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Como implementar a cultura da inovação?

De onde vêm as boas ideias? A inovação se aprende e pode, sim, ser implementada na prática. Mais do que um processo, as empresas devem buscar uma cultura de inovação

Por | 05/08/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Na escala evolucionária, a capacidade de pensar e buscar sempre ideias melhores trouxe a humanidade ao grau de evolução que nos encontramos hoje. É da natureza humana a inquietude, querer ir atrás de novas soluções, olhar problemas sob diferentes perspectivas e provocar-se a pensar em coisas totalmente fora do padrão.

O que observamos atualmente no contexto da nossa sociedade, contudo, é a constante e desenfreada corrida das empresas para ver quem tem a melhor ideia antes. Criamos o culto à inovação. O que poucos param para pensar é de onde vêm as boas ideias?

Steven Johnson, estudioso sobre o assunto, se fez essa pergunta e descobriu padrões interessantes que podem ajudar na busca pela tal criatividade. Ele afirma que as ideias revolucionárias quase nunca surgem em um surto repentino de inspiração. As ideias mais importantes levam muito tempo para evoluir e amadurecem apenas depois de um período de incubação. Muitas vezes as pessoas têm apenas metade de uma ideia e precisam colidir com outras para que se forme o panorama maior que vai dar forma a uma grande ideia totalmente pronta.

Pensando dessa forma, entendi que precisamos criar sistemas que permitam que esses palpites se unam e se tornem algo maior. Como sócio e fundador da B2, por muito tempo esses estudos ficaram fervilhando em minha cabeça sem muita certeza do que eu poderia fazer com eles. Como implementar a inovação contínua dentro da nossa empresa?

Foi aí que surgiu a oportunidade, por meio da Endeavor, de fazer um curso sobre o assunto, com grandes profissionais do mercado brasileiro e internacional, com direito a uma visita a empresas do Vale do Silício e aulas práticas nas universidades de Babson (Boston) e Stanford (Palo Alto).

A principal ideia defendida pelos maiores experts do mundo é simples: inovação se aprende e pode, sim, ser implementada na prática. Mais do que um processo, as empresas devem buscar uma cultura de inovação.

Nós estamos presos em um sistema que nos ensina que errar é a pior coisa que pode acontecer, mas ao chegar no Vale do Silício o choque de realidade foi grande ao constatar que lá eles pregam que o grande legado a se implementar nas empresas é a agilidade com que devemos errar para poder acertar cada vez mais rápido. A educação tradicional e o ambiente corporativo vão moldando e podando a nossa liberdade criativa, mas a verdade é que se você não estiver preparado para perder, nunca vai fazer algo completamente original.

O Vale segue à risca o modelo de trabalho que Johnson prega, no qual se criem ambientes inspiradores e lúdicos que incentivam a colisão de ideias, tanto em salas de reuniões, em áreas para descanso, ou pequenos momentos no dia-a-dia. Como empreendedor eu dava pouca importância a esse tipo de dinâmicas e interações, mas após as aulas práticas em Stanford me tornei um dos maiores multiplicadores e defensores de exercícios criativos.

Uma das frases mais marcantes que ouvi em uma palestra foi uma menção a Steve Jobs que, quando perguntado sobre quanto tempo deveria ser gasto em inovação, respondeu algo inesperado: devemos procurar gastar 5% de nosso tempo em inovação e 95% em execução.

Procuramos seguir esse pensamento na B2, e para começar a por em prática a cultura da inovação tivemos que começar pela área de recrutamento de pessoas. É importante buscar sempre colaboradores que possam ser melhores do que você, só assim a perenidade do negócio estará garantida. Ainda hoje Larry Page, fundador do Google, participa do recrutamento dos colaboradores do Googleplex, sede da empresa no Vale, e garante que é importante recrutar devagar e desligar rápido para manter o melhor time.

Gestores e líderes são peças fundamentais no sucesso de uma empresa e ajudam a manter viva a cultura da organização, dando exemplos e difundindo os valores. Eles são peças fundamentais para manter uma cultura de inovação. Hoje acreditamos em aprender fazendo. Pude ver na prática que uma pessoa com atitude vale mais do que uma com conhecimento, porque quem tem atitude vai lá e aprende. Cabe aos empreendedores e pessoas que tocam seus negócios proporcionar o ambiente apropriado para o correto desenvolvimento das melhores capacidades de cada colaborador.

Inovação

Por: Ricardo Buckup

Sócio Diretor da B2


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