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Educação (alimentar) se aprende em casa

Alimentação dos pais, condições socioeconômicas, influência da mídia e alimentação em grupo, como na escola, tem grande poder na formação dos hábitos alimentares na inf&acir

Por | 05/03/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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O clássico "olha o aviãozinho" já não é mais suficiente para garantir que as crianças comam alguns alimentos importantes para o seu desenvolvimento. No documentário "Muito além do peso", podemos ver o aumento de uma doença preocupante pelo mundo, a obesidade infantil. No filme, as crianças são apresentadas a frutas e verduras e não sabem seus nomes. Outras já as descartam apenas ao vê-las no prato. A opção dos pequeninos fica sempre por conta dos alimentos que apresentam mais gordura e açucares.

É sabido que a alimentação dos pais, o comportamento do cuidador, as condições socioeconômicas, a influência da mídia e a alimentação em grupo, como na escola, tem grande poder na formação dos hábitos alimentares na infância. Aí é que entra a responsabilidade dos adultos. Se os pais mantêm a regularidade de uma alimentação equilibrada em casa, tendo à mesa produtos frescos, por exemplo, as crianças estarão desenvolvendo a consciência do que consomem e aprenderão a gerenciar melhor o que comem e, desse modo, estarão menos suscetíveis a outros agentes influenciadores, não precisando, no entanto, ter uma alimentação restritiva, mas, sim, equilibrada. Nessa fase da vida, os pais são o grande exemplo. Quando a criança vê seus pais se alimentando de forma desiquilibrada, isso a encoraja a ter o mesmo comportamento.

Outros fatores têm seu peso nessa formação. As companhias que produzem alimentos infantis devem se preocupar com a qualidade nutricional de seus produtos. As empresas precisam adotar diversas medidas nos mercados em que atuam para incentivar os consumidores a um estilo de vida mais saudável. Não significa, necessariamente, cortar produtos de suas linhas, mas criar alternativas de consumos mais saudáveis e com mais sabor.

No setor de alimentação, por exemplo, uma das iniciativas deve ser oferecer às crianças alimentos e bebidas cada vez mais nutritivos, bem como incentivar a prática regular de atividades físicas. As redes de alimentação precisam entender isso e, por meio de ações de educação alimentar, oferecer, da criança ao adulto, opções que gerem equilíbrio, sem inibir o direito da escolha dos pais, que são responsáveis pela educação alimentar da criança.

A publicidade desses itens deve dialogar com adultos, que incentivam a alimentação das crianças, e satisfazer critérios nutricionais específicos, estabelecidos na orientação de especialistas. Desse modo, as companhias devem promover, no contexto de seu material publicitário e promocional, sempre que possível, mensagens educativas de práticas e hábitos saudáveis, tais como a adoção de alimentação balanceada, ou ainda, a realização de atividades físicas. O objetivo é criar lembranças positivas na medida que incentivamos hábitos saudáveis, por exemplo, diversão em comer bem.

Um prato equilibrado e com todos os nutrientes necessários para a criança é gostoso, mas, para se tornar atrativo, a apresentação precisa ser lúdica. Tenho certeza que o filho terá uma alimentação melhor se os pais levarem-no a restaurantes que oferecem pratos que promovam a boa alimentação. Um lugar com espaço infantil, alegre e um bom exemplo de refeição na companhia dos mais velhos, contribuirão para que a criança tenha mais vontade de consumir os alimentos corretos e, nesse contexto, a indústria se torna aliada dos pais na educação dos filhos.

É imprescindível que todos se conscientizem de que a criança está formando suas opiniões e que bons incentivos contribuem para esse processo. As empresas, os pais e a sociedade precisam liderar essas mudanças de comportamento e mostrar hábitos mais saudáveis e de boa qualidade, priorizando acima de tudo, o equilíbrio.

Por: Ricardo Guerra

Diretor de Marketing do Giraffas


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