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Matem o Analista de Mídias Sociais!

A maturidade dos negócios, das tecnologias e dos profissionais leva a uma exigência cada vez maior. E ninguém pode ser mais exigente do que nós mesmos. Essa exigência passa pelo entendimento do negócio.

Por | 28/05/2012

pauta@mundodomarketing.com.br

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Em 2008 fizemos uma série de palestras em universidades. O objetivo? Promover as características, exigências e habilidades de uma nova profissão, o Analista de Mídias Sociais. O Analista não foi criação nossa, mas tivemos contribuição no fortalecimento dessa figura. O Analista foi o coração das agências de mídias sociais; foi tema de eventos, congressos, simpósios.

O Analista representou toda uma geração que descobriu ser possível unir lazer e trabalho de uma forma única. O Analista foi a entrada no mercado de trabalho da geração que, aos cinco anos, sabia operar o aparelho de DVD da casa ante o olhar perplexo dos pais.

O Analista é a personificação da indústria de redes sociais. Por isso mesmo, ele precisa morrer. Matar o Analista de Mídias Sociais é um passo importante e necessário para o amadurecimento do mercado. É um rito de passagem fundamental para entrarmos no mundo dos negócios sociais, do Social Business, ou de como você quiser chamar esse cenário que se impõe.

A maturidade dos negócios, das tecnologias e dos profissionais leva a uma exigência cada vez maior. E ninguém pode ser mais exigente do que nós mesmos. Essa exigência passa pelo entendimento do negócio. Temos a nosso dispor as metodologias, ferramentas e recursos para medir os resultados do que fazemos por métricas de negócios. Temos como tratar os indicadores digitais pelo valor que geram, seja intrínseco ou indireto.

Não podemos nos deixar cegar pela paixão aos indicadores técnicos. E nisso começa um dos problemas do analista, que por definição é um apaixonado pelas redes sociais. Apaixonado a ponto de perceber valor em algo que, isoladamente, não vale nada. Um curtir? Uma réplica no Twitter? Uma comunidade no Orkut?

Chega de acreditar - como pensávamos na Bolha da Internet - que estamos construindo um mundo novo, do zero, onde nada das antigas regras se aplicam. Evoluir aceleradamente é diferente de reinventar ou de viver uma revolução. É sábio saber reciclar, aproveitar, reinterpretar ao invés de reescrever a História do zero.

Chega de tentar convencer o cliente do valor de um clique. Vamos conectar os cliques ao que o cliente consegue mensurar em seu Excel ou ERP. Para isso, precisamos que cada um saiba sua responsabilidade.

Nisso, chegamos ao maior motivo de deixarmos para trás o Analista de Mídias Sociais. Por essência, também, o Analista é multitarefa e multidisciplinar. É genérico em um desafio que demanda especialistas. O Analista é aquela figura que pensa e executa a presença de uma empresa nos meios digitais. Ele planeja, escreve, interage, monitora, mensura e se precisar ainda faz o café.

Não haverá amadurecimento ou evolução se nos prendermos a isso. Os profissionais de métricas, monitoramento e Business Intelligence há tempos já se separaram desse perfil genérico. Mas o mesmo precisa ser feito com quem planeja e cria para meios interativos e sociais. Para quem faz a gestão de comunidades. Para quem produz conteúdo.

Na Agência Frog, optamos por dividir os antigos analistas conforme especialidades e demanda: um grupo de Social Planners, os Planejamentos Sociais; e um grupo de Comunidade e Engajamento, além dos profissionais de Métricas e de Insights e Pesquisa. Isso vale para coordenações e níveis mais avançados.

Com isso, deixamos de ter Analistas de Mídias Sociais. Com isso, reforçamos nosso compromisso em explorar as fronteiras da mídia digital para produzir não fãs, curtidas ou postagens. Mas para produzir resultado, seja ele qual for.

O Analista se juntará ao Webmaster no Museu das Grandes Profissões que se Foram. Lembram do Webmaster? Nos anos 90, era o cara responsável por construir e manter os sites que pipocavam mundo afora. Nos anos seguintes, ele deu origem a uma gama de profissões, como WebDesigners, Arquitetos de Informação, Analistas de Usabilidade, Redatores, Programadores Frontend, Programadores Backend, Diretores de Arte etc etc. E muitas dessas já estão mudando de perfil também.

Por isso, não há motivo para lágrimas. É uma morte pelo bem da ciência. Descanse em paz, Analista.

Por: Roberto Cassano

Diretor de Planejamento e Estratégia da Agência Frog, blogueiro e professor da Fundação Getulio Vargas, Facha e Casa do Saber


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