de ir na direção certa.

O próximo passo é a escolha do fornecedor. Para que o investimento em design seja efetivo, e possa oferecer o retorno esperado, a escolha não precisa ser pela maior empresa, pela mais famosa e nem pela mais barata. Deve-se identificar uma empresa que ofereça experiência nos fundamentos do design, que possua um portfólio consistente e principalmente que ofereça segurança ao seu investimento.

Isto resolvido, o próximo passo é o pedido, onde cuidado e disciplina são fundamentais. As variáveis que compõem o briefing de um projeto de design de embalagem devem ser muito bem fundamentadas. O direcionamento e nível de inovação pretendido devem estar claros. Lembrando que quanto maior a inovação, maior a dependência de mudanças e investimentos industriais.

Objetivos comerciais e de Marketing devem ser informados para estabelecer os parâmetros da linguagem criativa que será adotada pelo design. Principalmente se você quer realmente atender aos anseios do consumidor alvo do produto. Integração com outros departamentos da empresa é importante para oferecer coerência à criação. Como elemento integrador, o design deve ter acesso a todos os fatores relacionados ao produto. Envolver a área de Marketing não é suficiente. A equipe comercial, a engenharia, qualidade e o industrial devem estar diretamente ligados ou representados no projeto.

Lembre-se: a propaganda passa, mas o design fica. Um projeto consistente demanda tempo, e a agência de design vai estabelecer um cronograma viável. Respeite, ou pague pela pressa. Escolha pagar antes, para não custar caro depois.

A aprovação deve, sempre que possível, ser feita por quem demanda o projeto. Quem pede ou "brifa" deve ser responsável pela aprovação. Quanto maior a empresa, maiores as chances de existir desalinhamento de opiniões entre os coordenadores, gerentes e diretores. Garantir que o retorno do investimento, no desenvolvimento de um produto que é a cara da empresa, o embaixador da marca, deve ser tratado com seriedade. O sim ou o não deve vir de quem tem acesso à informação e o poder de decisão.

Atendendo a todas essas premissas, com objetivo de diminuir o risco, ainda assim pode dar errado. O risco faz parte do jogo. Se não atender, não corra riscos, facilite e não contrate.

* Roger Rieger é Diretor da Komm:: Design Strategy e membro do Comitê de Design da ABRE - Associação Brasileira de Embalagem.

Por: Roger Rieger




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