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Sustentabilidade muito além de Marketing

Passamos a consumir com responsabilidade, nos preocupando com as escolhas de produtos e simpatizando com empresas engajadas com a Responsabilidade Social e a Ambiental

Por | 13/01/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Há muito tempo estamos ouvindo falar da tão famosa "sociedade de consumo" e, cada vez mais, um novo significado no que diz respeito às compras vem surgindo diante deste termo.

Se antes vivíamos em uma sociedade pautada pelo descartável, caracterizada pelo desejo socialmente expandido da aquisição "do supérfluo" e do excedente, atualmente, cada vez mais, passamos a consumir com responsabilidade, nos preocupando com as escolhas de produtos e simpatizando com empresas engajadas com a Responsabilidade Social e a Ambiental.

Claro, diante deste cenário, o termo sustentabilidade ainda fica um tanto quanto obscuro dentro das corporações. Como já afirmou Andrew Savitz, ex-chefe da prática de Sustentabilidade Pricewaterhouse Cooper de Serviços de Negócios e autor do livro "O Triple Bottom Line", ser sustentável não é ser bonzinho. Para ele, ser sustentável é conduzir os negócios de modo a gerar naturalmente um fluxo de benefícios para todos os envolvidos.

Lembro-me de ler que Savitz chegou a dizer que as empresas de fato sustentáveis não precisam emitir cheques para instituições de caridade ou como "retribuição" à população local, pois suas operações diárias enriquecem a comunidade, em vez de exaurir os seus recursos.

Entretanto, no Marketing, não basta uma marca adotar uma atitude socialmente responsável, é preciso fazer com que o consumidor acredite nesta ação. E mais: é preciso consolidar esta imagem.

Pesquisas mostram que quando ligadas a causas ambientais e/ou sociais, as empresas ganham maior visibilidade na mídia e, desta forma, atraem cada vez mais clientes conscientes. Talvez, por isso, esta seja uma preocupação crescente entre os empresários.

Mas, infelizmente, em 2015, apenas uma empresa brasileira apareceu no ranking das 100 companhias mais sustentáveis do mundo, editado pela "Corporate Knights", publicação especializada do Canadá.

Vale mencionar que este ranking leva em conta 12 critérios: produtividade energética, emissões de carbono, uso da água, produção de lixo, capacidade de inovação, tributos pagos, relação entre salários do principal executivo e dos trabalhadores da base, fundo de pensão, desempenho de segurança, taxa de rotatividade dos empregados, diversidade das lideranças e a existência de uma relação entre o pagamento dos executivos e a performance sustentável da companhia.

Temos que destacar que, para mudar este quadro, além de adotar e colocar em prática novos hábitos se faz necessário extrapolar a esfera da publicidade e partir para uma aproximação, colocando-se frente a frente com o consumidor e com as novas exigências dele.

E é aí que entra o Live Marketing, possibilitando às empresas passar a sua mensagem e checar a percepção e a reação dos novos clientes, mais conscientes e exigentes.

Sim, ainda há um extenso debate sobre quais caminhos sustentáveis o Marketing deve seguir. Porém, uma coisa é certa: o processo de criação deve ser ecoeficiente para garantir o engajamento dos consumidores. E o Live Marketing já está fazendo a sua parte.

Por: Renato Paschoal

Diretor comercial da JRD Logística de Marketing


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