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Comunicar & Compartilhar. Faces de uma mesma moeda

Leia o artigo de Paulo Silveira

Por | 16/12/2008

pauta@mundodomarketing.com.br

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Comunicar & Compartilhar. Faces de uma mesma moeda

Por Paulo Silveira*

O mundo não é, está sendo.
Paulo Freire

Vivemos num mundo em permanente transformação. Ao longo da história da humanidade pouco ou quase nada sobreviveu. Nos últimos anos, com a popularização da internet, conquistamos acesso quase irrestrito a informação e, com isso, a possibilidade de criar-se novos significados para antigos valores que pareciam, até aqui, imutáveis.

O sentimento de pertencimento, por exemplo, deixou de ser necessariamente presencial para se tornar também virtual. São tribos que se formam e se reformam com a mesma velocidade com que as transformações acontecem. Algum dia você imaginou que pessoas se casariam e teriam filhos sem jamais terem se tocado ou mesmo se encontrado presencialmente?

Diante destas transformações, a escrita deixa de ser um código de simples registro e ganha espaço e sentindo mais amplos, com uma linguagem característica dos tempos da internet. C vc qr ntndr u q tah scritu aki leia nu cantinhu da pahgina." Você sabe decifrar a frase anterior? Nem eu. Foi minha filha de 16 anos quem a escreveu na linguagem utilizada online.

O cidadão comum/popular deixou de ser um agente passivo no mundo da comunicação se tornando um cidadão ativo, se apoderando da comunicação com o desconhecido, aprendendo a produzir a informação, ganhando autoconfiança e, cada vez mais, exigindo respeito a seus valores de todos aqueles que os cercam, sejam empresas ou as diferentes instâncias do poder público.

Surgem o voto de carteira (a transformação no ato de compra numa manifestação ideológica) e, mais recentemente, o prosumer (o consumidor pró-ativo). A crise que vivemos deixa exposto um sistema sócio financeiro que agoniza, tal qual um doente terminal que é mantido vivo por aparelhos, e, ao mesmo tempo, evidencia que os jovens têm razão: o mundo do "ter para ser" já era, o mundo do "interagir para existir" é que já é!

Diversas pesquisas com diferentes origens e finalidades apontam que a principal preocupação de adolescentes e jovens é com o mundo que vão herdar ou com o aquecimento global. Eles estão tão envolvidos com essa questão que alguns estão adquirindo depressão crônica, uma vez que têm acesso as informações, mas não se sentem escutados na busca de soluções. Em resumo: eles querem interagir, mas não encontram espaço em nossa sociedade que os acolham.

CEOs de empresas globais afirmaram em recente pesquisa que somente as empresas que interagirem com seus diversos públicos sobreviverão em um futuro próximo, mas eles não sabem como promover essa interação entre as empresas que dirigem e seus diferentes públicos. Quanto ao Estado, a eleição de Barack Obama, a expressiva votação de Fernando Gabeira na eleição para Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro e o manifesto realizado após as eleições do Rio demonstram o quanto essa jovem aldeia global está conectada.

 
O mais interessante nesse momento em que vivemos não são apenas as transformações que acontecem, mas o fato de que a geração que ocupa cargos de poder nesse momento, nas empresas ou no poder público, vivenciou intensamente o movimento da contracultura que teve seu ápice no ano de 1968 e agora desqualifica o movimento jovem, repetindo os mesmos erros de que foram vítimas.

Como decorrência desse movimento que se auto-alimenta e se revigora a cada vitória, criam-se novas ferramentas que facilitam a comunicação entre seus integrantes, tais como o Marketing Social e as mídias interativas. Embora o Marketing Social e as mídias interativas se apresentem como novidades para a geração que ocupa cargos de poder, para os jovens, que cresceram com a internet, que se habituou a produzir seu próprio conteúdo, criando uma cultura própria, onde o pessoal e o social interagem permanentemente (veja a internet, a TV digital, os jogos de RPG, o celular, o funk, o hip hop, o street basket, etc) tanto a metodologia do marketing social quanto as mídias interativas fazem parte de seus cotidianos, assim como o telefone fez parte da cultura da geração de 68.

Com toda a certeza quem quiser se comunicar num futuro próximo, além de saber falar, escrever, ler terá que interagir, ouvir, acolher, compartilhar.

* Paulo Silveira é membro da Da Vinci Marketing Social e do Instituto Paulo Freire. E-mail: psilveira@davincimktsocial.com.br

Por: Redação








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