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Em defesa da Mídia Online

Por | 27/03/2006

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Em defesa da Mídia Online

Por Felipe Morais*

Há séculos, somos bombardeados por inúmeras mensagens. Começou com pequenos cartazes na idade média e foi crescendo. Veio o jornal e no século passado o rádio, a televisão e a grande revolução da comunicação e mídia: a Internet. Unindo computadores do mundo todo, permitindo que as pessoas pudessem conhecer qualquer parte do planeta sentados na frente de uma tela de computador, a Internet chegou como revolução, com uma grande arma: o fator real time proporcionado pela facilidade de inclusão e retirada de conteúdo em segundos.

A Internet hoje é a 1a fonte de informação, passando a frente de outras mídias tradicionais como televisão e rádio.Em março de 2006, são 33 milhões de usuários no Brasil, sendo que desses, 13,2 milhões são residenciais. A penetração nas classes AB é quase 100% e a classe C está em ritmo acelerado de crescimento, o que vai ajudar muito na conquista dos 40 milhões de usuários até o final de 2006, como muitos especialistas estão apontando.

Hoje, quase que 100% das empresas possuem acesso a Internet, e em poucas a conexão ainda é discada. Criou-se uma cultura o mercado, onde é impossível se trabalhar sem e-mail. Analisar a concorrência, pesquisas, se atualizar com o noticiário e até mesmo relaxar ou fazer contatos via mensagens instantâneas são outros benefícios que a Internet proporciona. Vale aqui lembrar, que os brasileiros são os recordistas em horas navegadas: 17h por mês, o que contribui para o aumento número de acessos a sites, como por exemplo UOL e TERRA que possuem mais de 15 milhões de acessos/mês. O Orkut, maior site de relacionamento no mundo, tem a sua maior base de cadastrados no Brasil.

Baseado nesses números defendo o uso da mídia online e explico o porque. Cerca de 1/6 da população tem acesso a essa mídia. O alto poder de compra - classes AB - possuem uma penetração de quase 100%. São 17h navegáveis e um detalhe primoroso: De segunda a sexta, das 9h às 18h a grande maioria das pessoas que computam os números acima estão em suas mesas de trabalho. Sem acesso a televisão, jornal, revista, rádio; não estão nas ruas para ver os outdoors, painéis e nem dentro de táxis, ônibus ou metrôs vendo as mídias desses veículos. Eles estão na frente do computador. A porta de entrada para a Internet. Estão vendo e-mail, conversando em programas de mensagens instantâneas, usando sites de busca, pesquisando a concorrência ou pagando uma conta no banco.

Sabe-se que 85% das decisões de compra são feitas no ponto de venda. A Internet pode ser um ponto de venda, uma vez que ao clicar em uma mídia em um site, o usuário é reportado ao site da empresa / produto ou em algum portal de compras como Submarino.com por exemplo.

Em 2005, o comercio online movimentou quase 10 bilhões de reais, aumento de 32% em relação ao ano anterior. A previsão para 2006 é que o mercado continue a crescer.

Links patrocinados podem ser considerados um fenômeno, pois as empresas criam anúncios voltados a usuários que realmente estão à procura do produto. Pode-se entrar em um site de busca, digitar "celular" e ter uma propaganda de uma loja de celular. Clicou, escolheu e comprou. Tudo isso em menos de 5 minutos e sem sair da frente do computador. As pessoas buscam facilidades, mordomias. O produto lhe é entregue no dia seguinte, pagamento feito na hora. Uma maravilha.

Enquanto países como os Estados Unidos gastam milhões de dólares em mídia online, o Brasil está apenas começando. Em 2004, apenas 1,6% de toda a verba publicitária foi destinada ao online. Mesmo sendo uma mídia barata em relação a outros veículos. Em 2005, 1,66%, cerca de R$ 265 milhões. Comparando 2004 com 2005, apenas a mídia online cresceu 19,1%. Ainda é pouco. Especialistas acreditam que em 2006, cerca de 5% da verba será destinada ao online. Até 2010 pode se chegar a 9 ou 10%, mas isso só vai acontecer se as empresas começarem a ver com "outros olhos" o poder que a Internet possui, a começar, dos seus próprios sites.

A Internet vem se transformando em uma plataforma de comunicação, a Web 2.0 é a dominação da mudança de Internet como sites para essa nova tendência. Os Blogs surgiram há pouco tempo e como uma brincadeira; hoje é uma forma de comunicação empresa-consumidor extremamente eficaz. Até o Orkut possui um lado comercial. Empresas avaliam como suas marcas estão sendo analisadas pelos consumidores com essas ferramentas. Acessam blogs e Orkut para ver as listas de discussões ou comunidades que levem o nome de sua empresa. Para se conseguir uma vaga em uma empresa, passa-se por entrevistas, dinâmicas, provas e avaliação do perfil no Orkut.
Existem milhões de sites na rede. É preciso analisar bem os veículos para não pulverizar a mensagem da empresa; focar em canais específicos onde o consumidor de cada marca realmente se interessa em acessar. É preciso também sair da mesmice e distribuir de forma organizada e planejada a mídia. O baixo "Custo por mil" da Internet possibilita isso.

O Internauta opta pelo o que ele quer ver na Internet, assim como opta na televisão e rádio. Ele escolhe as emissoras, os sites que deseja visitar. Os planejadores de mídia online devem estudar as métricas e os perfis dos sites, estudar o comportamento do usuário, o produto e oferecer a melhor solução aos clientes, que por sua vez, devem olhar com mais carinho a um veículo de comunicação em franca expansão. Não basta fazer mídia online, é preciso saber fazer.

* Felipe Morais é formado em publicidade e propaganda pela FMU e pós-graduado em planejamento estratégico em comunicação pela Univ. Metodista de São Paulo. Atualmente é gerente de projetos da Navigators e assessor de marketing da Upmkt e Celso Rangel produções.


Contato: lfmm@bol.com.br

Por: Redação








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